Bocalom admite diálogo com MDB e PSD, mas descarta qualquer aproximação com partidos de esquerda

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Durante coletiva realizada nesta terça-feira (3), no auditório da Associação Comercial, Industrial, de Serviço e Agrícola do Acre (ACISA), em Rio Branco, o prefeito da capital e pré-candidato ao governo do Estado, Tião Bocalom, admitiu a possibilidade de diálogo com novas forças políticas visando a eleição de 2026.

Reorganização no cenário político

O questionamento surgiu em meio à movimentação partidária no Acre, especialmente envolvendo o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e o Partido Social Democrático (PSD).

O MDB, que tinha expectativa de indicar a ex-deputada federal Jéssica Sales ao Senado em uma eventual composição com a base governista, perdeu espaço após a consolidação do nome do senador Márcio Bittar como um dos pré-candidatos ao Senado na chapa alinhada ao governador Gladson Cameli.

Diante do novo cenário, Bocalom não descartou aproximações.

“Tudo é possível depois que a gente firmar o pé dentro de uma certa sigla”, declarou, ao admitir que outras legendas podem entrar no radar após a definição de sua nova filiação partidária.

Diálogo com o PSD

Questionado sobre o PSD, legenda comandada no Acre pelo senador Sérgio Petecão, o prefeito afirmou que não vê obstáculos para uma eventual conversa.

“Não vejo dificuldade, porque ele foi parceiro muitas vezes com a gente em outras eleições”, disse.

Prioridade é definir partido

Apesar da abertura, o prefeito reforçou que a prioridade neste momento é definir o partido pelo qual disputará o governo em 2026.

“O que a gente precisa é definir logo o partido que nós vamos estar, para que a chapa, tanto federal como estadual, esteja organizada. Depois a gente começa a conversar sobre vice e alianças”, afirmou.

Linha ideológica

Embora tenha sinalizado diálogo com partidos de centro, Bocalom foi enfático ao descartar qualquer possibilidade de aproximação com legendas de esquerda, como o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Comunista do Brasil (PCdoB).

“A única coisa que não tem possibilidade é qualquer coisa com PT, PCdoB, esses partidos. Jamais eu nem sento à mesa para conversar. São partidos verdadeiramente de esquerda”, disparou.

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