O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, afirmou que não segue a lógica tradicional de articulações políticas antecipadas e defendeu que qualquer definição sobre alianças ocorra apenas em um momento mais à frente do processo eleitoral. A declaração foi feita ao comentar especulações envolvendo apoios e siglas partidárias.
“A minha forma de fazer política é um pouco diferente da política tradicional. A minha política é em cima do trabalho, em cima da população”, afirmou o prefeito. Segundo ele, movimentações feitas neste momento não garantem resultados futuros. “Tudo que você fala agora pode não acontecer lá na frente. O que eu vejo é muita especulação”, disse.
Bocalom ressaltou que prefere evitar esse tipo de dinâmica e aguardar a consolidação do cenário político. “Como eu não gosto muito de trabalhar com especulação, deixa todo mundo colocar seus nomes e lá na frente a gente senta e conversa melhor”, declarou.
O prefeito também criticou práticas comuns em disputas por apoio entre pré-candidatos. “Eu não sei ficar naquela do troca-troca. Tem gente que chega, fala contigo ‘ah, quero te apoiar’, tira uma fotografia e vai mostrar para o outro candidato para pressionar”, comentou.
Para Bocalom, o principal apoio deve partir da população. “Primeiro quem tem que querer o Bocalom é a população”, afirmou. Ele reconheceu a importância das lideranças políticas, mas reforçou que a decisão inicial cabe aos eleitores. “Os políticos são fundamentais para ajudar no processo e na gestão, mas quem primeiro tem que dizer ‘nós vamos votar’ é a população”, concluiu.













