Durante a última noite do Carnaval “Folia, Tradição e Alegria”, em Rio Branco, o prefeito Tião Bocalom (PL) concedeu entrevista na noite desta terça-feira, 17, direto da Praça da Revolução, onde ocorre a festa carnavalesca. O chefe do Executivo municipal fez um balanço dos investimentos na cultura, rebateu críticas sobre os gastos do evento, falou das obras estruturantes e reafirmou a intenção de disputar o governo do Estado.
Bocalom defendeu a decisão de priorizar artistas locais em vez de contratar atrações nacionais. “Agora, artista para cantar? Ah, gente, dá licença. Os nossos artistas aqui, eu não perco muito com o povo que vem lá de fora e leva 700 mil a um milhão de reais, não. O trabalho é baratinho aqui. E quem sabe um dia a gente vai ver esses nossos artistas aqui também fazendo sucesso lá fora. Então, dá sempre a oportunidade para o nosso pessoal”, pontuou.
Segundo ele, a diretriz foi clara desde o início da gestão. “Quando a gente veio aqui na primeira vez, falei: ninguém vai contratar ninguém de fora. Vamos dar vez a quem é da vez, que é o nosso povo daqui. E, graças a Deus, o sucesso está aí”, reforçou.
Público, estrutura e investimentos
Ao comentar o movimento na Praça da Revolução, o prefeito destacou o público presente mesmo sendo uma terça-feira. “Hoje é uma terça-feira, amanhã muita gente tem que trabalhar, mas, no entanto, o povo está aí. Então, o que me deixa feliz é isso. Olha a fonte, olha que coisa linda. É um sucesso total”, afirmou.
Bocalom também reafirmou o compromisso com o fortalecimento da cultura e do esporte no município. “Eram 300 mil reais o orçamento da cultura todos os anos e 100 mil para o esporte. Eu elevei para 2 milhões de reais na cultura, e o esporte saiu de 100 mil para 1 milhão e meio”, revelou.
Ele anunciou ainda a compra de um ônibus rodoviário zero quilômetro, com 68 lugares, destinado a atender grupos culturais e esportivos. O veículo está sendo produzido em Caxias, no Rio Grande do Sul, e deve ser entregue nas próximas semanas.
Obras estruturantes e modernização
O prefeito detalhou investimentos realizados com recursos próprios e parcerias parlamentares, citando obras como o viaduto da AABB, conhecido como Mamédio Bittar, e a reforma do Mercado Elias Mansour.
“Feita com recurso próprio. O Mercado Elias Mansour são 20 milhões que o nosso senador colocou, mas a prefeitura está colocando mais 10 ali no mercado. Ali na maternidade o senador colocou 25, e a prefeitura está colocando algo próximo de 3 também”, explicou.
Sobre o novo modelo do mercado, afirmou que a proposta é modernizar o espaço e torná-lo referência nacional, inspirado no Mercado Municipal de Belo Horizonte. “Nós queremos que as pessoas cheguem aqui e falem: ‘Nossa, que coisa mais bonita, que coisa organizada’. A nossa Amazônia não tem só índio, não tem só bicho. Nós somos modernos também”, declarou.
Projeto político e BR-364
Questionado sobre a possibilidade de deixar a prefeitura para disputar o governo do Estado, Bocalom foi direto: “Evidentemente, o meu projeto é esse. Eu quero ser governador neste Acre para fazer diferente. Eu quero fazer o que eu fiz em Acrelândia e o que eu estou fazendo aqui.”
Entre as propostas defendidas, citou a recuperação definitiva da BR-364 com pavimento rígido. “É concreto. Hoje o concreto vai custar em torno de 3 milhões e meio por quilômetro. Não dá para fazer tudo de uma vez? Faz 50 quilômetros por ano. Vamos resolver o problema de vez”, afirmou.
O prefeito também defendeu união entre os gestores municipais. “Ganhou a eleição? Acabou a política partidária. A partir de agora é política de desenvolvimento do Acre como um todo. Chama todo mundo e vamos trabalhar juntos”, reforçou.











