O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi internado na manhã de sexta-feira (13) na UTI do Hospital DF Star, após passar mal no local onde está preso, conhecido como Papudinha, em Brasília.
Segundo a equipe médica, Bolsonaro deu entrada na unidade hospitalar com febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese intensa e calafrios. Exames laboratoriais e de imagem confirmaram o diagnóstico de broncopneumonia bacteriana, uma infecção que atinge os dois pulmões.
De acordo com o cardiologista Brasil Caiado, o quadro clínico do ex-presidente é considerado grave.
“A pneumonia em pacientes acima de 70 anos sempre é grave e pode evoluir para septicemia, por isso a emergência médica”, afirmou.
A equipe médica responsável pelo acompanhamento é formada pelos médicos Brasil Caiado, Leandro Echenique e Cláudio Birolini. Segundo eles, o atendimento rápido foi decisivo para evitar complicações maiores, como a necessidade de intubação ou evolução para infecção generalizada.
Risco de complicações
Durante coletiva de imprensa, os médicos explicaram que Bolsonaro apresentou calafrios intensos durante a madrugada, sinal que pode indicar presença de bactérias na corrente sanguínea.
“Isso realmente coloca em risco a vida do paciente. Uma pneumonia aspirativa pode evoluir para insuficiência respiratória e, se não houver intervenção, o paciente pode morrer”, explicou o cirurgião Cláudio Birolini.
Apesar disso, os médicos informaram que o estado de saúde é estável no momento, embora o risco de complicações ainda exista.
Segundo Leandro Echenique, este é o terceiro episódio de pneumonia enfrentado por Bolsonaro, sendo considerado o mais grave até agora.
Previsão de alta indefinida
O médico Brasil Caiado afirmou que não há previsão de alta hospitalar, já que o tempo de tratamento depende da resposta do organismo aos antibióticos.
“Em geral, antibiótico venoso em casos de pneumonia grave pode durar mais de sete dias, oito, dez ou até doze dias. Mas é impossível prever com exatidão”, disse.
Pedido de prisão domiciliar
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, voltou a defender nas redes sociais que o pai passe a cumprir pena em prisão domiciliar, alegando que isso permitiria melhores cuidados com a saúde.
Segundo ele, a situação demonstra a necessidade de acompanhamento permanente de um familiar ou profissional de saúde.
Enquanto Bolsonaro permanece internado, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que a Polícia Militar do Distrito Federal faça o monitoramento do ex-presidente durante a internação no hospital.
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