Caso de raiva em bovino coloca IDAF em alerta e reforça orientações a produtores de Tarauacá

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Veterinárias alertam que a doença tem letalidade próxima de 100% após o surgimento dos sintomas e destacam a importância da vacinação e da notificação imediata de casos suspeitos.

A confirmação de um caso de raiva em um bovino na zona rural de Tarauacá levou o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (IDAF) a intensificar as ações de vigilância e orientação aos produtores rurais da região.

Para esclarecer dúvidas e reforçar as medidas de prevenção, as médicas veterinárias Soraya Aguiar e Victória Feitosa participaram do programa Bom Dia Tarauacá, apresentado pelo jornalista Raimundo Accioly.

Durante a entrevista, as especialistas destacaram que a raiva é uma das zoonoses mais graves, podendo afetar todos os mamíferos, incluindo seres humanos. A doença é causada por um vírus que compromete o sistema nervoso central e apresenta índice de letalidade próximo de 100% após o aparecimento dos sintomas clínicos.

Nos bovinos, o principal transmissor é o morcego hematófago (Desmodus rotundus), embora a infecção também possa ocorrer pelo contato com saliva contaminada de animais infectados.

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Sintomas exigem notificação imediata

A médica veterinária Victória Feitosa ressaltou que identificar os primeiros sinais da doença é fundamental para impedir a disseminação do vírus.

Entre os principais sintomas observados em bovinos estão:

  • Isolamento do animal em relação ao restante do rebanho;
  • Dificuldade para caminhar e tremores musculares;
  • Salivação excessiva e dificuldade para ingerir água e alimentos;
  • Alterações de comportamento e sinais neurológicos.

Ao identificar qualquer um desses sintomas, o produtor deve comunicar imediatamente o escritório do IDAF para que sejam coletadas amostras e realizados os exames laboratoriais.

As veterinárias enfatizaram que a notificação de casos suspeitos não gera multas nem penalidades, mesmo quando os animais não estiverem vacinados. Segundo elas, a comunicação rápida permite a adoção de medidas sanitárias, como vacinação de bloqueio e monitoramento das propriedades vizinhas.

Vacinação é a principal forma de prevenção

O IDAF reforça que a vacinação anual dos rebanhos continua sendo a medida mais eficaz para prevenir a doença. A primeira dose deve ser aplicada aos três meses de idade, seguida de reforços conforme o calendário sanitário.

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Doença também representa risco para humanos

Por se tratar de uma zoonose, a raiva também pode ser transmitida às pessoas. A orientação é que qualquer pessoa mordida ou arranhada por morcegos, cães, gatos ou outros mamíferos procure imediatamente atendimento em uma unidade de saúde para avaliação e, se necessário, início da profilaxia antirrábica.

As especialistas também alertam que animais com suspeita da doença não devem ser manuseados sem Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), especialmente luvas, devido ao risco de contaminação por meio da saliva.

Em Tarauacá, o escritório do IDAF está funcionando provisoriamente nas dependências da Cageacre, no bairro Copacabana, enquanto sua sede passa por reformas.

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