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Após reunião, Inter decide demitir Ramírez e acerta detalhes para saída

PORTO ALEGRE, RS (UOL/FOLHAPRESS) – Após reunião na manhã desta sexta-feira (11), a direção do Internacional decidiu demitir o técnico Miguel Ángel Ramírez. Detalhes da saída estão sendo definidos para que o clube oficialize o trâmite. A comissão técnica já foi informada do desligamento.

Ramírez está com Covid-19 e, por isso, não comandou o time na derrota por 3 a 1 para o Vitória na quinta (10), que significou eliminação na Copa do Brasil.

A equipe colorada procura resolver a questão do pagamento da multa rescisória do treinador e ainda tenta persuadir ele a aceitar uma saída de “comum acordo” para evitar a limitação de trocas de comando técnico no Campeonato Brasileiro.

Segundo apurou a reportagem, o parcelamento do pagamento da multa, que chega na casa dos R$ 10 milhões, está em pauta. A comissão técnica está disposta a negociar o valor.

Desde a estreia à beira do campo contra o Novo Hamburgo, Ramírez somou um total de 21 jogos à frente do Inter, incluindo a derrota para o Vitória, em que cumpria isolamento -foram 10 vitórias, 4 empates e 7 derrotas, com aproveitamento de 53,96%.

Sob seu comando, o Inter foi finalista do Gauchão, mas perdeu o título para o Grêmio. Se classificou como primeiro de seu grupo às oitavas da Libertadores e foi eliminado na terceira fase da Copa do Brasil.

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Seleção brasileira feminina bate a Rússia com facilidade em amistoso na Espanha

A seleção brasileira feminina de futebol não encontrou dificuldades para derrotar a Rússia em amistoso realizado nesta sexta-feira. No estádio Cartagonova, em Cartagena, na Espanha, as comandada de Pia Sundhage superaram as russas por 3 a 0, com dois gols pelo alto da zagueira Bruna Benites e outro de Andressa Alves, que entrou na vaga de Marta no segundo tempo e fechou o placar no fim.

A partida foi a penúltima oportunidade que a técnica Pia Sundhage teve para observar atletas antes da lista final para os Jogos Olímpicos. Na segunda, a equipe nacional volta a campo contra o Canadá, em jogo que encerra o período de preparação para a Olimpíada.

Foi a terceira vitória consecutiva do Brasil diante da Rússia. Nos dois confrontos anteriores, vitórias por 4 a 0 no Torneio Internacional de Manaus e por 3 a 0 na Copa Algarve, em 2016.

O Brasil enfrentou um rival compacto, que abusou da velocidade e da força física para imprimir seu jogo, mas com pouca qualidade técnica para fazer frente às brasileiras. Com isso, o time de Pia foi soberano, apertou a marcação na saída de bola do adversário, buscou o ataque desde os primeiro minutos, não sofreu uma finalização sequer, finalizou muito e foi recompensado pela insistência com o gol no fim da primeira etapa.

Aos 41 minutos, em joga ensaiada, Andressinha cobrou escanteio da esquerda, Ludmila desviou na primeira trave, e Bruna Benites, livre, apareceu para completar de cabeça para o gol. Antes, a zagueira já havia levado perigo em cabeceio que passo à esquerda da meta defendida por Grichenko.

No segundo tempo, o cenário foi muito semelhante. A seleção brasileira continuou dominando a partida e explorando a fragilidade do adversário. O que mudou foi que o Brasil foi ainda mais eficiente e balançou mais duas vezes as redes para selar a boa vitória no amistoso na Espanha.

Após escanteio da esquerda, Bruna Benites, novamente de cabeça, fez o segundo dela e da equipe aos 18 minutos. Depois de servir a zagueira, Andressa Alves fez o seu. A meio-campista, que entrara no lugar da craque Marta, fez bonita jogada individual pelo lado esquerdo, driblou a marcadora e bateu rasteiro. A zaga cortou, mas de nos pés da camisa 7, que marcou no rebote aos 35 minutos. Com o resultado garantido, a equipe de Pia controlou a partida trocando passes no meio do campo até a árbitra eslovaca finalizar a partida.

Antes do amistoso, as jogadoras da seleção feminina usaram seus perfis pessoais nas redes sociais para divulgar uma mensagem contra assédio e abuso sexual, principalmente contra mulheres. O manifesto ocorre na esteira do afastamento do presidente da CBF, Rogério Caboclo. Uma funcionária da entidade protocolou uma denúncia na última sexta-feira, o que motivou a saída temporária do dirigente por 30 dias em decisão do Conselho de Ética da entidade.

“Dizer não ao abuso são mais do que palavras, são atitudes. Encorajamos que mulheres e homens denunciem. Nossa luta pelo respeito e igualdade vai além dos gramados. Hoje mais uma vez dizemos: não ao assédio”, diz um trecho da nota.

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Djokovic impõe a Nadal sua 3ª derrota em Roland Garros

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Em um dos duelos mais emblemáticos da história do confronto, com várias alternâncias de placar, alto volume de melhores momentos e até uma inesperada mudança de decisão governamental causada pela partida, Novak Djokovic venceu Rafael Nadal de virada nas semifinais de Roland Garros, por 3 sets a 1 (3/6, 6/3, 7/6 e 6/2), nesta sexta-feira (11). Ele enfrentará o grego Stefanos Tsitsipas na decisão de domingo.

Leia Também: Em grande jogo, Tsitsipas derrota Zverev e vai à final de Roland Garros

É apenas a terceira vez que Nadal, dono de 13 títulos no saibro de Paris, sofre uma derrota na competição. As outras foram para Robin Soderling, nas oitavas de final de 2009, e para Djokovic, nas quartas de final em 2015.

Foi a 58ª vez que eles se enfrentaram (maior número de um confronto no circuito masculino), e o conhecimento que cada um possui sobre os pontos fortes e fracos (raros) do outro ficou evidente durante as 4 horas e 11 minutos em que estiveram dentro da quadra Philippe Chatrier, a principal do complexo de Paris.

Às 22h40 horas locais, após o terceiro set, seria preciso esvaziar a arena (com 65% de sua lotação permitida) para respeitar o toque de recolher imposto na capital francesa por causa da pandemia de Covid-19.

Os milhares de espectadores e fãs empolgados, que ajudaram a criar um clima de alta voltagem para o espetáculo em quadra, já se preparavam para protestar contra a ordem quando foi anunciado pelo locutor que um acordo com as autoridades permitiu que o público permanecesse até o fim da partida dado “o caráter absolutamente excepcional das circunstâncias”.

As vaias engatilhadas se transformaram em vibrações parecidas com as proporcionadas pelos dois atletas.

Para chegar à 30ª vitória da rivalidade, o número 1 do mundo se movimentou e movimentou o espanhol com eficiência, impedindo que ele ficasse à vontade para ditar os pontos com seu poderoso forehand. Também fez o que faz de melhor, pressionando o serviço do rival por meio de suas devoluções de saque precisas.

Em um primeiro set de 59 minutos, Djokovic poderia ter começado o jogo quebrando o saque de Nadal. O espanhol poderia ter aplicado um pneu (6 a 0) da mesma forma que fez na final do ano passado. O sérvio ainda reagiu e poderia ter complicado a vida do rival quando este sacou para fechar a parcial pela segunda vez.

As possibilidades que cabem em uma hora de um duelo como esse são inúmeras, mas o que de fato aconteceu foi Nadal vencer –após sete set points– por 6/3, placar padrão que esconde na superfície dos números um jogo repleto de alternâncias de momentos espetaculares e vulneráveis de ambos os tenistas.

No segundo set, Djokovic conseguiu começar com quebra, viu o espanhol devolvê-la logo no game seguinte, mas voltou a abrir vantagem. O sérvio ainda fechou a porta em cinco break points para o adversário e se manteve na ponta para triunfar pelo mesmo 6/3, embora com roteiros bem distintos.

As principais estatísticas mostravam desempenhos parecidos no início da terceira parcial, mas o momento apontava para uma leve superioridade de Djokovic, tecnicamente e mentalmente, o que o levou a conseguir a primeira quebra.

Após o sérvio fazer um ponto espetacular para salvar seu saque e ver Nadal devolver com outro para quebrá-lo, ele conseguiu voltar à frente vencendo de zero um game de saque do espanhol. Quando sacou para fechar, porém, Nadal saiu das cordas e cresceu em quadra para igualar o placar.

A alternância levava a crer que qualquer um poderia levor a melhor no tiebreak, e foi Djokovic, melhor nos detalhes durante a maior parte do jogo, quem prevaleceu.

No quarto set, Nadal ensaiou reagir quebrando o saque do sérvio, que voltou a tomar as rédeas do jogo para fechar em 6/2 contra o espanhol já abatido.

Como definiu Andy Murray, que tão bem conhece os dois dentro de quadra, em uma publicação no Twitter: “Você não pode jogar melhor em quadra de saibro do que isso. É perfeito”.

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Após goleada, São Paulo de Crespo supera média de gols de time campeão mundial

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O São Paulo do técnico Hernán Crespo segue dando motivos para o torcedor sonhar. Já tendo conquistado o título do Paulistão, o Tricolor paulista voltou a vencer em grande estilo goleando por 9 a 1 o 4 de Julho (PI) e superou, neste momento, a marca de média de gols da equipe campeã mundial de 2005.

Antes do jogo de volta da Copa do Brasil, o São Paulo tinha 49 gols em 25 jogos, média de 1,96 gol por jogo, mas o número chegou a 2,23 gols por partida após os nove marcados no Morumbi. Assim, o Tricolor ultrapassou os 2,1 de média da equipe de 2005, que havia balançado as redes 166 vezes em 79 jogos.

O número é momentaneamente o maior desde a temporada 2002. Naquele ano, o Tricolor paulista de Reinaldo, França, Kaká e Luís Fabiano marcou 137 gols em 58 partidas, para uma média de 2,36 gols a cada vez que entrou em campo.

Mesmo antes da goleada aplicada no modesto time piauiense, a média de 1,96 gol por jogo já era impressionante e superava, por exemplo, a equipe tricampeã brasileira entre 2006 e 2008. A média de gols do São Paulo de Crespo pré-9 a 1 só era superada, além dos já citados 2002 e 2005, pela temporada 2003: 145 gols em 73 partidas e 1,98 gol por jogo de média.

Confira os gols e os artilheiros do São Paulo ano a ano até 2002:

2021: 58 gols em 26 jogos (Pablo, 9 gols)
2020: 110 gols em 65 jogos (Brenner, 22 gols)
2019: 56 gols em 60 jogos (Pablo, 7 gols)
2018: 74 gols em 64 jogos (Diego Souza, 16 gols)
2017: 93 gols em 62 jogos (Pratto, 14 gols)
2016: 85 gols em 70 jogos (Calleri, 16 gols)
2015: 107 gols em 69 jogos (Pato, 26 gols)
2014: 112 gols em 68 jogos (Luís Fabiano, 20 gols)
2013: 105 gols em 78 jogos (Aloísio e Luís Fabiano, 21 gols)
2012: 139 gols em 78 jogos (Luís Fabiano, 31 gols)
2011: 112 gols em 70 jogos (Dagoberto, 22 gols)
2010: 112 gols em 71 jogos (Dagoberto, 15 gols)
2009: 102 gols em 67 jogos (Washington, 32 gols)
2008: 109 gols em 71 jogos (Borges, 26 gols)
2007: 115 gols em 73 jogos (Borges, 13 gols)
2006: 138 gols em 73 jogos (Rogério Ceni, 16 gols)
2005: 166 gols em 79 jogos (Rogério Ceni, 21 gols)
2004: 123 gols em 72 jogos (Grafite, 22 gols)
2003: 145 gols em 73 jogos (Luís Fabiano, 46 gols)
2002: 137 gols em 58 jogos (Reinaldo, 26 gols)

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Tóquio-2020 diz que 18 mil membros da organização da Olimpíada serão vacinados

A pouco mais de 40 dias da cerimônia de abertura, marcada para o dia 23 de julho no estádio Nacional, em Tóquio, o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, adiados em um ano por causa da pandemia do novo coronavírus, anunciou nesta sexta-feira que 18 mil membros da organização, incluindo árbitros e voluntários, serão vacinados a partir da próxima semana para reforçar a confiança à medida que se aproxima o evento.

De acordo com Seiko Hashimoto, presidente do Comitê Organizador de Tóquio-2020, a vacinação incluirá as pessoas com interação “próxima e frequente com os atletas”.

No Japão, as autoridades ainda precisam lidar com a pressão do movimento contrário aos Jogos Olímpicos e o temor de aumento de contágios durante o evento, enquanto o programa de imunização avança de maneira lenta: apenas 4% da população japonesa está completamente vacinada no país.

Entre os vacinados estarão árbitros, funcionários da Vila Olímpica, funcionários do Aeroporto Internacional de Narita, pessoas que trabalharão nos testes antidoping e membros dos comitês nacionais olímpicos e paralímpicos.

Uma parte dos 70 mil voluntários também participarão da campanha, que começará na próxima sexta-feira e terá as segundas doses aplicadas antes do início do evento, caso tenham contato próximo com os atletas.

Os organizadores tentam convencer a opinião pública japonesa sobre a eficácia das medidas que serão adotadas para garantir a segurança dos participantes e da população. Os torcedores procedentes do exterior foram vetados e as autoridades devem decidir nas próximas semanas sobre a presença nos locais de competição de espectadores que moram no Japão.

Várias regiões do país, incluindo a capital Tóquio, se encontram desde o final de abril em estado de emergência sanitária, que deve terminar no próximo dia 20, enquanto os contágios estão em queda.

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Edenilson lamenta má fase do Inter: ‘Abaixar a cabeça e trabalhar’

Único jogador do Internacional que falou após a eliminação na Copa do Brasil para o Vitória, no Beira-Rio, o meia Edenilson pregou muito trabalho para tirar o clube desse momento delicado.

“É difícil explicar. Acho que a gente tem que abaixar a cabeça, trabalhar, ver o que está errado e corrigir, porque a gente deixou a desejar mais uma vez. Temos que assumir nossas responsabilidades”, disse Edenilson.

Na derrota para o Vitória, por 3 a 1, o Inter terminou com nove jogadores. O zagueiro Pedro Henrique foi expulso logo aos cinco minutos do segundo tempo e o meia Boschilia recebeu o vermelho já nos acréscimos.

Com isso, o Inter chegou a dez expulsões nesta temporada. Apesar do número expressivo, Edenilson não acredita que o emocional está pesando neste momento delicado. “Não está pesando. Tantos os mais jovens quanto os mais velhos já têm uma experiência em jogos. É difícil falar… O trabalho dos mais velhos é dar suporte para que isso não se repita, para que trabalhem, para que cresçam. Infelizmente estamos crescendo na base da pancada”, finalizou Edenilson.

Em crise, o Inter vai em busca da sua primeira vitória no Brasileirão neste domingo, contra o Bahia, em Salvador, pela terceira rodada.

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Funcionária da CBF que acusa Caboclo de assédio diz que há mais duas vítimas

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A funcionária que acusa de assédio sexual e moral o presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Rogério Caboclo, acrescentou dois nomes ao caso investigado pelo conselho de ética da entidade. De acordo com ela, há duas outras mulheres vítimas do comportamento do dirigente.

A inclusão dos nomes, noticiada inicialmente pelo UOL, não significa que essas duas funcionárias tenham denunciado ou vão denunciar o cartola, que nega ter cometido abusos e reitera sua inocência. Ele foi afastado por 30 dias de suas funções na confederação para apresentar sua defesa.

Não são crimes o que investiga o conselho de ética da CBF. O órgão checa se houve violações ao código da entidade e por isso determinou o afastamento, no último domingo (8). Assim, assumiu interinamente a presidência Antonio Carlos Nunes, 82, por ser o vice-presidente mais velho.

Se o inquérito levar à destituição de Caboclo, Nunes terá de convocar uma nova eleição. Nesse caso, só poderão concorrer os atuais oito vice-presidentes da confederação. No momento, o retorno do presidente afastado é considerado altamente improvável.

O processo de desgaste do dirigente teve participação importante dos jogadores da seleção brasileira, que não têm boa relação com ele. A comunicação sobre a transferência da Copa América para o Brasil, malfeita segundo os atletas, ampliou a distância.

O técnico Tite ficou do lado do grupo, que chegou a ameaçar um boicote ao torneio sul-americano. Assim que Caboclo foi afastado, a ameaça foi deixada de lado, o que decepcionou quem imaginava que a questão, em meio à pandemia de Covid-19, fosse sanitária.

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Mercedes vai mudar ‘freio mágico’ após Hamilton acionar botão sem querer

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A Mercedes vai fazer alterações no seu sistema para o acionamento do “freio mágico” já na próxima corrida do Mundial de Fórmula 1 depois que Lewis Hamilton acidentalmente o ligou antes da relargada do Grande Prêmio do Azerbaijão, no último final de semana.

O inglês tinha usado o tal botão para jogar mais energia nos freios dianteiros e, com isso, aquecer melhor seus pneus, buscando o ataque em Sergio Perez na luta pela vitória -a corrida em Baku tinha sido interrompida após o rival de Hamilton na disputa pelo título, Max Verstappen, ter furado um pneu de seu carro.

No entanto, como essa configuração acionada pelo britânico faz com que praticamente apenas os freios dianteiros funcionem, Hamilton foi reto na primeira curva, voltou no fundo do pelotão e, com apenas duas voltas para o fim da corrida, não conseguiu pontuar.

“A regra não permite que falemos com os pilotos nas largadas e relargadas. Então não podemos falar o que eles têm de mudar. Por conta disso, tentamos simplificar ao máximo as coisas e produzir ferramentas que os pilotos possam usar para reduzir a carga de trabalho que eles têm, porque é muita coisa para fazer nas largadas”, disse o diretor de tecnologia da Mercedes, Mike Elliot.

“Então um dos botões que temos no volante é o ‘freio mágico’, que não sei por que é chamado assim na verdade. É um botão que o piloto aciona e que coloca mais calor nos freios. E uma das coisas principais que ele faz é jogar a proporção de energia do freio traseiro para frente, para aquecer os freios dianteiros e, com isso, os pneus”, continuou Elliot, que destacou ainda que Hamilton adotou todo o procedimento corretamente.

“[Hamilton] desligou tudo o que deveria, ligou o que tinha que ligar, e tudo estava certo. Ele fez uma largada fantástica e estava lado a lado com Perez até que fez uma mudança de direção no volante. Quando ele fez isso, bateu no ‘freio mágico’ e não sentiu. Então ele não tinha nenhuma ideia de que teria um problema na freada. Ele freou no ponto certo, mas toda a energia do freio estava na dianteira e, por conta disso, os pneus dianteiros travaram.”

Elliot não explicou exatamente o que a Mercedes mudará, mas disse que uma nova solução para impedir esse tipo de acionamento acidental já deverá ser implementada visando a próxima etapa do Mundial, na França, em 20 de junho. “É nosso dever dar a ele um carro que torne mais difícil que ele cometa erros.”

Curiosamente, essa não é a primeira vez que Lewis Hamilton se atrapalha com botões no seu volante: no seu ano de estreia, em 2007, ele perdeu o campeonato depois de esbarrar no limitador de velocidade de boxes no início do GP decisivo, no Brasil.

Aquele erro fez com que a McLaren, seu time na época, também mudasse o volante, criando dois mecanismos para que isso não pudesse mais acontecer: o botão passou a ter uma espécie de barreira nas laterais e passou a poder ser acionado apenas com o carro em primeira ou segunda marchas.

Apesar da falha em Baku, Hamilton ao menos segue com a mesma distância de quatro pontos para o líder do Mundial de pilotos, o holandês Max Verstappen, que também deixou o GP do Azerbaijão zerado, em seu caso por ter abandonado a prova devido a uma batida a cinco voltas do fim.

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Uefa manda Ucrânia mudar camisa da seleção que desagradou a Rússia

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Uefa, órgão que controla o futebol europeu, determinou nesta quinta (10) que a seleção da Ucrânia remova slogans políticos de seu uniforme, desenhado para a disputa da Euro-2020.

A camiseta do time, contudo, vai permanecer com um desenho do mapa do país que inclui a península da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014 e que ainda é considerada território ucraniano pela ONU (Organização das Nações Unidas).

A mudança veio após uma queixa formal da Rússia na terça (8). Além do mapa, a camiseta trazia duas inscrições na gola, interna e externamente: “Glória aos Heróis” e “Glória à Ucrânia”, respectivamente.

Ambos os slogans foram utilizados durante a revolta que derrubou o governo pró-Rússia de Viktor Ianukovitch em Kiev, no começo de 2014.

Eles também remetem, como lembrou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo, Maria Zakharova, aos batalhões ucranianos que combateram ao lado dos nazistas na Segunda Guerra Mundial.

O tema é muito controverso na Rússia, que considera inviolável, por lei, sua leitura dos eventos do conflito que matou 27 milhões de seus cidadãos de 1941 a 1945.

Para os ucranianos, os alemães invasores da União Soviética prometiam libertação contra o jugo comunista, e isso ressoa até hoje na guerra civil congelada no leste do país.

O conflito começou depois que, em retaliação pela derrubada do aliado, Vladimir Putin promoveu a anexação da Crimeia, de resto uma região histórica russa dada de presente a Kiev em 1954, quando todos faziam parte de um mesmo país.

Já morreram 14 mil pessoas, e a guerra quase recomeçou neste ano. Um importante batalhão ucraniano, o Azov, tem claros contornos neonazistas. Já os rebeldes pró-Moscou são vistos como descendentes dos comunistas que anexaram a Ucrânia depois do fim do Império Russo, derrubado em 1917.

O objetivo de Putin é evitar que as estruturas ocidentais, principalmente militares, se aproximem de sua fronteira. A Ucrânia, na sua visão, é um anteparo estratégico contra o Ocidente.

Manifestações políticas são vetadas em campo, e a Ucrânia fez bom uso da tradicional camiseta amarela do time. O presidente do país, Volodimir Zelenski, a vestiu. “A nova camiseta de fato não é igual a nenhuma outra”, disse.

A Fifa tenta coibir a política em campo, mas ela impregna a história do futebol, como toda manifestação sociocultural.

Na Copa da Rússia, amplamente usada como arma política por Putin em 2018, dois atletas suíços de origem kosovar foram punidos por trazer o símbolo do país extirpado da ex-Iugoslávia na chuteira e na sua comemoração de gol.

A chegada da Croácia à final, perdida contra a França, disparou uma série de sentimentos nacionalistas no país, também egresso do antigo país e em oposição ao domínio da Sérvia na antiga federação dissolvida nos anos 1990.

Com um agravante: assim como no caso da Ucrânia, os croatas carregam a proximidade com os nazistas na Segunda Guerra aos olhos russos, o que gerou tensões extracampo razoáveis durante a Copa.

A Ucrânia começa sua campanha na Euro-2020, adiada devido à pandemia e espalhada por sedes em vários países, inclusive a Rússia, no domingo.

Ela vai jogar em Amsterdã no domingo. A Rússia, por sua vez, tenta refazer sua surpreendente campanha da Copa-2018, na qual chegou às quartas de final. Ela estreia sábado em São Petersburgo, contra a Bélgica.

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PSG dá ‘chapéu’ no Barcelona e anuncia a contratação de Wijnaldum

O Paris Saint-Germain deu um “chapéu” no Barcelona e anunciou nesta quinta-feira a contratação do meio-campista holandês Georginio Wijnaldum, que ficou sem contrato após não renovar com o Liverpool. O jogador já era tratado pela imprensa europeia como reforço do clube espanhol, que já estava até com exames médicos marcados. No entanto, ele acabou assinando vínculo até 2024 com a equipe francesa.

Outro grande clube da Europa interessado no atleta de 30 anos foi o Bayern de Munique, que também ficou sem poder competir financeiramente com o Paris Saint-Germain. Os valores do contrato não foram revelados pelos dirigentes franceses.

“Ingressar no Paris Saint-Germain é um novo desafio para mim”, detalhou Wijnaldum após assinar seu contrato. “Participo agora de um dos melhores cursos de formação da Europa e estou ansioso por poder trazer a minha vontade e a minha determinação para este ambicioso projeto. O Paris Saint-Germain provou seu status nos últimos anos e estou certo de que juntos, para nossos apoiadores, poderemos ir mais longe e mais alto”, comemorou o jogador, que brilhou no Liverpool.

Em cinco temporadas no clube inglês, o holandês atuou em 237 partidas, marcou 22 gols e participou das conquistas da Liga dos Campeões da Europa (2018-2019), do Mundial de Clubes da Fifa (2019), do Campeonato Inglês (2019-2020), entre outros títulos. Anteriormente, ele havia passado por Newcastle, PSV Eindhoven e Feyernoord, onde foi revelado.

Wijnaldum está reunido com a seleção da Holanda visando a disputa da Eurocopa, que começa nesta sexta-feira, e, após a disputa do torneio, com término previsto para o dia 11 de julho, vai desembarcar em Paris.