Chanel é acusada de racismo no Met Gala

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A Chanel foi acusada de racismo após o Met Gala 2026. Na ocasião, a grife vestiu a modelo e embaixadora Bhavitha Mandava com uma produção fora do tema. O público destacou que o look de Bhavitha era casual demais para o evento, e que a Chanel não agiu dessa forma com as outras celebridades e embaixadores. A marca tentou explicar a situação, mas sem sucesso.

Vem entender esse caso!

Jamie McCarthy/Getty Imagesbhavitha-mandava-a-primeira-embaixadora-indiana-da-chanel--5 - Metrópoles
Modelo e embaixadora da Chanel Bhavitha Mandava no Met Gala 2026

Acusação de racismo

O anúncio da primeira embaixadora indiana da Chanel movimentou o mundo da moda nos últimos meses. A presença da modelo Bhavitha Mandava era altamente aguardada no Met Gala, principalmente pela grife ser uma marca consolidada e influente no cenário de moda global.

As expectativas, porém, não se concretizaram. Bhavitha chegou ao tapete vermelho com um conjunto formado por uma blusa bege e um par de calças que simulam jeans. Por mais que as peças fossem totalmente de seda, elas deram a impressão de uma produção casual, ainda mais quando comparadas aos outros convidados da Chanel, que foram com roupas extravagantes e sofisticadas. O contraste foi interpretado por alguns como uma microagressão à modelo.

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styling de Bhavitha foi considerado inapropriado e desrespeitoso para o evento

 

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Bhavitha postou fotos com demais convidadas do Met Gala

Bhavitha e a modelo Awar Odhiang
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Em fotos publicadas pela própria Bhavitha com outras artistas, internautas apontaram que “a grife deve desculpas à modelo”, e como “é triste ver uma mulher fora dos padrões eurocêntricos ser tratada dessa forma em um evento como o Met Gala”.

“Bhavita Mandava teria sido um evento se a Chanel tivesse feito o seu trabalho com um pouco mais de responsabilidade…” afirma uma internauta nas redes sociais. 

 

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Bhavitha durante o Met Gala 2026

 

Resposta da Chanel

Para contornar a situação, a maison tentou emplacar uma justificativa para a roupa de Bhavitha. Foi argumentado que as peças eram uma ilusão de ótica, ou seja, não eram feitas de jeans ou outros materiais, e sim, confeccionadas inteiramente em seda. Dessa forma, a tecnologia e o trabalho utilizados conseguiam passar a imagem de uma roupa casual, mesmo ela, de fato, não sendo.

Taylor Hill/Getty Imagesbhavitha-mandava - Metrópoles
Conjunto de Bhavitha foi confeccionado inteiramente em seda, causando uma ilusão de ótica no público

 

Outra explicação foi a de que o momento serviu como estratégia da marca para garantir visibilidade e atenção para a modelo. A produção de Bhavitha remete ao visual usado pela mesma no desfile Métiers D’Art 2026. A situação viralizou nas redes na época, tornando-se um dos momentos mais comentados da Chanel no ano.

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@bhavithamandava/Instagram/Reproduçãobhavitha-mandava - Metrópoles
Produção de Bhavitha para o Met Gala fez referência ao visual usado no desfile Métiers D’Art 2026

Entretanto, essas questões não conquistaram o perdão do público, que considera o ato como um grande desrespeito não só a Bhavitha, mas também a toda a cultura e população indiana.

“Para uma pessoa comum, que não conhece a história por trás, parece jeans… Então, como esperar que uma pessoa comum não pense que a Chanel errou?” questiona outro internauta.

@bhavithamandava/Instagram/Reproduçãobhavitha-mandava - Metrópoles
Bhavitha estreou na Chanel em março de 2026

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