Órgão também encaminhou notificação para a empresa relativa a interrupção de serviços ocorrida nesta semana. Loja da Claro.
Divulgação/Claro.
A operadora Claro/NET foi multada Instituto de Defesa do Consumidor (Procon-AM) em R$ 3,6 milhões pelo apagão de internet ocorrido no dia 15 de fevereiro, em Manaus.
O órgão também encaminhou à empresa uma notificação referente aos problemas no serviço registrados na quarta-feira (11). O g1 solicitou um posicionamento da operadora e aguarda retorno.
A Claro/NET tem dez dias para apresentar recurso em relação à multa, e também para responder à nova notificação. No documento, enviado ainda na quarta-feira (11), o Procon-AM pede informações sobre o número de consumidores afetados pelo apagão e de que forma será realizado o abatimento do valor correspondente nas faturas que ainda irão vencer.
A multa referente ao apagão do dia 15 de fevereiro foi estipulada porque a empresa não respondeu de forma satisfatória aos questionamentos enviados em notificação logo após o ocorrido.
“Os planos são comercializados, mas o serviço é entregue? De forma mais extensiva, um apagão prejudica não apenas os consumidores, mas toda uma gama de serviços públicos e fornecedores privados também são atingidos”, sintetiza Jalil Fraxe, diretor-presidente do Procon-AM.
A operadora informou ao g1 que foi notificada e está apurando os termos da multa aplicada pelo Procon AM.
Apagão afetou até funcionamento do Samu
O apagão da Claro/NET, registrado no dia 15 de fevereiro, afetou até os serviços de telefonia, que ficaram instáveis em Manaus. Por conta do problema, o atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo 192 e telefone fixo, ficaram fora do ar por cerca de quatro horas.
Na época, a Claro informou que alguns clientes podem ter percebido uma instabilidade de sinal na cidade, “devido a uma inconsistência sistêmica pontual e também ocorrência de vandalismo na infraestrutura da companhia, já solucionada”.
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