O cenário político do Acre ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (30). A governadora Mailza Assis exonerou o secretário-chefe da Casa Civil, Jonathan Donadoni, além de outros 40 ocupantes de cargos comissionados. As exonerações foram publicadas no Diário Oficial do Estado e provocaram forte repercussão nos bastidores da política acreana.
Segundo informações divulgadas pelo ac24horas, a saída de Donadoni ocorreu após críticas de pré-candidatos a deputado federal ligadas à atuação do então secretário, que estaria dedicando apoio político à pré-candidatura de Fábio Rueda. A postura teria gerado insatisfação entre outros nomes do grupo político, como Socorro Neri, Zezinho Barbary, Zé Adriano e Coronel Ulysses.
Ainda conforme a apuração, os mais de 40 exonerados teriam ligações políticas com o prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima, e também com o ex-governador Gladson Cameli.
A movimentação acontece um dia após Zequinha Lima anunciar publicamente apoio à pré-candidatura do senador Alan Rick ao governo do Estado. Nos bastidores, a decisão do prefeito foi interpretada como um rompimento político com o grupo da governadora.
Além do impacto administrativo, a saída de Jonathan Donadoni possui forte peso político. Considerado um dos principais articuladores do governo, ele era visto como um importante canal de interlocução entre Gladson Cameli e a gestão de Mailza Assis, representando um elo entre os dois grupos políticos.
As exonerações ampliam as especulações sobre um possível redesenho das alianças para as eleições de 2026 e evidenciam o acirramento das disputas internas no grupo governista.
Até o momento, o Governo do Estado não divulgou nota oficial detalhando os motivos das exonerações.
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