Empresa diz nunca ter vivido situação semelhante após desabamento da Ponte Frei Paolino em Sena Madureira

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Construtora responsável pela obra afirma que acidente foi uma surpresa e iniciou análises técnicas para identificar as causas do colapso da estrutura.

O desabamento da Ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira, continua gerando repercussão e mobilizando equipes técnicas. Durante vistoria realizada nesta terça-feira (9), representantes da Construtora Cidade afirmaram que nunca haviam enfrentado uma ocorrência semelhante em quase 60 anos de atuação.

A declaração foi feita pelo sócio da empresa, Raul Santos, durante visita ao local do acidente. Ele esteve acompanhado por engenheiros, consultores e especialistas contratados para auxiliar na elaboração do laudo técnico que apontará as causas do desabamento.

Empresa destaca experiência em obras no Acre

Segundo Raul Santos, a Construtora Cidade possui 57 anos de atuação no setor da construção civil e desenvolve trabalhos no Acre desde 2002, participando de importantes obras de infraestrutura em diversas regiões do estado.

De acordo com o empresário, a empresa já construiu mais de 20 pontes em território acreano ao longo dos últimos anos.

“Temos experiência consolidada e sempre trabalhamos em parceria com instituições locais, como a Funtac e a Universidade Federal do Acre, além de profissionais da comunidade técnica”, destacou.

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Entre as obras mencionadas estão pontes sobre os rios Purus, Iaco e Envira, além de estruturas construídas em Rio Branco e em municípios próximos à fronteira com o Peru.

Acidente causou surpresa

A presidente do Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre), Sula Ximenes, também comentou o impacto provocado pelo desabamento.

Segundo ela, o ocorrido surpreendeu tanto o governo estadual quanto a própria empresa responsável pela construção da ponte.

“Foi um choque para todos. É uma empresa com mais de 50 anos de atuação e nunca havia enfrentado uma situação como essa. Por isso, optaram por acompanhar a situação pessoalmente”, afirmou.

A presença dos sócios e da equipe técnica em Sena Madureira faz parte das medidas adotadas após o colapso da estrutura, registrado na noite da última sexta-feira (5).

Laudo técnico deverá apontar causas

Durante a visita, a construtora iniciou uma série de avaliações para identificar os fatores que contribuíram para o desabamento da ponte.

Os trabalhos contam com apoio de especialistas em estruturas, engenharia e geologia, que analisam as condições do terreno, das fundações e os vestígios deixados pelo acidente.

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Segundo a empresa, o objetivo é reunir informações suficientes para produzir um laudo técnico detalhado que esclareça as causas do colapso.

Mobilidade preocupa moradores

Enquanto as investigações seguem em andamento, representantes da construtora e do Governo do Estado discutem medidas emergenciais para reduzir os impactos causados pela interrupção da principal ligação entre o Segundo Distrito e a área central de Sena Madureira.

A expectativa é que os estudos técnicos tragam as primeiras conclusões nos próximos dias e auxiliem na definição das soluções para a recuperação da área e o restabelecimento da mobilidade da população.

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