A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu nesta terça (14) a comercialização, distribuição, importação e o uso das canetas emagrecedoras Gluconex e Tirzedral, cuja empresa fabricante não foi identificada.
Os medicamentos possuem a tirzepatida como princípio ativo e não têm registro, notificação ou cadastro na agência. Em nota, órgão alerta que não há qualquer garantia sobre o conteúdo e sua qualidade, já que as canetas são irregulares e de origem desconhecida.
A orientação é que profissionais da saúde e pacientes notifiquem a Anvisa caso encontrem produtos dessas marcas no mercado por meio dos canais oficiais de atendimento ou da Vigilância Sanitária local.
A tirzepatida é o princípio ativo do Mounjaro, medicamento cuja patente ainda não caiu no Brasil. Portanto, não há previsão de que genéricos do produto sejam liberados pela Anvisa.
Mounjaro, Ozempic e Wegovy: quais são as diferenças?
Enquanto o Mounjaro atua nos receptores de dois hormônios, o Ozempic e o Wegovy — ambos compostos por semaglutida, mas em doses diferentes — atuam apenas nos receptores do GLP-1. A semaglutida atua na secreção da insulina pelo pâncreas, regulando a glicose no sangue e promovendo, também, a redução do apetite.
Um estudo publicado em maio de 2025 no The New England Journal of Medicine, mostrou que o Mounjaro pode levar a uma redução de peso maior do que o Wegovy.
Segundo o trabalho, os participantes tratados com tirzepatida – a molécula que compõe o Mounjaro — alcançaram uma redução média de peso de 20,2% em comparação a 13,7% com a semaglutida. Em média, os pacientes em uso de tirzepatida perderam 22,8 kg, enquanto os que estavam em uso de semaglutida perderam 15,0 kg. Os resultados foram obtidos após 72 semanas com base na estimativa de regime de tratamento.
Em um desfecho secundário principal do mesmo estudo, a tirzepatida alcançou resultados superiores em todas as metas de redução de peso corporal, com 64,6% dos participantes em uso de tirzepatida alcançando pelo menos 15% de perda de peso, em comparação com 40,1% daqueles tratados com semaglutida.











