Incêndios devastam florestas durante calor intenso na Europa

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Incêndios devastam florestas durante calor intenso na Europa

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Calor extremo na Europa expõe choque entre clima e modo de vida local
Centenas de bombeiros combatem incêndios florestais em França, Espanha e Portugal neste domingo (05/07), à medida que as temperaturas voltavam a subir na Europa. O continente tem experimentado intensas ondas de calor, que deixaram pelo menos 4,7 mil mortos neste ano e são amplamente associadas às mudanças climáticas pelos especialistas.
Os incêndios mais recentes já devastaram mais de 17 mil hectares de terra (o equivalente a 17 mil campos de futebol) nos três países. A previsão era que as temperaturas bateriam os 40 graus Celsius neste fim de semana.
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Na França, o ministro do Interior, Laurent Nunez, já expressou preocupação de que a temporada anual de incêndios de verão tenha começado um mês antes.
Quase 600 bombeiros franceses foram mobilizados para conter um incêndio florestal que queimou mais de 1 mil hectares numa encosta montanhosa em Trevillach, perto da fronteira com a Espanha.
As estradas na região foram fechadas, e as autoridades ordenaram aos prefeitos que abrissem abrigos de emergência para pessoas que possam ser forçadas a deixar suas casas.
Outros 300 bombeiros combateram outro incêndio florestal numa área montanhosa do sudeste do departamento de Drôme, perto da Itália.
Portugal pediu ajuda a vizinhos
Incêndios vêm atingindo florestas e zonas residências na França, bem como em Portugal e Espanha
Konrad K./SIPA/picture alliance via DW
Enquanto isso, um incêndio perto da costa espanhola da Costa Brava queimou mais de 2,2 mil hectares em dois dias.
Os bombeiros, que trabalharam durante toda a noite para conter as chamas, afirmaram que a operação no domingo seria “complicada” pelas temperaturas em elevação e pelos muitos “focos ativos” dentro do perímetro do incêndio.
O presidente do governo regional da Catalunha, Salvador Illa, disse que um homem foi detido em conexão com o incêndio, que atingiu gravemente a área natural protegida de Gavarres, entre Barcelona e a fronteira francesa.
No norte de Portugal, os serviços de emergência disseram ter controlado 80% de um incêndio florestal que devastou cerca de 13 mil hectares de floresta e vegetação.
Um alto funcionário responsável da proteção civil, José Costa, disse que o incêndio se espalhou por 35 quilômetros desde que começou na quinta-feira e que 1,2 mil bombeiros participaram do combate.
Espanha e Itália enviaram reforços e aviões de combate, após Portugal pedir ajuda para combater o incêndio que deixou nove pessoas feridas por queimaduras.
Vários países em alerta
Portugal pediu ajuda a outros países para conter megaincêndio
Pedro Rocha/REUTERS via DW
Várias regiões em Portugal, Espanha e no sul da França elevaram os alertas de calor no domingo, à medida que as temperaturas voltaram a subir.
A mais recente onda de calor deverá seguir para o norte na segunda-feira. Os meteorologistas dizem que ela poderá durar até o próximo fim de semana.
“A mudança climática já está aqui, estamos vivendo as consequências e ainda é apenas o começo de julho”, disse o coronel do serviço de bombeiros francês Eric Belgioino, ao fazer um apelo para que as pessoas perto do incêndio tomem precauções para evitar o início de novos focos.
“A temporada será longa para os bombeiros que lutam contra os incêndios. Vocês precisam nos ajudar.”
A Europa Ocidental já enfrentou ondas de calor neste ano, em maio e junho, que teriam sido “virtualmente impossíveis” sem a mudança climática, segundo o grupo científico World Weather Attribution. Autoridades de vários países temem novos problemas ao longo dos próximos meses.
Separadamente, na Grécia, um incêndio florestal de rápida propagação teve início na noite de sábado, nas proximidades dos subúrbios de Tessalônica, a segunda maior cidade do país. Moradores de três pequenos subúrbios foram orientados a abandonar a área.
Embora as residências tenham sido preservadas, diversas empresas sofreram danos. Também foi evacuada uma instalação que abrigava 157 pessoas com necessidades especiais.
Cerca de 120 delas, que tinham condições de se locomover, foram acomodadas num ginásio, enquanto as demais foram transferidas para um hospital psiquiátrico, segundo autoridades locais.

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