Infectologista lista sintomas silenciosos das ISTs que exigem atenção

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As infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) nem sempre apresentam sintomas fortes ou facilmente identificáveis. Em muitos casos, os sinais são leves, passageiros e acabam sendo ignorados ou confundidos com alergias, irritações e até viroses comuns.

Especialistas alertam que esse é um dos principais fatores que contribuem para o diagnóstico tardio e para o aumento da transmissão dessas doenças.

Segundo médicos infectologistas, ISTs como sífilis, HPV, hepatites virais, clamídia e HIV podem permanecer silenciosas por semanas, meses ou até anos sem provocar sintomas evidentes.

Mesmo assim, a infecção continua ativa no organismo e pode causar complicações graves ao longo do tempo.

Entre os sintomas mais ignorados estão pequenas feridas na região íntima, corrimentos leves, verrugas, coceira, manchas na pele e ardência ao urinar. Muitas vezes, esses sinais desaparecem sozinhos, fazendo a pessoa acreditar que não existe nenhum problema.

A sífilis é uma das doenças que mais costuma passar despercebida no início. Especialistas explicam que a infecção pode começar com uma pequena ferida sem dor na região genital, parecida com uma espinha ou machucado simples, que desaparece espontaneamente após alguns dias.

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No caso do HIV, os primeiros sintomas também podem ser confundidos com uma gripe ou virose. Febre, dor de garganta, manchas pelo corpo e aumento dos gânglios podem surgir semanas após a infecção e desaparecer rapidamente.

O problema é que, mesmo sem sintomas aparentes, a pessoa continua podendo transmitir a doença sem saber.

Especialistas alertam ainda que a ausência de sinais não significa ausência de riscos. O HIV não tratado, por exemplo, continua afetando o sistema imunológico silenciosamente.

Já a sífilis, quando não diagnosticada e tratada, pode evoluir para problemas neurológicos, perda de audição, cegueira e outras complicações graves.

A clamídia silenciosa também preocupa médicos por estar associada a casos de infertilidade feminina.

Por isso, profissionais da saúde recomendam procurar atendimento médico sempre que houver qualquer sintoma após relações sexuais desprotegidas, mesmo que pareça leve ou temporário.

Além disso, pessoas sexualmente ativas devem realizar exames periódicos para ISTs, independentemente da presença de sintomas.

Especialistas reforçam que o diagnóstico precoce é fundamental tanto para evitar complicações quanto para interromper a transmissão das doenças.

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Atualmente, várias ISTs possuem tratamento eficaz e algumas podem ser prevenidas com vacinação, como acontece com o HPV e a hepatite B.

No caso do HIV, estratégias preventivas como a PrEP também ajudam a reduzir significativamente o risco de infecção.

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