
Governo de Israel deporta ativista sueca Greta Thunberg em 6 de outubro de 2025.
Divulgação/Ministério das Relações Exteriores de Israel
O governo de Israel deportou nesta segunda-feira (6) a ativista sueca Greta Thunberg e outros 170 ativistas que estavam detidos após uma flotilha com mais de 40 barcos rumo à Faixa de Gaza ter sido interceptada por tropas israelenses.
“Mais 171 provocadores da flotilha Hamas–Sumud, incluindo Greta Thunberg, foram deportados hoje de Israel para a Grécia e a Eslováquia. (…) Todos os direitos legais dos participantes deste espetáculo de relações públicas foram e continuarão sendo plenamente respeitados. (…) Em anexo, estão fotos de Greta e outros participantes deste espetáculo de relações públicas no aeroporto, antes de serem deportados”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores israelense em comunicado.
✅ Clique aqui para seguir o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
Segundo o governo israelense, os deportados nesta segunda-feira são de diversas nacionalidades europeias e dos Estados Unidos. Brasileiros participaram da flotilha e, segundo o Itamaraty, ainda há brasileiros detidos em Israel nesta segunda-feira.
No domingo, o governo israelense negou estar maltratando Greta enquanto a mantinha detida e realizava trâmites para sua deportação. No sábado, dois ativistas que participaram de uma flotilha que levava ajuda humanitária a Gaza denunciaram que Greta estaria sofrendo maus tratos na prisão.
O governo Netanyahu, que realiza um bloqueio terrestre, marítimo e aéreo em Gaza, interceptou todos os cerca de 40 barcos que rumavam a Gaza e realiza trâmites para a deportação de todos os ativistas detidos, que chama de “provocadores”. Israel disse que Greta e outros detidos “se recusaram a agilizar sua deportação e insistiram em prolongar sua permanência sob custódia”.
Israel enfrentou condenação internacional por conta da interceptação dos barcos da flotilha, que resultou na detenção de mais de 450 ativistas. Na sexta-feira, o governo Lula Brasil denunciou Israel no Conselho de Direitos Humanos da ONU por conta da interceptação de flotilha.
Israel já deportou ao menos 340 ativistas que estavam nos barcos e quer finalizar as deportações “o mais rápido possível”, mesmo em meio a tentativas de obstrução, segundo o Ministério das Relações Exteriores. Os ativistas detidos são das mais diversas nacionalidades, incluindo brasileiros, norte-americanos e de países da Europa, Oriente Médio, Ásia e África.
Israel intercepta último barco da flotilha rumo a Gaza














