Juruá baixa e famílias começam a voltar para casa em Cruzeiro do Sul após dias de enchente

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Mais de 250 pessoas deixam abrigos nesta quarta; operação mobiliza força-tarefa e marca início da retomada após a quinta cheia do ano

portal Notícias Amazônia Agora acompanha de perto a situação no Vale do Juruá: o nível do rio Juruá segue em vazante e marcou 13,50 metros nesta quarta-feira (6), em Cruzeiro do Sul. Com a descida das águas, a Prefeitura iniciou o retorno de mais de 250 pessoas, pertencentes a 61 famílias, que estavam abrigadas em escolas do município.

A operação começou ainda na terça-feira (5) e é coordenada pela Defesa Civil Municipal, contando com uma grande mobilização que envolve mais de 100 profissionais, além do uso de embarcações, caminhões e diversos veículos para garantir o deslocamento seguro das famílias.

📍 O trabalho teve início por unidades como as escolas Madre Adelgundes Becker, no bairro Miritizal, Marcelino Champagnat e Rita de Cássia, além de outros abrigos espalhados pela cidade. A previsão é que toda a operação seja concluída ainda hoje.

Durante o período de acolhimento, as famílias receberam suporte completo, incluindo alimentação diária, assistência social e acompanhamento de saúde. Mesmo diante das dificuldades, muitos destacaram o cuidado recebido.

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💬 A moradora Sâmila Souza, acolhida na Escola Thaumaturgo de Azevedo, fez questão de agradecer:
“Foi um ótimo atendimento. Recebi kit de limpeza, kit de bebê e toda assistência. A comida sempre no horário certo. Só tenho a agradecer a toda equipe”, relatou.

A secretária municipal de Assistência Social e Cidadania, Milca Santos, ressaltou que o trabalho continua mesmo com o retorno das famílias.

🗣️ “Seguimos garantindo todo o suporte necessário, tanto para quem esteve nos abrigos quanto para quem permaneceu em áreas isoladas. Nosso objetivo é minimizar ao máximo os impactos dessa situação”, afirmou.

📊 As famílias começaram a ser retiradas de casa no dia 28 de abril, quando o rio atingiu 13,75 metros — marcando a quinta enchente do ano no município. Ao todo, sete escolas foram utilizadas como abrigo durante o período crítico.

Mesmo com a melhora no nível do rio, a Prefeitura segue distribuindo água mineral para moradores que ainda enfrentam reflexos da enchente.


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