Corpos do jornalista e do indigenista foram encontrados no dia 15 de junho, no Amazonas. Caminhoneiro prestou depoimento em Rio Verde e foi liberado. Bruno Pereira e Dom Phillips
Reprodução/GloboNews
Um motorista disse à polícia, nesta quinta-feira (23), que deu carona a um dos suspeitos de matar o indigenista Bruno Pereira e o jornalista Dom Phillips, segundo a Polícia Civil. O depoimento foi dado em uma delegacia de Rio Verde, no sudoeste de Goiás, já que o condutor passava pela cidade. De acordo com o delegado Danilo Fabiano, o homem não teria relação com o assassinato.
“Segundo ele, ele deu carona para uma pessoa que ele não sabia quem era, que pediu uma carona, e que essa pessoa é investigada pela morte de Dom e Bruno”, explicou o delegado.
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O delegado Danilo ainda explicou que a polícia de São Paulo pediu que o motorista fosse até a delegacia mais próxima para prestar depoimento. O homem foi espontaneamente até a delegacia de Rio Verde.
“Ele simplesmente estava passando por Rio Verde e foi contatado pela polícia de São Paulo, que pediu apoio para nós”, explicou o delegado.
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De acordo com Danilo, o depoimento do motorista durou cerca de 30 minutos. Conforme o relato, a suspeita é que o homem tenha dado a carona de Rondonópolis, no Mato Grosso do Sul, até São Paulo.
O motorista foi interrogado após Gabriel Pereira Dantas, de 26 anos se apresentar nesta quinta-feira (23) em uma delegacia em São Paulo informando que participou dos assassinatos. Conforme apurado pelo g1 SP, o homem contou que viu quando os executores atiraram nas vítimas e que os ajudou a jogar os pertences delas no rio.
Em depoimento, Gabriel teria dito que após a repercussão da morte de Bruno e Dom, ele fugiu do Amazonas, passou pelo Pará e Mato Grosso do Sul, onde pegou carona com o caminhoneiro para chegar em São Paulo.
O delegado Roberto Monteiro, de São Paulo, disse ao g1 SP que vai comparar a o depoimento do motorista colhido em Rio Verde com o do suspeito preso na capital paulista.
Após falar com a polícia, o caminhoneiro foi liberado e seguiu viagem. O delegado explicou que, por ora, a PC de Rio Verde não terá mais atuação no caso.
“Ele não é investigado, ele simplesmente prestou esse depoimento e estava esclarecendo a situação”, pontuou o delegado.
Protesto após desaparecimento de Bruno e Dom
Reuters/Ueslei Marcelino
Entenda o caso
Dom e o indigenista Bruno Pereira foram vistos pela última vez em 5 de junho, enquanto faziam uma expedição na região do Vale do Javari, no Amazonas. Os corpos dos dois foram encontrados no dia 15.
O corpo do jornalista inglês Dom Phillips, assassinado no Vale do Javari, no Amazonas, chegou ao Rio de Janeiro nesta quinta-feira (23) em um avião da Polícia Federal (PF). A viúva dele, Alessandra Sampaio, recebeu da PF a aliança do marido. Laudos periciais confirmaram que eles foram mortos a tiros, com munição de caça.
Três homens já foram presos por terem participação no crime. Segundo a Polícia Federal, outros cinco homens que ajudaram a enterrar os corpos de Bruno e Dom na mata foram identificados. Além disso, nesta quinta, um homem se apresentou à polícia em São Paulo dizendo que participou dos assassinatos.
A motivação do crime ainda é incerta, mas a polícia apura se há relação com a atividade de pesca ilegal e tráfico de drogas na região.
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