O Ministério Público Federal entrou com ação na Justiça Federal contra o proprietário do Sítio Boa Esperança e dois arrendatários por suposto uso irregular de agrotóxicos que teria provocado intoxicação em indígenas da etnia Puruborá e causado danos ambientais no município de Seringueiras.
Segundo o MPF, a propriedade rural é utilizada para o plantio de soja e outras culturas e fica localizada próxima à aldeia Aperoí, onde vivem cerca de 40 indígenas.
Pulverização aérea teria causado problemas de saúde
De acordo com a ação, pulverizações aéreas de agrotóxicos atingiram a comunidade indígena, provocando problemas de saúde em crianças, adultos e idosos.
Entre os sintomas relatados pelas vítimas estão:
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erupções na pele;
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dores de cabeça;
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náuseas;
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irritações causadas pela exposição aos produtos químicos.
Ainda segundo o Ministério Público Federal, uma família indígena chegou a abandonar a residência após sucessivos episódios de contaminação.
MPF aponta danos ambientais e riscos à comunidade
O órgão federal sustenta que o uso irregular dos produtos químicos também teria causado impactos ambientais na região, colocando em risco a saúde da população indígena e o equilíbrio ambiental próximo à aldeia.
O caso deverá ser analisado pela Justiça Federal, que irá decidir sobre possíveis responsabilizações e medidas de reparação.
A situação aumentou a preocupação sobre o avanço do uso de agrotóxicos em áreas próximas a comunidades tradicionais e indígenas na região amazônica.
O portal Notícias Amazônia Agora acompanha os desdobramentos do caso e as questões ambientais envolvendo povos indígenas na Amazônia.
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