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Bravura

BETH PASSOS DO AMAZÔNIA AGORAEm muitos lugares do país, a flexibilização está sendo feita de maneira desordenada pelo comércio e afins, mesmo com o aumento do corona vírus [...]

Por Francisco Fabiano em 17/06/2020 às 15:42:37


BETH PASSOS DO AMAZ"NIA AGORA





Em muitos lugares do país, a flexibilização está sendo feita de maneira desordenada pelo comércio e afins, mesmo com o aumento do corona vírus e os níveis de contaminação altos. Em Rio Branco, o governador do Estado Gladson Cameli, disse que o comércio será reaberto na próxima segunda feira, 22. Não sejamos pessimistas, mas vejamos nossa realidade. A maioria da população é funcionário público e não abastece nenhum mercado que não seja o da alimentação e medicamentos.





No afã de sair de casa algumas pessoas nem precisam fazer compras, nem gastar dinheiro. O que as pessoas querem. O que elas estão desesperadas para "consumir" é INTERAÇÃO SOCIAL com outros seres humanos. Não aqueles seres humanos das suas redes sociais, com quem, de certa forma, a interação virtual mantém alguma ideia de vínculo social. As pessoas estão desesperadas de carência por interação com as outras pessoas, de fora do seu mundinho. Isso é mais que compreensível, mas nem tudo o que pode ser compreendido pode ser justificado.





Estive relendo a biografia de Tchaikovsky e entendi como uma atitude suicidária ele ter bebido água contaminada com cólera, deliberadamente. Pode ter sido, sim. Mas pode ter sido, também, apenas uma sede louca e a falta de um palito de fósforo para ferver a água. Porque ele não ferveu aquela água, ninguém nunca vai saber. Mas cabe a cada um de nós tentar não ceder a esse impulso de interação social, tão primário quanto a sede por um copo d'água, mas que pode significar não só um passo rumo à própria morte, como um passo rumo à morte de outra pessoa. Não sei quanto tempo cada um suportará. Não estou falando da necessidade de trabalhar nem do consumo por necessidade de sobrevivência, fique bem claro. Mas estou falando também de uma necessidade básica do ser humano, como espécie, que é a interação social. É uma necessidade tão urgente quanto comer ou beber água.





É duro se privar como seria jejuar ou seguir uma dieta muito restritiva. É de ficar doente, sim. Mas a RAZOABILIDADE é o imperativo que nos coloca nesse caminho por um instinto que também é da nossa natureza: o instinto da SOBREVIVÊNCIA DA ESPÉCIE.





Desejo mais que força, desejo BRAVURA a todos, tanto os que são obrigados a enfrentar a pandemia para trabalhar quanto aos que são obrigados a enfrentar o confinamento para colaborar com o coletivo social. Sem força de vontade real, ninguém conseguirá. Nem uma coisa, nem outra. O caminho é puro espinho, seja ele qual for. Sejamos bravos!


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