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Grande empresária esposa do candidato Luís Cunha, vice na chapa de Fagner Sales, recebeu salário de professora do Estado de 2013 a 2017, sem nunca ter entrado numa sala de aula

Por Kiara Azevedo 14/11/2020 às 15:15:23

A empresária Núcia Sales de Melo, proprietária de grandes lojas em Cruzeiro do Sul, recebeu salário como professora P, carga horária de 30 horas, do Quadro de Pessoal da Secretaria de Estado de Educação e Esporte (SEE) do Acre, no período de 2013 a 2017, conforme Decreto publicado no Diário Oficial do Estado (DOE), na gestão do governo petista de Tião Viana.


Casada com também empresário Luis Cunha, presidente da Associação Comercial e Empresarial de Cruzeiro do Sul, licenciado para ser candidato a vice-prefeito na chapa de Fagner Sales, filho do ex-prefeito Vagner Sales, ambos denunciados pela Justiça Federal por desvios de recursos públicos na gestão do pai, recebeu o salário, mas nunca foi professora.


A constatação de que a empresária Núcia Sales de Melo ganhava salário do governo do Estado como professora deixou estarrecidos muitos dos professores que souberam da informação. Alguém acredita que a empresária bem sucedida encararia ser professora e tenha dedicado todo esse tempo dentro das salas de aula das escolas estaduais?

Certamente a resposta é não porque a empresária no mesmo período administrava as empresas do grupo empresarial fundado pelo pai e não teria disponibilidade de tempo para exercer o magistério e cuidar de alunos. Alguém viu dentro de salas de aula a empresária e professora Núcia Sales de Melo.

O candidato a vice-prefeito, Luis Cunha e sua esposa Núcia, ficaram filiados ao Partido dos Trabalhadores (PT) até o mês de março de 2020 quando apresentou sua desfiliação e ingressou no Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) para concorrer junto com Fagner Sales apesar da extensa pauta de denúncias contra o mesmo por desvios de recursos públicos.

Com a palavra a Polícia Federal, que deve investigar os recebimentos de salário da empresária no período citado, pois os salários dos professores são pagos com parte dos recursos federais repassados pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) e não podem melhorar a renda de funcionários fantasmas.

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