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Coronavírus: Brasil tem 3ª maior alta de mortes por covid-19 entre países mais letais no pós-festas

O Brasil registrou a terceira maior expansão no número de novas mortes entre os cinco países com mais óbitos por covid-19 após o período de festas de final de ano, no primeiro levantamento completo publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS)

Por Francisco Fabiano em 13/01/2021 às 21:28:46

A alta, de 23%, entre 3 e 10 de janeiro, é também superior à média mundial (11%), na compara√ß√£o com a semana imediatamente anterior.

Considerando os cinco pa√≠ses com mais mortes nesse per√≠odo, o salto no n√ļmero de novos óbitos por coronav√≠rus no Brasil é apenas inferior ao do Reino Unido (51%) e Alemanha (35%).

Os pa√≠ses que mais registraram mortos entre 3 e 10 de janeiro foram, nessa ordem: Estados Unidos (20.633 mortes, alta de 20%), Reino Unido (6.290, alta de 51%), Alemanha (6.071, alta de 35%), Brasil (6.049, alta de 23%) e México (5.562, alta de 19%).

Globalmente, foram 85.436 novas mortes no período analisado.

  • O Brasil é o segundo pa√≠s do mundo com o maior n√ļmero de mortos por covid-19 (201.460), atr√°s apenas dos Estados Unidos (365.886).

Em rela√ß√£o ao n√ļmero de casos confirmados nessas mesmas datas, o Brasil também teve uma expans√£o superior à média global.

Foram 313.130 novas infec√ß√Ķes no pa√≠s entre 3 e 10 de janeiro, alta de 24%. No mundo, o total foi de 4.953.758, alta de 20%.

Considerando os cinco países com mais novos casos confirmados nesse período, o salto do Brasil foi o segundo maior, atrás apenas da dos Estados Unidos (35%).

Os pa√≠ses que mais registraram novos casos de coronav√≠rus entre 3 e 10 de janeiro foram, nessa ordem: Estados Unidos (1.786.773, alta de 35%), Reino Unido (417.620 casos, alta de 22%), Brasil (313.130 casos, alta 24%), R√ļssia (165.165, alta de 12%) e Alemanha (142.861, alta de 15%).

Nesse período, segundo a OMS, o continente americano respondeu por 51% dos novos casos e 45% das novas mortes globalmente.

Todas as regi√Ķes, exceto o Sudeste Asi√°tico, registraram um aumento no n√ļmero de novos casos, com o Pac√≠fico Ocidental, a África e as Américas com crescimento superior a 30%.

J√° a Europa teve uma expans√£o menor (10%), mas ainda representa mais de um ter√ßo das novas infec√ß√Ķes no mundo, acrescentou a OMS.

O Brasil é o terceiro pa√≠s do mundo com o maior n√ļmero de casos confirmados (8.013.708), atr√°s apenas dos Estados Unidos (21.761.186) e √ćndia (10.450.284).

Imagem microscópica do coronav√≠rus

Alta em novas mortes no Brasil no per√≠odo pós-festas é inferior somente à do Reino Unido (51%) e Alemanha (35%)

Novas muta√ß√Ķes

No levantamento, a OMS fala também sobre as muta√ß√Ķes do coronav√≠rus e destaca que foi notificada pelo Jap√£o sobre uma nova variante do v√≠rus detectada em quatro viajantes vindos do Brasil.

"Pesquisadores no Brasil também relataram o surgimento de uma variante semelhante também com uma muta√ß√£o E484K, que provavelmente evoluiu independentemente da variante detectada entre os viajantes que chegaram ao Jap√£o. A extens√£o e a import√Ęncia para a sa√ļde p√ļblica dessas novas variantes requerem mais investiga√ß√£o".

"É bem sabido que os v√≠rus mudam constantemente por meio de muta√ß√Ķes e, portanto, o surgimento de novas variantes é uma ocorr√™ncia esperada. Muitas muta√ß√Ķes n√£o t√™m impacto sobre o v√≠rus em si, enquanto algumas podem ser prejudiciais ao v√≠rus e poucas podem resultar em uma vantagem para o v√≠rus".

"Essas variantes que geram preocupa√ß√£o identificadas em diferentes pa√≠ses destacam a import√Ęncia de aumentar a capacidade de diagnóstico e sequenciamento sistem√°tico do SARS-CoV-2 onde a capacidade permitir, bem como o compartilhamento oportuno de dados de sequ√™ncia internacionalmente", diz a OMS.

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