Incidente grave reacende revolta de usuários, que denunciam diariamente a precariedade, o risco e o abandono no transporte público da capital.
O caos no transporte público de Rio Branco mostrou mais uma vez suas consequências perigosas — e revoltantes. Na noite deste domingo (23), uma mulher identificada como Tati, de 28 anos, e uma criança de 5 anos ficaram feridas após caírem de um ônibus em movimento da empresa Ricco sobre a ponte Juscelino Kubitschek (Ponte Metálica), no Centro da capital.
O veículo, que operava a linha Bom Jesus no sentido Vila Acre, teve a porta lateral destinada a cadeirantes aberta de forma inesperada enquanto atravessava a ponte. No momento da falha, as vítimas estavam apoiadas na porta — que deveria garantir segurança — e foram simplesmente lançadas para fora do ônibus.
Mais um episódio que reforça o que a população denuncia diariamente: ônibus velhos, mal conservados, inseguros e colocados para circular como se fossem veículos de qualidade, quando na prática colocam vidas em risco.
Uma equipe do SAMU prestou atendimento imediato às vítimas. Tati sofreu escoriações no couro cabeludo, enquanto a criança apresentou ferimentos na testa. Ambas estavam conscientes e foram encaminhadas para a UPA do Segundo Distrito.
A Polícia de Trânsito e peritos da Polícia Civil estiveram no local para os levantamentos iniciais, e as circunstâncias do caso serão apuradas. Mas o fato é que a população sabe: não foi um “acidente”, foi consequência direta da precariedade crônica do sistema de transporte.
A cada semana surgem novos relatos de portas que não fecham, ônibus quebrados, superlotação e atrasos. A empresa Ricco, responsável pela operação, volta ao centro das críticas — e com razão. Para muitos, este episódio é a prova definitiva de que andar de ônibus em Rio Branco tem se tornado uma roleta russa, onde o usuário paga caro para correr risco.
Enquanto vidas seguem sendo colocadas em perigo, a pergunta continua a mesma: até quando a população vai ter que suportar ônibus sucateados circulando livremente como se isso fosse normal?
Nossa equipe tentou contato com a empresa, mas não obteve resposta. O site Amazônia Agora permanece aberto para que a Ricco Transportes se manifeste sobre o caso.












