Servidores públicos do Estado do Acre voltaram a ocupar as ruas nesta terça-feira (24) em mais um ato de pressão contra o governo. A manifestação ocorreu em frente à Assembleia Legislativa do Acre, em Rio Branco, reunindo diversas categorias que cobram respostas imediatas às suas reivindicações.
O movimento é liderado pela Frente Única Sindical, que reúne 23 entidades, associações e sindicatos. Entre as principais pautas estão a revisão salarial, além da concessão de auxílio-alimentação e auxílio-saúde para os servidores estaduais.
Na última semana, representantes da categoria se reuniram com o secretário de Governo, Luiz Calixto, quando foi estabelecido um prazo para que o Executivo apresentasse uma resposta. No entanto, até o momento da manifestação, não houve qualquer posicionamento oficial, o que aumentou a insatisfação da categoria.
Durante o ato, o sindicalista Gerliano Nunes afirmou que as reivindicações já estão protocoladas há mais de 200 dias sem retorno.
“Estamos em mais um ato público. Já tivemos outros anteriormente e, até agora, nenhuma resposta do governo sobre esses pleitos”, declarou.
Segundo ele, os sindicatos já realizaram uma pré-análise do impacto financeiro das demandas. Caso todas sejam atendidas, o custo estimado seria de cerca de R$ 91 milhões por mês, incluindo servidores ativos e inativos.
A mobilização pode ganhar ainda mais força nos próximos dias. De acordo com Gerliano, a categoria não descarta novas ações, como protestos em frente à Casa Civil e até mesmo na residência da vice-governadora Mailza Assis, que deve assumir o governo em breve.
“Esses atos não têm fim enquanto o governo não se posicionar. Vamos continuar mobilizados”, afirmou.
Além das manifestações, os servidores também pretendem dialogar com deputados estaduais, principalmente da base governista, em busca de apoio político para a criação de uma mesa de negociação com o Executivo.
A Frente Única Sindical estima representar cerca de 30 mil servidores públicos estaduais, incluindo profissionais da segurança pública, militares, saúde, engenharia e gestão pública.
O Amazônia Agora segue acompanhando o caso e trará novas atualizações sobre esse impasse que pode afetar diretamente o funcionamento dos serviços públicos no Acre.
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