Operação Ptolomeu

“Quero Justiça!” — Gladson Cameli reage à suspensão do julgamento da Operação Ptolomeu pelo STF

publicidade

O governador do Acre, Gladson Cameli, se pronunciou nesta quarta-feira (19) após a decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que mandou suspender o julgamento da Ação Penal 1.076 no STJ — um dos pilares da Operação Ptolomeu e que envolve diretamente o gestor estadual.

Para Cameli, a decisão do STF confirma o que sua defesa vem apontando há anos: a falta de acesso a documentos essenciais, como os Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs).
Como é que eu posso ter um julgamento se eu não tinha os RIFs? Minha defesa não tinha os RIFs. Eu confio na Justiça e minha inocência vai aparecer mais cedo ou mais tarde”, desabafou.

Questionado sobre o prazo de 3 de dezembro, quando o caso pode voltar à análise, o governador disse que a determinação do Supremo coloca luz em falhas do processo.
É a prova de que havia documentos que poderiam ter sido juntados antes. Precisou o STF reconhecer a irregularidade para isso vir à tona”, afirmou.

Leia Também:  Jorge Viana anuncia novo escritório da Apex para impulsionar exportações

Cameli também criticou a falta de acesso aos autos nos momentos decisivos da investigação:
Como é que eu posso me defender se não tenho acesso aos autos? Qual é o mistério disso? Hoje sou eu, amanhã será quem?

Ele ainda apontou que algumas diligências teriam atingido familiares sem autorização do tribunal competente:
Investigaram parentes meus sem autorização. Depois que o Supremo fala, aparece documento que não existia antes.

Apesar da tensão, o governador garante estar firme:
Se tem alguém tranquilo, sou eu. Confio na Justiça e na minha defesa.

Sobre recorrer caso o resultado final seja desfavorável, ele foi direto:
Com certeza. Mas espero que quem erra reconheça e peça desculpas. Eu, como governador, peço desculpas quando erro.

Cameli atribuiu parte da turbulência ao clima político:
Criam situações para gerar instabilidade, principalmente em ano eleitoral.

No fim, reforçou que seguirá acompanhando os desdobramentos passo a passo, acreditando no STF e na legalidade do processo.

Leia Também:  Rumo ao Palácio Rio Branco: Mailza Assis pode se tornar a segunda mulher a governar o Acre

Com a decisão de Gilmar Mendes, o julgamento fica parado até que a defesa tenha acesso total às provas, incluindo os RIFs — condição indispensável para que o caso volte ao STJ.

Compartilhe essa Notícia

publicidade