Rio Acre registra 3,02 metros e segue em vazante em Rio Branco, aponta Defesa Civil

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Governo promove reunião técnica de enfrentamento ao período de seca no Acre

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O nível do Rio Acre em Rio Branco foi medido em 3,02 metros às 5h16 desta quinta-feira (4), conforme boletim divulgado pela Defesa Civil Municipal. O manancial segue apresentando tendência de vazante e permanece muito abaixo das cotas de alerta e transbordo.

De acordo com o relatório, não houve registro de chuva nas últimas 24 horas, com índice pluviométrico de 0,0 milímetro, fator que contribui para a continuidade da redução do volume de água.

Os dados mostram que o rio permanece distante dos níveis de atenção estabelecidos pelos órgãos de monitoramento. A cota de alerta é de 13,50 metros, enquanto a cota de transbordo está fixada em 14 metros.

A Defesa Civil realiza o acompanhamento diário do comportamento do Rio Acre, especialmente durante os períodos de cheia e estiagem, monitorando possíveis impactos para a população e para o abastecimento de água na capital.

Com a chegada do período mais seco do ano, a tendência é de continuidade da vazante, acompanhando a redução das chuvas em toda a região.

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Uma cheia considerada sem precedentes pelos moradores atingiu a comunidade Marauiá, na Terra Indígena Yanomami, no Amazonas, e provocou a inundação de áreas de cultivo essenciais para a subsistência da população local. O desastre afeta milhares de indígenas e acende um alerta sobre os impactos das mudanças nos regimes dos rios da Amazônia. A comunidade, que abriga cerca de 3 mil pessoas, está localizada em uma região de difícil acesso no município de Santa Isabel do Rio Negro, atualmente em situação de atenção para cheias, segundo a Defesa Civil do Amazonas. De acordo com relatos dos próprios indígenas, o Rio Marauiá atingiu níveis muito acima do esperado e avançou sobre as roças, destruindo plantações de banana, mandioca e diversas frutas que garantiam alimento para as famílias. “Nunca vimos algo assim acontecer nesse rio. A água subiu e tomou todas as roças”, relatou o indígena Elizeu Yanomami em entrevista à Rede Amazônica. O Rio Marauiá, afluente do Rio Negro que atravessa parte da Terra Indígena Yanomami, não possui monitoramento oficial dos níveis de água, o que dificulta a previsão e o acompanhamento de eventos extremos. Imagens registradas na comunidade mostram áreas completamente alagadas. Em alguns trechos, a água já ultrapassa os joelhos, tornando impossível o acesso às antigas áreas de cultivo. O isolamento agrava ainda mais a situação. O acesso à comunidade só é possível por meio de longas viagens de barco, enfrentando cachoeiras e trechos de difícil navegação, ou por via aérea, utilizando uma pista operada principalmente por órgãos que atuam na região. Com a perda das plantações, cresce a preocupação dos indígenas com a segurança alimentar da comunidade e com os impactos que a cheia poderá causar nos próximos meses. Lideranças locais alertam que a recuperação das áreas cultivadas dependerá da vazante das águas e do replantio, processo que pode levar meses para restabelecer a produção de alimentos.