O Rio Acre subiu mais de três metros em apenas cinco dias em Rio Branco, segundo dados da Defesa Civil Municipal. O manancial saiu de 7,92 metros na segunda-feira (31) para 11,28 metros nesta sexta (4).

A subida no nível do rio na capital tinha sido prevista pelo o coordenador da Defesa Civil, tenente-coronel Cláudio Falcão na última quarta (2), após registro de muitas chuvas e elevação de rios nas cidades do interior, que desaguam no Rio Acre na capital.

Em 4 de fevereiro do ano passado, o Rio Acre marcava 9,87 metros, ou seja, estava com mais de um metro abaixo do registrado este ano.

Com o nível apontado nesta sexta, o manancial está a pouco mais de dois metros de chegar à cota de alerta, que é de 13,50 metros.

“Saimos de 8,68 metros para 11,28 metros em 48 horas. Mas, percebemos que do final da tarde de ontem [quinta, 3] para o amanhecer do dia de hoje [sexta, 4], ele perdeu um pouco de força. Estávamos elevação em torno de 2 a 3 centímetros por hora e nesse período caiu um pouco. Então, dependendo do que acontecer de chuvas, temos inclusive previsão para a tarde e também no final de semana, podemos continuar com esse aumento de nível, mas talvez não num nível tão acelerado como foi. Continuamos nesse monitoramento constante, de 3 em 3 horas”, disse o coordenador da Defesa Civil, Cláudio Falcão.Veja o nível do Rio Acre em Rio BrancoEntre o dia 31 de janeiro e 4 de fevereiro de 202231/0101/0202/0203/0204/02789101112Fonte: Defesa Civil Municipal

Chuvas

O volume de chuvas está acima do esperado para o período. Ainda segundo dados da Defesa Civil de Rio Branco, nos primeiros dias de fevereiro já choveu 111 milímetros na capital. O acumulado representa 37% da chuva esperada para todo o mês de fevereiro, que é de 299 milímetros.

O mês de janeiro fechou com as chuvas um pouco acima do esperado. Segundo dados da Defesa Civil, foram 294,7 milímetros nos 31 primeiros dias do ano, sendo que o esperado é um acumulado de 289,5 mm.

Nesta sexta (4), o tempo segue abafado em todo o Acre e com céu nublado. A previsão do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) é de pancadas de chuva com trovoadas entre a tarde e a noite em todas as regiões acreanas.

Monitoramento de bairros

Há dois tipos de riscos, segundo o coordenador da Defesa Civil, o geológico – desmoronamento de terra e outros causados pela chuva – e o hidrológico – áreas atingidas em caso de cheia do rio.

Com possibilidade de deslizamento de terras, quedas de árvores e muros por conta das chuvas, a capital acreana tem pelo menos 39 bairros que ficam em áreas consideradas de risco geológico. Destas áreas, 21 estão mapeadas, ou seja, são monitoradas, e outros 18 estão em processo de mapeamento. Já com relação ao risco hidrológico, são em torno de 40 áreas na capital.

“Continuamos em total ação nos bairros que monitoramos com relação aos riscos hidrológicos, que são atingidos em caso de cheia do Rio Acre, e também dos bairros em risco geológico, que são as outras áreas que a chuva agrava nesse momento, com risco de desmoronamento, deslizamento de terras e outras situações”, disse.