O Acre encerrou o mês de junho com 67% do território afetado pela seca, conforme aponta o mais recente levantamento do Monitor de Secas, divulgado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). Apesar da ampla área atingida, a intensidade do fenômeno permaneceu estável em relação a maio e continua classificada como seca fraca, o nível mais baixo da escala adotada pelo monitor.
O percentual representa o maior índice registrado no estado desde novembro de 2025, quando a estiagem alcançou 88% do território acreano. Entre maio e junho deste ano, no entanto, não houve avanço nem redução da área afetada.
Acre está entre os estados com cenário estável
No panorama nacional, o comportamento da seca foi diferente entre os estados brasileiros. Enquanto sete unidades da Federação registraram melhora nas condições climáticas, outras sete apresentaram agravamento da estiagem. O Acre integra o grupo de nove estados onde a severidade da seca permaneceu inalterada durante o período analisado.
O relatório também aponta que Roraima voltou a registrar ocorrência de seca em junho. Em contrapartida, Distrito Federal e Mato Grosso deixaram de apresentar o fenômeno, passando a integrar a lista de estados livres de seca, ao lado do Amapá.
Sudeste concentra a situação mais crítica
Entre as regiões brasileiras, o Sudeste apresentou o cenário mais preocupante, com registros de seca grave em parte do território e o fenômeno atingindo 76% da região.
Já o Centro-Oeste teve a menor proporção de área afetada, com 22%, enquanto a Região Sul apresentou o quadro mais brando do país.
Monitor orienta ações de combate à estiagem
Em relação à extensão da seca, dez estados registraram aumento da área afetada entre maio e junho, enquanto sete apresentaram redução. No Acre, assim como em Pará, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Sul e Rondônia, a situação permaneceu praticamente inalterada.
Os dados do Monitor de Secas são utilizados por governos e órgãos públicos para acompanhar a evolução da estiagem em todo o país, subsidiando ações de gestão dos recursos hídricos, planejamento de políticas públicas e medidas para reduzir os impactos causados pela falta de chuvas, especialmente sobre o abastecimento de água, a agricultura e o meio ambiente.








