Segurança escolar no Acre: aplicativo aciona polícia com um botão e deve chegar a 100% das escolas até dezembro

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A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (SEJUSP/AC) apresentou, nesta segunda-feira (11), detalhes do funcionamento do aplicativo Escola Segura, ferramenta de segurança já instalada em 47 escolas estaduais distribuídas em seis municípios.

O coronel Atahualpa Ribera, diretor operacional e coordenador na SEJUSP, explicou que o app funciona por meio de um botão de emergência que, ao ser acionado, conecta automaticamente a escola à sala de operações da segurança pública, sem necessidade de discar o 190. “Quando você clica naquele botão, ele automaticamente cai na sala de operações e a viatura mais próxima é enviada para o atendimento de uma ocorrência”, afirmou o coronel.

O aplicativo está instalado em escolas de Rio Branco (34), Cruzeiro do Sul (5), Brasiléia (5), Epitaciolândia (1), Assis Brasil (1) e Bujari (1). Das 47 unidades cadastradas, foram registrados 25 acionamentos, sendo 6 em Rio Branco. Ribera ressaltou que boa parte dos acionamentos são testes realizados no momento da instalação, especialmente em municípios com instabilidade de internet, como Assis Brasil.

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Entre os casos reais atendidos, o coronel citou uma confusão entre alunos na escola Berta Vieira, em Rio Branco, com condução dos envolvidos à delegacia especializada; um furto de bicicletas em Brasiléia, em que um indivíduo pulou o muro da escola e foi interceptado pela guarnição após o acionamento; e uma ocorrência do lado de fora de uma unidade escolar, com envolvimento de alunos.

Foto: David Medeiros

O acesso ao botão não é liberado para todos os alunos. “Eles são dos responsáveis apontados pela escola, é o gestor, é um fiscal de corredor, pode ser o porteiro, é quem a escola indicar”, explicou Ribera. A definição dos usuários autorizados é atribuição da Secretaria de Educação. O sistema também é georreferenciado e funciona exclusivamente dentro do perímetro escolar.

O coronel informou ainda que, no episódio ocorrido no Instituto São José, o app não chegou a ser acionado formalmente, mas alunos e pessoas próximas comunicaram o movimento suspeito por grupos de WhatsApp que chegaram à Polícia Militar, e uma guarnição já estava em deslocamento quando o alerta entrou no sistema oficial.

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A meta da SEJUSP é alcançar 80% das escolas estaduais cadastradas até o meio do ano e 100% até dezembro, incluindo unidades do interior. “Nós esperamos que até o final do ano a gente consiga instalar em 100% das escolas estaduais, não somente aqui na capital, repito, mas também em todo o interior”, disse o coronel.

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