Sexo não é sinônimo de intimidade: entenda como melhorar a relação

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Apesar de “intimidade” ser uma palavra que muitos usam ao falar de relacionamentos, existe uma quantidade surpreendente de ideias erradas sobre o que intimidade realmente significa.

Culturalmente, o sexo é frequentemente confundido com intimidade. Mas é perfeitamente possível ter sexo sem intimidade. Aliás, as pessoas fazem isso o tempo todo, geralmente por meio de encontros casuais, prostituição, pornografia, sexo por webcam e muito mais. É igualmente possível ter intimidade sem sexo. As pessoas a cultivam regularmente com amigos, familiares e até mesmo com seus parceiros de longa data.

Sexo e intimidade não são sinônimos

Nos relacionamentos românticos, é importante manter uma proximidade física e emocional, o que pode ser um desafio para algumas pessoas, especialmente devido aos diferentes estilos de apego e às diferentes perspectivas sobre o que constitui um relacionamento saudável. É importante reconhecer que, quando falamos de intimidade, estamos nos referindo a dois tipos distintos: intimidade sexual e intimidade emocional.

A sexóloga e psicóloga especialista em relacionamentos Bárbara Meneses destaca que a intimidade emocional acontece quando existe uma conexão mais profunda com outra pessoa.

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“É uma relação de transparência que tem abertura para diálogo, que tem respeito nesse diálogo, em que você não precisa ficar pensando no que você vai falar, se a outra pessoa vai entender ou vai se magoar, porque você sabe que tem a abertura para falar sobre o que quiser”, comenta.

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A intimidade, especialmente a sexual, envolve muita vulnerabilidade e confiança. Também se trata de se sentir conectado ao parceiro. Isso pode acontecer através do toque, mas também através da comunicação verbal, abrindo-se, descobrindo o que o parceiro gosta, pensando nas necessidades dele e comunicando as suas próprias.

Além disso, se você sente que o seu relacionamento até está “caminhando”, mas falta intimidade emocional, há maneiras de contornar. “Não tem como fazer isso sem diálogo. Precisa ser um diálogo aberto, franco e respeitoso”, destaca. “Uma das coisas mais importantes é o tempo de qualidade, porque, algumas vezes, o casal até está junto no mesmo espaço, mas não coloca esforço em, de fato, estar um com o outro.”

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Investir em diálogo é uma das formas de cultivar a intimidade

Para isso, Bárbara sugere algumas ideias: fazer uma aula de dança, cozinhar juntos, passear com os cachorros juntos… Ou seja, ter um momento do casal. “A rotina maluca do dia a dia, com trabalho, casa e filhos, pode acabar engolindo o casal.”

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Mesmo assim, a profissional salienta que precisa ser um momento de foco na relação, “ para olhar nos olhos, para lembrar por que estamos tão juntos, para falar das coisas tão boas ou não, é um jeito de não deixar que os problemas se acumulem.”

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