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Nacional
Mãe de Henry contrai covid-19 e é isolada em hospital penitenciário

Monique Medeiros, a mãe do menino Henry Borel, morto em 8 de março no apartamento que morava, foi diagnosticada com covid-19, nesta segunda-feira, 19. As informações são da TV Globo.Crédito: ReproduçãoMãe de Henry contrai covid-19 e é isolada em hospital penitenciário

A mãe de Henry está presa por envolvimento na morte do filho e pediu atendimento médico. Após ser levada para o Hospital Penitenciário Hamilton Agostinho, ela foi internada com sintomas do novo coronavírus e após realizar exames, ela foi diagnosticada com covid-19.

Monique está em isolamento no hospital. Até o fechamento desta matéria, não havia sido divulgado detalhes sobre o estado de saúde da mãe de Henry.

Destaque do Dia
Assustador: violência mata mais de 103 mil crianças e adolescentes no Brasil

Entre 2010 e 2020, pelo menos 103.149 crianças e adolescentes com idades de até 19 anos morreram no Brasil, vítimas de agressão, segundo levantamento divulgado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Acrescentou que, do total, cerca de 2 mil vítimas tinham menos de 4 anos.

Apesar de os dados relativos a 2020 ainda serem preliminares, a SBP informou que, segundo especialistas consultados, o isolamento social, medida “essencial para conter a pandemia do novo coronavírus”, resultou em aumento da exposição das crianças a uma “maior incidência de violência doméstica”, o que, consequentemente, elevou também os casos letais.

Segundo o presidente do Departamento Científico de Segurança da SBP, Marco Gama, o estresse causado pela pandemia aumentou a probabilidade de as crianças serem vítimas de violência, além de causar prejuízos do ponto de vista da saúde física e mental. 

No entanto, disse ele, independentemente da pandemia, os casos de violência contra crianças e adolescentes sempre existiram, principalmente em ambiente doméstico ou intrafamiliar. A SBP acrescenta que, só em março de 2020, foi registrado, no Brasil, um aumento de 17% no número de ligações notificando a violência contra a mulher.

Morte de Henry deve ser apurada

“O caso do menino Henry [Henry Borel, cuja morte, no Rio de Janeiro, é investigada tendo como suspeitos o padrasto e a mãe] não pode ser ignorado e deve ser apurado com todo o rigor que a lei exige. Tal barbárie deve alertar, ainda, para a existência de outras crianças e famílias que vivem dramas semelhantes”, alertou, por meio de nota, a presidente da SBP, Luciana Rodrigues Silva.

A entidade acrescentou que estudos científicos e a prática dos profissionais que lidam com a infância e a adolescência indicam que tratamento humilhante, castigos físicos e qualquer conduta que ameace ou ridicularize a criança ou o adolescente, quando não letais, podem ser extremamente danosos à sua formação de personalidade e como indivíduos para a sociedade, bem como interferem negativamente na construção da sua potencialidade de lutar pela vida e no seu equilíbrio psicossocial. “Nascer e crescer em um ambiente sem violência é imprescindível para que uma criança tenha a garantia de uma vida saudável, tanto física quanto emocional”, conclui a presidente da entidade.

Agência Brasil

Cotidiano
Caso Henry: Menino fez videochamada para contar à mãe sobre agressões de Jairinho

A babá do menino Henry Borel, Thayná Oliveira Ferreira, contou no novo depoimento à Polícia Civil, que a mãe do garoto, Monique Medeiros, foi avisada pelo filho sobre as agressões que vinha sofrendo do vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (sem partido). As informações são do jornal Extra.

De acordo com a babá, no dia 12 de fevereiro, a criança fez uma videochamada com a mãe e falou sobre as agressões. Henry ainda teria pedido para que a mãe voltasse logo para casa. A ligação teria sido solicitada por Monique, logo após a babá enviar para ela um vídeo do menino mancando.

Ainda conforme o depoimento obtido pelo Extra, depois da ligação Henry para a mãe, Dr. Jairinho teria voltado para casa e brigado com a criança na frente da ex-funcionária. “Henry, o que falou para a sua mãe, você gosta de ver sua mãe triste com o tio? Você mentiu para a sua mãe?”, teria dito o vereador, segundo a babá.

Thayná contou ainda que quando Monique voltou da manicure colocou a babá e a criança no carro e saíram para conversar. Na sequência, a mãe de Henry teria voltado para casa, feito as malas e dito que iria para Bangu, onde sua mãe morava.

No entanto, conforme a babá, ela viu pelas redes sociais que, na verdade, Monique teria ido passar o carnaval com Jairinho em Mangaratiba.

Thayná também admitiu que sabia das agressões e afirmou que Monique pediu para que ela mentisse para a polícia há duas semanas. De acordo com o novo depoimento da babá, ela presenciou pelo menos três vezes em que o menino foi agredido.

Morte de Henry

Henry deu entrada na emergência do Hospital Barra D’Or, no dia 8 de março, levado por Monique e Jairinho. De acordo com as médicas que o atenderam, o menino já chegou morto à unidade.

O laudo da necropsia apontou que Henry foi vítima de uma hemorragia interna e laceração hepática, além de lesões como equimoses, hematomas, edemas e contusões pelo corpo.

Monique e o namorado foram presos na quinta-feira (8) após terem a prisão temporária de 30 dias decretada. De acordo com a polícia, os dois teriam tentado atrapalhar as investigações da morte da criança. Os investigadores da 16ª DP (Barra da Tijuca) afirmam ainda que o garoto foi assassinado.

Conforme as investigações, o vereador teria praticado pelo menos uma sessão de tortura contra Henry semanas antes da morte da criança. Ainda conforme os investigadores, a mãe de Henry sabia das agressões. Jairinho teria se trancado no quarto para bater no menino no último dia 12 de fevereiro.No dia seguinte às agressões, o casal teria levado a criança para um hospital particular. Na unidade de saúde, eles relataram que a criança estava mancando e com dores, pois tinha “caído da cama”, mas uma radiografia não mostrou dano à estrutura óssea.

IstoÉ

Cotidiano
Vereador Dr. Jairinho e a mãe de Henry passam a primeira noite presos

O vereador Dr. Jairinho e sua namorada, Monique Medeiros, foram encaminhados ao sistema penitenciário do estado do Rio e passaram, ontem (8), a primeira noite na cadeia. Eles são suspeitos da morte do menino Henry Borel Medeiros, de 4 anos, filho de Monique, ocorrida há um mês, e tiveram a prisão preventiva decretada pela justiça.

O parlamentar está no presídio Pedrolino Werling de Oliveira, que fica no Complexo de Gericinó (Bangu). Já Monique foi levada para o Instituto Penal Ismael Sirieiro, em Niterói.

Os dois ficarão isolados, dentro do presídio, por um período inicial de 14 dias, como medida de prevenção à disseminação da covid-19 dentro do sistema penitenciário. A medida, segundo a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária do Rio, é adotada para todos que entram nas cadeias do estado.

Jairinho e Monique se declaram inocentes e alegam que Henry morreu acidentalmente depois de cair da cama. Já a perícia indica que o corpo do menino mostrava sinais de agressão.

Agência Brasil