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Cotidiano
Mais 12 notificações óbitos por covid-19 foram confirmados no Acre

A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), por meio do Departamento de Vigilância em Saúde (DVS), registra 41 casos de infecção por coronavírus nesta terça-feira, 20, sendo 40 casos confirmados por exames de RT-PCR e 1 por teste rápido. O número de infectados saltou de 75.599 para 75.640 nas últimas 24 horas.

Até o momento, o Acre registra 198.750 notificações de contaminação pela doença, sendo que 121.975 casos foram descartados e 1.135 exames de RT-PCR seguem aguardando análise do Laboratório Central de Saúde Pública do Acre (Lacen) ou do Centro de Infectologia Charles Mérieux. Pelo menos 62.910 pessoas já receberam alta médica da doença, enquanto 287 pessoas seguem internadas.

A Sesacre informa, ainda, que aguarda para os próximos dias a chegada de novos kits de reagentes para que os exames sigam sendo realizados no Centro de Infectologia Charles Mérieux.

A taxa de ocupação de leitos nos hospitais de referência para tratamento da Covid-19 da rede pública do estado, assim como a lista de espera por UTI e enfermarias, consta no PDF de assistência, anexado a este boletim.

Os dados da vacinação contra a Covid-19 no Acre podem ser acessados no Painel de Monitoramento da Vacinação, disponível no endereço eletrônico: http://covid19.ac.gov.br/vacina/inicio. As informações são atualizadas na plataforma do Ministério da Saúde (MS), ficando sujeitas a alterações constantes, em razão das informações inseridas a partir de cada município.

Mais 12 notificações de óbitos foram registradas nesta terça-feira, dia 20, sendo 4 do sexo masculino e 8 do sexo feminino, fazendo com que o número oficial de mortes por Covid-19 suba para 1.445 em todo o estado.

Óbitos do sexo masculino:

Morador de Brasileia, J. A. Q., de 83 anos, deu entrada no dia 12 de abril, no Hospital Raimundo Chaar, e faleceu no dia 15 de abril.

J. R. M. S., de 67 anos. Morador de Assis Brasil, deu entrada no dia 6 de abril, no Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), vindo a falecer no dia 19 do referido mês.

Morador de Rio Branco, V. P. M. C., de 82 anos, deu entrada no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), no dia 8 de abril, vindo a óbito no dia 19 de abril.

O quarto óbito entre os homens é de J. P. F., de 91 anos. Morador de Tarauacá, deu entrada no dia 17 de abril, no Hospital Regional do Juruá, em Cruzeiro do Sul, e faleceu nesta terça-feira, dia 20.

Óbitos do sexo feminino:

Moradora de Mâncio Lima, E. I. S. A., de 20 anos, deu entrada no dia 23 de março, no Hospital Regional do Juruá, em Cruzeiro do Sul, e faleceu no dia 15 de abril.

L. F. N., de 70 anos. Moradora de Sena Madureira, deu entrada no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), no dia 3 de abril, vindo a óbito no dia 12 de abril.

Moradora de Senador Guiomard, E. A. O., de 64 anos, deu entrada no dia 10 de abril, no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), e faleceu no dia 16 do referido mês.

Moradora de Rio Branco, M. S. S. P. D., de 69 anos, deu entrada no dia 6 de abril, no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), e faleceu no dia 17 de abril.

L. D. C., de 68 anos. Moradora de Santa Rosa do Purus, deu entrada no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), no dia 13 de abril, vindo a óbito no dia 19 do referido mês.

Moradora de Rio Branco, L. S. S., de 76 anos, deu entrada no dia 16 de abril, no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), e faleceu nesta segunda-feira, dia 19.

S. M. G. L., de 32 anos. Moradora de Rio Branco, deu entrada no dia 3 de abril, no Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), vindo a falecer no dia 18 do referido mês.

O oitavo óbito entre as mulheres é de E. S. R., de 66 anos. Moradora de Rio Branco, deu entrada no dia 14 de abril, na Fundação Hospital do Acre (Fundhacre), e faleceu no dia 18 de abril.

Sobre os casos de Covid-19 no estado, acesse:

BOLETIM_AC_COVID_19-04-2021 (1)

Sobre a ocupação de leitos no estado, acesse:

Boletim Assistência 20-04-2021
Destaque do Dia
Covid-19 mata mais 15 acreanos em menos de 24 horas

A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), por meio do Departamento de Vigilância em Saúde (DVS), registra 194 casos de infecção por coronavírus nesta segunda-feira, 19, sendo 99 casos confirmados por exames de RT-PCR, 90 por testes rápidos e 5 pelo critério clínico epidemiológico. O número de infectados saltou de 75.405 para 75.599 nas últimas 24 horas.

Até o momento, o Acre registra 198.523 notificações de contaminação pela doença, sendo que 121.920 casos foram descartados e 1.004 exames de RT-PCR seguem aguardando análise do Laboratório Central de Saúde Pública do Acre (Lacen) ou do Centro de Infectologia Charles Mérieux. Pelo menos 62.862 pessoas já receberam alta médica da doença, enquanto 289 pessoas seguem internadas.

Os dados da vacinação contra a Covid-19 no Acre podem ser acessados no Painel de Monitoramento da Vacinação, disponível no endereço eletrônico: http://covid19.ac.gov.br/vacina/inicio. As informações são atualizadas na plataforma do Ministério da Saúde (MS), ficando sujeitas a alterações constantes, em razão das informações inseridas a partir de cada município.

Mais 15 notificações de óbitos foram registradas nesta segunda-feira, dia 19, sendo 6 do sexo masculino e 9 do sexo feminino, fazendo com que o número oficial de mortes por Covid-19 suba para 1.433 em todo o estado.

Óbitos do sexo masculino:

Morador de Rio Branco, R. O. D., de 51 anos, deu entrada no dia 18 de março, no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), e faleceu no dia 26 de março.

Morador de Rio Branco, S. L. L. C., de 48 anos, deu entrada no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), no dia 29 de março, vindo a óbito no dia seguinte, 30 de março.

P. V. V. M., de 40 anos. Morador de Rio Branco, deu entrada no dia 17 de abril, no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), e veio a falecer no mesmo dia, 17.

A. D. S., de 52 anos. Morador de Rio Branco, deu entrada no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), no dia 4 de abril, e faleceu no dia 18 do referido mês.

Morador de Rio Branco, F. C. G. C., de 70 anos, deu entrada no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), no dia 16 de abril, e veio a óbito no dia 18 de abril.

O sexto óbito entre os homens é de E. M. S., de 55 anos. Morador de Cruzeiro do Sul, deu entrada no dia 31 de março, no Hospital Regional do Juruá, e faleceu nesta segunda-feira, dia 19 de abril.

Óbitos do sexo feminino:

Moradora de Sena Madureira, I. V. A., de 76 anos, deu entrada no dia 21 de março, no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), e faleceu no dia 27 de março.

A. F. V., de 54 anos. Moradora de Rio Branco, deu entrada no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), no dia 29 de março, vindo a óbito no mesmo dia, 29.

Moradora de Rio Branco, E. S. G., de 44 anos, deu entrada no dia 25 de março, no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), e faleceu no dia 30 do referido mês.

B. K., de 2 meses. Moradora de Feijó, a criança deu entrada no dia 15 de abril, no Hospital Geral de Feijó, vindo a óbito no mesmo dia, 15.

Moradora de Cruzeiro do Sul, L. R. S., de 78 anos, deu entrada no Hospital Regional do Juruá, no dia 15 de abril, e veio a falecer no dia seguinte, 16.

R. A. S., de 71 anos. Moradora de Rio Branco, deu entrada no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), no dia 15 de abril, e faleceu no dia 17 de abril.

Moradora de Rio Branco, M. A. S., de 61 anos, deu entrada no dia 7 de abril, no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), e faleceu no dia 17 do referido mês.

F. R. M., de 64 anos. Moradora de Rio Branco, deu entrada no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), no dia 14 de abril, e veio a falecer no dia 18 de abril.

O nono óbito entre as mulheres é de M. D. S., de 57 anos. Moradora de Rio Branco, deu entrada no dia 11 de abril, no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), vindo a falecer nesta segunda-feira, dia 19.

Sobre os casos de Covid-19 no estado, acesse:

BOLETIM_AC_COVID_19-04-2021

Sobre a ocupação de leitos no estado, acesse:

Boletim Assistência 19-04-2021
Destaque do Dia
Acre registra 138 casos de covid-19; doença matou mais 10 pessoas nesse sábado (17)

A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), por meio do Departamento de Vigilância em Saúde (DVS), registra 287 casos de infecção por coronavírus neste sábado, 17, sendo 138 casos confirmados por exames de RT-PCR, 144 por testes rápidos e 5 pelo critério clínico epidemiológico. O número de infectados saltou de 75.047 para 75.334 nas últimas 24 horas.

Até o momento, o Acre registra 197.563 notificações de contaminação pela doença, sendo que 121.218 casos foram descartados e 1.011 exames de RT-PCR seguem aguardando análise do Laboratório Central de Saúde Pública do Acre (Lacen) ou do Centro de Infectologia Charles Mérieux. Pelo menos 62.798 pessoas já receberam alta médica da doença, enquanto 276 pessoas seguem internadas.

Os dados da vacinação contra a Covid-19 no Acre podem ser acessados no Painel de Monitoramento da Vacinação, disponível no endereço eletrônico: http://covid19.ac.gov.br/vacina/inicio. As informações são atualizadas na plataforma do Ministério da Saúde (MS), ficando sujeitas a alterações constantes, em razão das informações inseridas a partir de cada município.

Diante da taxa de ocupação de leitos sobrecarregada no Sistema Único de Saúde, o Estado segue agora trabalhando, com apoio do governo federal, com a transferência de pacientes para outras localidades onde há disponibilidade de leitos para tratamento da Covid-19. A lista de espera por vagas de UTI e enfermaria consta no PDF de assistência, anexado a este boletim.

Mais 10 notificações de óbitos foram registradas neste sábado, 17, sendo 7 do sexo masculino e 3 do sexo feminino, fazendo com que o número oficial de mortes por Covid-19 suba para 1.405 em todo o estado.

Óbitos do sexo masculino:

Morador de Rio Branco, E.R.C., de 53 anos, deu entrada no dia 10 de março, no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), e faleceu no dia 14 de março.

Morador de Rio Branco, F.G.B.S., de 58 anos, deu entrada no dia 1º de abril, no Into-AC, e faleceu dia 13 de abril.

Morador de Marechal Thaumaturgo, J.I.A.D., de 63 anos, deu entrada no dia 26 de março, no Hospital Regional do Juruá, e faleceu dia 7 de abril.

Morador de Rio Branco, W.B., de 64 anos, deu entrada no dia 9 de março, no Into-AC, e faleceu dia 14 de março.

Morador de Feijó, H.G.P., de 76 anos, deu entrada no dia 30 de março, no Into-AC, e faleceu no dia 16 de abril.

Morador de Rio Branco, A.R.N., de 77 anos, deu entrada no dia 20 de março, no Into-AC, e faleceu dia 9 de abril.

Morador de Rio Branco, F.H.S., de 79 anos, deu entrada no dia 15 de março, no Into-AC, e faleceu no dia seguinte.

Óbitos do sexo feminino:

Moradora de Rio Branco, A.A.S., de 63 anos, deu entrada no dia 12 de março, no Into-AC, e faleceu dia 17 de março.

Moradora de Rio Branco, H.M., de 66 anos, deu entrada no dia 7 de abril, no Into-AC, e faleceu dia 9 de abril.

Moradora de Rio Branco, A.F.S., de 73 anos, deu entrada no dia 8 de março, no Into-AC, e faleceu dia 13 de marco.

Sobre os casos de Covid-19 no estado, acesse:

BOLETIM_AC_COVID_17-04-2021

Sobre a ocupação de leitos no estado, acesse:

Boletim Assistência 17-04-2021
Destaque do Dia
Covid-19: vírus mata mais 12 pessoas no Acre

A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), por meio do Departamento de Vigilância em Saúde (DVS), registra 383 casos de infecção por coronavírus nesta sexta-feira, 16, sendo 237 casos confirmados por exames de RT-PCR, 141 por testes rápidos e 5 pelo critério clínico epidemiológico. O número de infectados saltou de 74.664 para 75.047 nas últimas 24 horas.

Até o momento, o Acre registra 196.712 notificações de contaminação pela doença, sendo que 120.735 casos foram descartados e 930 exames de RT-PCR seguem aguardando análise do Laboratório Central de Saúde Pública do Acre (Lacen) ou do Centro de Infectologia Charles Mérieux. Pelo menos 62.596 pessoas já receberam alta médica da doença, enquanto 300 pessoas seguem internadas.

Os dados da vacinação contra a Covid-19 no Acre podem ser acessados no Painel de Monitoramento da Vacinação, disponível no endereço eletrônico: http://covid19.ac.gov.br/vacina/inicio. As informações são atualizadas na plataforma do Ministério da Saúde (MS), ficando sujeitas a alterações constantes, em razão das informações inseridas a partir de cada município.

Diante da taxa de ocupação de leitos sobrecarregada no Sistema Único de Saúde, o Estado segue agora trabalhando, com apoio do governo federal, com a transferência de pacientes para outras localidades onde há disponibilidade de leitos para tratamento da Covid-19. A lista de espera por vagas de UTI e enfermaria consta no PDF de assistência, anexado a este boletim.

Mais 12 notificações de óbitos foram registradas nesta sexta-feira, dia 16, sendo 6 do sexo masculino e 6 do sexo feminino, fazendo com que o número oficial de mortes por Covid-19 suba para 1.395 em todo o estado.

Óbitos do sexo masculino:

Morador de Rio Branco, F. A. S., de 71 anos, deu entrada no dia 17 de março, no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), e faleceu no dia 19 de março.

Morador de Rio Branco, M. L. O., de 74 anos, deu entrada no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), no dia 11 de março, e veio a óbito no dia 20 do referido mês.

J. S., de 47 anos. Morador de Rio Branco, deu entrada no Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), no dia 9 de abril, vindo a falecer no mesmo dia, 9.

A. N., de 67 anos. Morador de Tarauacá, deu entrada no dia 3 de abril, no Hospital Regional do Juruá, em Cruzeiro do Sul, e faleceu no dia 10 de abril.

Morador de Xapuri, O. F. S., de 87 anos, deu entrada no dia 12 de abril, no Hospital Raimundo Chaar, em Brasileia, e veio a falecer no dia 14 do referido mês,

Morador de Xapuri, R. F. S., de 68 anos, deu entrada no Hospital Raimundo Chaar, em Brasileia, no dia 5 de abril, vindo a óbito nesta quinta-feira, dia 15 de abril.

Óbitos do sexo feminino:

Moradora de Rio Branco, G. O. A. V., de 63 anos, deu entrada no dia 13 de março, no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), e faleceu no dia 17 de março.

M. A. S. L., de 67 anos. Moradora de Rio Branco, deu entrada no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), no dia 10 de março, vindo a óbito no dia 18 do referido mês.

Moradora de Rio Branco, E. R. M., de 42 anos, deu entrada no dia 9 de abril, no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), e faleceu no dia 11 de abril.

R. B. S., de 86 anos. Moradora de Rio Branco, deu entrada no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), no dia 30 de março, e veio a falecer no dia 12 de abril.

Moradora de Senador Guiomard, L. T. M., de 50 anos, deu entrada no dia 2 de abril, na Fundação Hospital do Acre (Fundhacre), e faleceu no dia 13 de abril.

O sexto óbito entre as mulheres é de R. S., de 52 anos. Moradora de Rio Branco, deu entrada no dia 6 de abril, no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), vindo a falecer nesta quinta-feira, dia 15.

Sobre os casos de Covid-19 no estado, acesse:

BOLETIM_AC_COVID_16-04-2021

Sobre a ocupação de leitos no estado, acesse:

Boletim Assistência 16-04-2021 (1)
Destaque do Dia
Gladson Cameli fala sobre a expectativa para a aquisição do imunizante contra a Covid-19

Em entrevista, dada ao Amazônia Agora, durante um evento na manhã desta quinta-feira, 15, o governador Gladson Cameli falou sobre a aquisição do imunizante Sputnik-V, vacina contra a COVID‑19 desenvolvida pelo Instituto de Pesquisa Epidemiologia e Microbiologia da Rússia, Gamaleya.

No dia 22 de março, Gladson Cameli assinou o contrato para compra de 700 mil doses da Sputnik-V, entretanto, o imunizante ainda não recebeu a autorização da Anvisa para uso no Brasil, que segundo o governador, é o único empecilho para que o estado consolide a compra da vacina.

“A expectativa é que o laboratório, ou qualquer outro laboratório nos venda, estou com dinheiro em caixa, eu paro o centro administrativo e pego o dinheiro do centro para pagar a Sputnik, as 700 mil doses. Afirmou Cameli.

O governador disse ainda, que não deve esperar pelo Governo Federal, “eu não vou esperar se o Governo Federal vai comprar, ou quem vai comprar, a vida não pode esperar, eu estou pronto para comprar.” E finalizou afirmando que só espera a autorização da Anvisa. “O problema é só saber: a Anvisa autorizou? Quem vai vender? E eu estou pagando pra quem vem pra cá. Agora quem pagar primeiro, tem que receber primeiro.”

Gladson Cameli aproveitou a oportunidade para falar sobre a Lei publicada hoje pela manhã, no Diário Oficial do Estado do Acre, que visa a aplicação de multa para quem furar a fila na vacinação contra a Covid-19, “muitos ainda não entenderam que regra tem que se cumprir, ou vai pelo amor, ou vai pela dor. Cada um é de maior e faz aquilo que acha que tem de fazer, mas sabendo que estamos vigiando, porque ninguém é melhor do que ninguém, para que prevaleça a democracia”. Pontuou.

A previsão é que ainda nesta quinta, 15, chegue em Rio Branco um novo lote com doses da vacina contra o coronavírus, enviada pelo Governo Federal, para assim, dar início à vacinação de pessoas na faixa etária acima de 59 anos.

Por Suene Almeida

Cotidiano
Índia registra recorde de 200 mil novos casos de Covid e passa de 14 milhões de infectados

País de 1,3 bilhão de habitantes sofre uma grande 2ª onda de infecções e enfrenta hospitais lotados em meio a celebrações religiosas. Capital Nova Délhi anunciou toque de recolher no fim de semana.

Índia registrou um recorde de 200 mil novos casos de Covid-19 nas últimas 24 horas e passou de 14 milhões de infectados, apontam dados oficiais divulgados nesta quinta-feira (15).

O país de 1,3 bilhão de habitantes sofre uma grande segunda onda de infecções e se tornou o segundo do mundo a confirmar mais de 200 mil casos em um único dia em meio ao a festivais religiosos, desrespeito às medidas para combater a pandemia e hospitais lotados.

O recorde absoluto ainda é dos Estados Unidos, que teve mais de 300 mil novos casos em 2 de janeiro. O recorde de infectados do Brasil é de 97,5 mil novos casos em 24 horas, que foram registrados em 25 de março.

O país registrou mais de 1,15 milhão de infectados nos últimos sete dias, passou o Brasil em casos confirmados na segunda-feira (12) e agora está atrás apenas dos EUA (31,4 milhões).

A Índia teve também 1.038 mortes em 24 horas, o maior patamar desde outubro, e é o quarto em número de vítimas do coronavírus (175 mil), atrás de EUA (564 mil), Brasil (361 mil) e México (210 mil).

Medidas de restrição

Em meio à escalada de casos, a capital Nova Délhi impôs um toque de recolher no fim de semana. Shopping, academias, restaurantes e alguns mercados fecharão e apenas serviços essenciais poderão funcionar.

Pessoas caminham em mercado lotado em meio à pandemia do novo coronavírus (Covid-19) nos bairros antigos de Delhi, na Índia, em 6 de abril de 2021 — Foto: Anushree Fadnavis/Reuters

Pessoas caminham em mercado lotado em meio à pandemia do novo coronavírus (Covid-19) nos bairros antigos de Delhi, na Índia, em 6 de abril de 2021 — Foto: Anushree Fadnavis/Reuters

Mumbai, capital financeira do país, já tem adotado diversas medidas de restrição. A cidade fica no maior estado do país, Maharashtra, que é o epicentro da segunda onda e iniciou um lockdown à meia-noite.

No final de janeiro e começo de fevereiro, a Índia estava registrando menos de 10 mil infectados por dia. O governo indiano culpa o desrespeito ao distanciamento social e o não uso de máscaras como causas para o surto. Médicos e especialistas apontam também a complacência do governo e novas variantes do coronavírus pela escalada de casos.

O governo do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, tem se recusado a adotar um lockdown nacional, depois que o primeiro, adotado no ano passado, teve um forte impacto econômico.

Apesar da situação, centenas de milhares de hindus têm se reunido para se banhar no Rio Ganges devido ao festival Kumbh Mela, que dura semanas, e celebrações religiosas têm contribuído para piorar a pandemia.

Naga Sadhus, ou homens sagrados hindus, mergulham no rio Ganges em 12 de abril durante festival religioso em Haridwar, na Índia,  em meio à pandemia do novo coronavírus — Foto: Anushree Fadnavis/Reuters

Naga Sadhus, ou homens sagrados hindus, mergulham no rio Ganges em 12 de abril durante festival religioso em Haridwar, na Índia, em meio à pandemia do novo coronavírus — Foto: Anushree Fadnavis/Reuters

Hospitais lotados

Hospitais em todo o país estão ficando lotados de pacientes. Há escassez de oxigênio, essencial para combater as dificuldades respiratórias causadas pela Covid-19, em lugares como Gujarat, o estado natal do primeiro-ministro indiano.

“Se essas condições persistirem, o número de mortos aumentará”, escreveu o chefe de um corpo médico na cidade industrial de Ahmedabad em uma carta a Narendra Modi.

O governo indiano disse que aumentou aumentou a produção de oxigênio hospitalar. “Com o aumento da produção e os estoques excedentes disponíveis, a disponibilidade atual é suficiente”, disse o Ministério da Saúde em um comunicado.

“A situação é horrível”, diz Avinash Gawande, funcionário de um hospital na cidade industrial de Nagpur enquanto tenta lidar com uma enxurrada de pacientes. “Somos um hospital com 900 leitos, mas há cerca de 60 pacientes esperando e não temos espaço para eles”.

“Este vírus é mais infeccioso e virulento”, afirma a médica Dhiren Gupta, do Hospital Sir Ganga Ram. “Temos pacientes de 35 anos com pneumonia em tratamento intensivo, o que não acontecia no ano passado. A situação é caótica”.

Indianos vão às ruas durante as celebrações do Lathmar Holi na cidade de Barsana, no estado de Uttar Pradesh, durante a pandemia do novo coronavírus na Índia em 23 de março — Foto: Adnan Abidi/Reuters

Indianos vão às ruas durante as celebrações do Lathmar Holi na cidade de Barsana, no estado de Uttar Pradesh, durante a pandemia do novo coronavírus na Índia em 23 de março — Foto: Adnan Abidi/Reuters

Vacinação contra Covid

O recorde de casos ocorre em meio à aceleração da vacinação no país. A Índia é o maior produtor mundial de vacinas e iniciou em janeiro sua campanha de imunização, que demorou a engrenar.

Mas o país passou a restringir a exportação de vacinas contra a Covid-19 para aumentar a sua velocidade de vacinação, o que tem mostrado resultado.

Índia é o terceiro país que mais aplicou doses até o momento (111 milhões), atrás apenas de EUA (192 milhões) e China (175 milhões), segundo o Our World in Data, projeto ligado à Universidade de Oxford.

Índia é o segundo em vacinas aplicadas por dia (média de 3,44 milhões na última semana), atrás de China (4,24 milhões) e à frente dos EUA (3,38 milhões). Até fevereiro, a média diária era inferior a 500 mil por dia.

Mas há relatos de falta de doses em vários estados, incluindo Maharashtra, e centros de vacinação têm fechado mais cedo e recusam pessoas à medida que os imunizantes acabam.

E o país ainda tem uma vacinação proporcional à população ainda pequena (8,06 doses a cada 100 habitantes), número muito inferior ao dos EUA (57,49) e menor que o da média mundial (10,59) e até da China (12,20), país mais populoso do mundo.

Aviso sobre falta de vacinas contra a Covid-19 em centro de vacinação em Mumbai, na Índia, em 8 de abril — Foto: Francis Mascarenhas/Reuters

Aviso sobre falta de vacinas contra a Covid-19 em centro de vacinação em Mumbai, na Índia, em 8 de abril — Foto: Francis Mascarenhas/Reuters

Destaque do Dia
Queiroga anuncia antecipação de 15,5 mi de doses da vacina da Pfizer

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou hoje (14) que será antecipada a entrega de 15,5 milhões de doses da vacina da Pfizer contra a covid-19.

“Trago para os senhores uma boa notícia: a antecipação de doses da vacina da Pfizer, fruto de ação direta do presidente da República, Jair Bolsonaro, com o principal executivo da Pfizer, que resulta em 15,5 milhões da Pfizer já no mês de abril, maio e junho”, disse em pronunciamento após participar da segunda reunião do Comitê de Coordenação Nacional para Enfrentamento da Pandemia da Covid-19, no Palácio do Planalto, em Brasília.

Também participaram da reunião e do pronunciamento o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, o deputado federal Dr. Luizinho (PP-RJ) e a enfermeira Francieli Fantinato, que foi anunciada por Queiroga como secretária extraordinária de Enfrentamento à Covid-19 do Ministério da Saúde.

Francieli é atualmente coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde.

No pronunciamento, foram anunciadas ainda novas medidas para agilizar compra de medicamentos e oxigênio, proposta de programas de geração de emprego e de apoio a crianças que perderam os pais para a covid-19.

Confira o pronunciamento feito nesta manhã:

O comitê, criado em março deste ano, é composto pelos presidentes da República, Jair Bolsonaro, do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, e da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, e, na condição de observador, por um representante do Judiciário. Também participaram do comitê o ministro da Saúde e outros integrantes do governo.

Destaque do Dia
Covid-19 faz mais 14 vítimas fatais em 24 horas no Acre

Boletim da sesacre registrou 182 casos confirmados em 24 horas em todo o Estado

A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), por meio do Departamento de Vigilância em Saúde (DVS), registra 394 casos de infecção por coronavírus nesta terça-feira, 13, sendo 182 casos confirmados por exames de RT-PCR e 212 por testes rápidos. O número de infectados saltou de 73.613 para 74.007 nas últimas 24 horas.

Até o momento, o Acre registra 193.561 notificações de contaminação pela doença, sendo que 119.036 casos foram descartados e 518 exames de RT-PCR seguem aguardando análise do Laboratório Central de Saúde Pública do Acre (Lacen) ou do Centro de Infectologia Charles Mérieux. Pelo menos 62.122 pessoas já receberam alta médica da doença, enquanto 294 pessoas seguem internadas.

Os dados da vacinação contra a Covid-19 no Acre podem ser acessados no Painel de Monitoramento da Vacinação, disponível no endereço eletrônico: http://covid19.ac.gov.br/vacina/inicio. As informações são atualizadas na plataforma do Ministério da Saúde (MS), ficando sujeitas a alterações constantes, em razão das informações inseridas a partir de cada município.

Mais 14 notificações de óbitos foram registradas nesta terça-feira, dia 13, sendo 8 do sexo masculino e 6 do sexo feminino, fazendo com que o número oficial de mortes por Covid-19 suba para 1.367 em todo o estado.

Óbitos do sexo masculino:

Morador de Rio Branco, A. V. S., de 71 anos, deu entrada no dia 28 de janeiro, no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), vindo a falecer no dia 12 de fevereiro.

I. H. C., de 47 anos. Morador de Rio Branco, deu entrada no dia 17 de janeiro, no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), e faleceu no dia 13 de fevereiro.

Morador de Rio Branco, A. C. S., de 60 anos, deu entrada no dia 19 de fevereiro, no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), e veio a óbito no dia 20 de fevereiro.

A. P. F., de 58 anos, faleceu no seu domicílio, em Rio Branco, no dia 20 de fevereiro.

Morador de Rio Branco, P. R. S., de 62 anos, deu entrada no dia 8 de abril, no Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), vindo a falecer no dia 10 de abril.

Morador de Rio Branco, F. L. L., de 66 anos, deu entrada no Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), no dia 9 de abril, e faleceu no dia 11 do referido mês.

A. M. S., de 34 anos. Morador de Rio Branco, deu entrada no dia 3 de abril, no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), e veio a óbito no dia 12 de abril.

O oitavo óbito entre os homens é de R. D. S., de 72 anos. Morador de Rio Branco, deu entrada no dia 1° de abril, no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), e faleceu nesta segunda-feira, dia 12 de abril.

Óbitos do sexo feminino:

Moradora de Cruzeiro do Sul, A. F. S., de 78 anos, deu entrada no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), em Rio Branco, no dia 3 de fevereiro, e faleceu no dia 7 de fevereiro.

Moradora de Rio Branco, S. N. M., de 84 anos, faleceu no dia 12 de fevereiro, no Hospital Santa Juliana, sem data de entrada na unidade de saúde.

M. J. S. N., de 74 anos. Moradora de Rio Branco, deu entrada no dia 9 de fevereiro, na Fundação Hospital do Acre (Fundhacre), vindo a óbito no dia 13 do referido mês.

M. A. O. A., de 80 anos, faleceu no seu domicílio, em Rio Branco, no dia 20 de fevereiro.

Moradora de Rio Branco, N. M. L. S., de 41 anos, deu entrada no Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb), no dia 27 de março, vindo a óbito no mesmo dia, 27.

O sexto óbito entre as mulheres é de A. P. S., de 56 anos. Moradora de Sena Madureira, deu entrada no dia 28 de março, no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), e faleceu nesta segunda-feira, dia 12 de abril.

Sobre os casos de Covid-19 no estado, acesse:

BOLETIM_AC_COVID_13-04-2021

Sobre a ocupação de leitos no estado, acesse:

Boletim Assistência 13-04-2021
Destaque do Dia
Leite materno produzido por mães vacinadas tem anticorpos contra a Covid-19, diz estudo

Dois anticorpos específicos contra o novo coronavírus (IgA e o IgG) foram identificados no leite materno produzido por mulheres que receberam a vacina, de acordo com um estudo publicado nesta segunda-feira (12) na revista científica americana “The Journal of the American Medical Association (JAMA)“.

Os pesquisadores avaliam que o leite materno pode ser uma fonte de anticorpos contra a Covid-19 para os recém-nascidos, embora essa conclusão dependa de novos estudos específicos.

“Os anticorpos encontrados no leite materno dessas mulheres mostraram fortes efeitos neutralizantes, sugerindo um potencial efeito protetor contra infecção em bebês”, afirmam os cientistas no artigo sobre a pesquisa.

Para chegar aos resultados que confirmaram a presença dos anticorpos no leite, os pesquisadores acompanharam um grupo de 84 mulheres em Israel entre 23 de dezembro de 2020 e 15 de janeiro deste ano.

Todas as participantes receberam as duas doses do imunizantes fabricado pela Pfizer-Biontech respeitando o intervalo de 21 dias entre as doses.

As amostras de leite materno foram colhidas antes e depois da administração da vacina. Após a aplicação do imunizante, os pesquisadores coletaram o leite materno semanalmente durante um período de seis semanas a partir do 14º dia após a primeira dose da vacina. Ao todo, foram colhidas 504 amostras de leite materno.

Dentre as amostras colhidas na primeira semana, 61,8% apresentaram anticorpos IgA contra a Covid. Após a segunda dose da vacina, esse percentual sobe para 86,1%.

Já no caso do anticorpo IgG, os níveis das células de defesa contra a doença permaneceram baixos durante as três primeiras semanas e foram aumentando a partir da quarta semana, após a segunda dose do imunizante. Entre as semanas 5 e 6, 97% das amostras de leite materno testadas apresentaram o anticorpo.

Esse aumento acontece porque a segunda dose da vacina é responsável por estimular o corpo a produzir um número maior de anticorpos, enquanto que a primeira dose ensina o corpo a reagir à doença.

A pesquisa investigou dois anticorpos: O IgA e o IgM. Os anticorpos são proteínas do sistema imune e são uma das frentes de defesa do corpo contra doenças. Existem diferenças entre os anticorpos: o IgA, no geral, protege contra infecções de membranas mucosas presentes na boca, vias aéreas e aparelho digestivo. Já o IgG é o principal anticorpo presente no sangue e age dentro dos tecidos para combater infecções.

Eficácia nos bebês

Os pesquisadores, liderados por Sivan Haia Perl, do Shami Medical Center, apontam que o estudo tem limitações e não permite concluir que bebês estão protegidos contra a Covid por terem recebido anticorpos no leite materno. Eles aponta que não realizaram “nenhum ensaio funcional” para testar a possibilidade, embora estudos anteriores já tenham mostrado capacidade de neutralização dos mesmos anticorpos.

g1.com

Nacional
CPI da covid: como ampliação da investigação e possível adiamento podem beneficiar Bolsonaro

A determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso para que o Senado instale uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a atuação do governo federal no enfrentamento da pandemia de coronavírus foi vista inicialmente como um grande risco de desgaste político para o presidente Jair Bolsonaro.

O objetivo inicial dos senadores é investigar a responsabilidade da União na falta de vacinas e no alto número de mortes — mais de 354 mil pessoas morreram no Brasil vítimas da covid-19.

Dois fatores, porém, podem reduzir o potencial de impacto da CPI para Bolsonaro. O primeiro deles é a movimentação de alguns senadores para aumentar o escopo da comissão, incluindo também como alvos governos de Estados e municípios — ampliação que atende a pedido do próprio presidente e, na visão de críticos, pode inviabilizar a investigação por excesso de temas a serem apurados.

O segundo fator é a própria pandemia que tende a criar limitações ao funcionamento da CPI, devido à necessidade de distanciamento social. Isso deve impedir depoimentos presenciais e também a colheita de provas sigilosas, como documentos do governo, que exigiriam a ida de senadores a órgão públicos.

Há ainda a possibilidade de que ela não seja instalada de imediato, sob a justificativa de que só seria viável com funcionamento presencial. Na quarta-feira (14/04), o plenário do STF decidirá se referenda ou não a decisão do Barroso e a Corte deve discutir se o início da CPI pode ser adiado até que os trabalhos do Senado voltem à normalidade.

No momento, a maioria das atividades têm ocorrido online e os cuidados se intensificaram após a morte de três senadores por covid-19 — Major OlíMpio (PSL-SP), Arolde de Oliveira (PSD-RJ) e José Maranhão (MDB-PB).

Bolsonaro pressiona senadores a ampliar CPI

A Constituição exige três requisitos para a instalação de uma CPI: apoio de no mínimo um terço dos senadores (27 de 81), apuração de objeto específico e funcionamento por prazo determinado.

Desde fevereiro esses três critérios estavam cumpridos, mas o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), se recusava a iniciar a comissão da covid-19 sob o argumento de que o foco do Parlamento deveria estar no avanço da vacinação contra a doença.

No entanto, como os requisitos constitucionais estavam cumpridos, Barroso determinou a instalação da CPI, após pedido dos senadores Jorge Kajuru (Cidadania-GO) e Alessandro Vieira (Cidadania-SE). A decisão do ministro seguiu precedentes do STF, que já determinou a instalação de comissões parlamentares de inquérito nos governos petistas, caso da CPI dos Bingos, em 2005, e da CPI da Petrobras, em 2014.

Senador Randolfe Rodrigues
Legenda da foto,Randolfe Rodrigues defende que CPI tenha foco no governo federal e assembleias estaduais investiguem governadores

A decisão causou grande irritação em Bolsonaro, que atacou frontalmente Barroso e o acusou de interferir no funcionamento do Legislativo. O presidente também adotou a estratégia de pressionar senadores para que ampliem o escopo da CPI, sob o argumento de que a União transferiu vultosos recursos para Estados e municípios enfrentarem a pandemia.

O próprio Kajuru gravou e divulgou no domingo (11/04) conversa com Bolsonaro, em que o presidente defende uma CPI ampla e ainda pede que o Senado vote o impeachment de ministros do STF.

“Kajuru, olha só, tem que fazer para ter uma CPI que realmente seja útil para o Brasil. Mudar a amplitude dela, bota governadores e prefeitos”, defendeu o presidente.

“Se mudar a amplitude, tudo bem, mas se não mudar, a CPI vai simplesmente ouvir o (ex-ministro da Saúde general Eduardo) Pazuello, ouvir gente nossa para fazer um relatório sacana”, reclamou ainda.

Na conversa, o presidente ainda chegou a dizer que o senador de oposição Randolfe Rodrigues (Rede/AP) “vai começar a encher o saco” na CPI, acrescentando: “Aí vou ter que sair na porrada com um bosta desse”.

Os planos de Bolsonaro parecem andar bem no Senado. O senador Eduardo Girão (Podemos-CE) disse nesta segunda-feira (12/04) que já coletou 34 assinaturas de senadores favoráveis à ampliação do escopo da CPI.

“Reunimos o número de assinaturas suficientes para protocolar uma CPI abrangendo União, Estados e Municípios. Espero que a Verdade venha à tona, quem tá devendo vai ter que se justificar e quem errou vai ter que ser punido”, disse em sua conta no Twitter.

Já o senador Randolfe Rodrigues rebateu as ameaças de agressão de Bolsonaro dizendo que “a violência costuma ser uma saída para os covardes que têm muito a esconder”, e defendeu uma CPI focada no governo federal.

“O presidente tenta interferir de forma criminosa na instalação da CPI da COVID no Congresso. Não vamos perder de vista: as assembleias estaduais podem investigar as ações dos governadores. O Congresso se dedica aos desvios federais! No Amapá, já há pedido de CPI pelos deputados”, disse, também por meio de sua rede social.

Ampliação da CPI pode inviabilizar investigação, diz analista

À BBC News Brasil, o analista político Antônio Augusto de Queiroz, do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), diz que uma CPI que investigue o governo federal pode ser efetiva, ainda que tenha trabalhos limitados pela falta de atividades presenciais.

Na sua visão, porém, a ampliação do escopo da comissão pode acabar inviabilizando a investigação. Ele lembra que as CPIs têm duração inicial de 90 dias, podendo ser prorrogadas.

“Essa manobra (de incluir governadores e prefeitos na CPI) tem o objetivo nítido de dividir responsabilidades e no final não apurar nada”, acredita.

“Vão ter requerimentos para apurar eventuais desvios em Estados e municípios para que tenha um volume tal de trabalho nessa CPI que não tenha condições de nem até o final do mandato Bolsonaro (2022) conseguir concluir isso, muito menos em três meses que é o prazo (inicial) de uma CPI”, prevê o analista do Diap.

Pessoa sendo vacinada contra covid-19 em São Paulo
Legenda da foto,Um dos objetivos da CPI da Covid é investigar responsabilidade na lentidão da vacinação

O primeiro passo para a instalação da CPI da Covid está previsto para terça-feira, quando o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, lerá o requerimento em plenário.

Depois, haverá a definição dos onze senadores membros da comissão, o que também será determinante para os rumos da investigação. Caso Bolsonaro consiga que a maioria dos integrantes seja simpática a seu governo, a comissão poderá ter suas atividades limitadas, aponta Queiroz.

“Há muitos mecanismos de manobra (para reduzir o impacto da CPI). Eles podem não aprovar requerimentos (para depoimentos e diligências investigatórias) ou aprová-los em profusão e aí não tem condições de ouvir todo mundo no prazo”, exemplifica Queiroz.

“A oposição vai fazer um barulho muito grande, mas do ponto de vista de efetividade vai ser baixa na medida em que pode envolver governadores de outros partidos e aí ter negociação em torno disso (para reduzir o potencial da CPI)”, acrescenta.