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Notícias do Norte
83 casos de covid-19 é número confirmado pelo boletim da sesacre em 24 horas

A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), por meio do Departamento de Vigilância em Saúde (DVS), registra 208 casos de infecção por coronavírus nesta quarta-feira, 12, sendo 83 casos confirmados por exames RT-PCR e 125 por testes rápidos. O número de infectados saltou de 79.510 para 79.718 nas últimas 24 horas.

Até o momento, o Acre registra 210.765 notificações de contaminação pela doença, sendo que 130.568 casos foram descartados e 479 exames de RT-PCR seguem aguardando análise do Laboratório Central de Saúde Pública do Acre (Lacen) ou do Centro de Infectologia Charles Mérieux. Pelo menos 72.763 pessoas já receberam alta médica da doença, enquanto 192 pessoas seguem internadas até o fechamento deste boletim.

Os dados da vacinação contra a Covid-19 no Acre podem ser acessados no Painel de Monitoramento da Vacinação, disponível no endereço eletrônico: http://covid19.ac.gov.br/vacina/inicio. As informações são atualizadas na plataforma do Ministério da Saúde (MS), ficando sujeitas a alterações constantes, em razão das informações inseridas a partir de cada município.

Mais 2 notificações de óbitos foram registradas nesta terça-feira, 12 de maio, sendo 1 do sexo feminino e 1 do sexo masculino, fazendo com que o número oficial de mortes por Covid-19 suba para 1.601 em todo o estado.

Óbitos do sexo masculino:

Morador de Epitaciolândia, G. O. S., de 65 anos, deu entrada no dia 7 de maio, no Hospital Raimundo Chaar, vindo a óbito no mesmo dia.

Óbitos do sexo feminino:

Moradora de Rio Branco, F. N. S., de 49 anos, deu entrada no dia 17 de março, no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), vindo a óbito no dia 1° de abril.

Sobre os casos de Covid-19 no estado, acesse:

BOLETIM_AC_COVID_12-05-2021

Sobre a ocupação de leitos no estado, acesse:

http://covid19.ac.gov.br/monitoramento/leitos
Nacional
Brasil chega a 15,19 milhões de casos e 422,3 mil mortes por covid-19

O Brasil registra, até o momento, 422.340 mortes por covid-19. Em 24 horas, foram confirmados 1.024 óbitos e 38.911 novos casos. No total, 15.184.790 casos foram diagnosticados no país. 

O número de pessoas recuperadas totalizou 13.714.135 – 90,3% do total de infectados pelo novo coronavírus. Existem 3.722 mortes em investigação por equipes de saúde, dados relativos a ontem, porque há casos em que o diagnóstico sobre a causa só sai após o óbito do paciente.

Os dados estão no balanço diário do Ministério da Saúde, divulgado no fim da tarde de hoje (9). O balanço é elaborado a partir dos dados sobre casos e mortes levantados pelas autoridades locais de saúde.

O ranking de estados com mais mortes pela covid-19 é liderado por São Paulo (100.799), Rio de Janeiro (46.427) e Minas Gerais (36.011). As unidades da Federação com menos óbitos são Roraima (1.546), Amapá (1.582) e Acre (1.589).

Em relação aos casos confirmados, São Paulo também lidera, com mais de 3 milhões de casos. Minas Gerais, com 1,4 milhão, e Rio Grande do Sul, com pouco mais de 1 milhão de casos, aparecem na sequência. O estado com menos casos de covid-19 é o Acre, com 79,3 mil, seguido por Roraima (98,3 mil) e Amapá (107,7 mil).

Em relação à vacinação, foram aplicadas no Brasil 46.516.233 doses de vacinas contra a covid-19, segundo dados disponíveis no portal Localiza SUS, do Ministério da Saúde.  Deste total, 31.522.511 foram vacinadas com a primeira dose e 14.993.722 receberam a segunda.

Neste domingo, 6.127 doses foram aplicadas.

Com informações da Agência Brasil

Mundo
Índia ultrapassa México e se torna 3º país com mais mortes por Covid

Índia ultrapassou o México e se tornou o terceiro país com mais mortes por Covid-19 do mundo nesta segunda-feira (3), mostram dados da Universidade Johns Hopkins e do “Our World in Data”, projeto ligado à Universidade de Oxford.

O país mais afetado pela pandemia atualmente registrou mais 3,4 mil mortes e 368 mil casos, elevando o total de vítimas para quase 219 mil e o de infectados para 19,9 milhões.

Com isso, a Índia assumiu o lugar do México, que tem 217,2 mil óbitos, e agora só está atrás de Estados Unidos (577 mil) e Brasil (407 mil).

Índia passa por um colapso em seu sistema de saúde e, no sábado (1º), se tornou o primeiro a registrar mais de 400 mil novos casos em um único dia.

Com mais de 1,3 bilhão de habitantes, o segundo país mais populoso do mundo é também o segundo em número de casos confirmados, atrás apenas dos EUA (32,4 milhões) e à frente do Brasil (14,7 milhões).

O país é responsável por 46% de todos os novos casos e 26% de todas as novas mortes do mundo nos últimos sete dias.

Faltam leitos, remédios e oxigênios nos hospitais em todo o país. Crematórios e cemitérios não conseguem atender à quantidade de corpos, e cremações em massa têm sido realizadas em diversas cidades do país.

Mesmo com os recordes diários de casos e mortes, há fortes indícios de subnotificação. O número de enterros e cremações sob protocolos de Covid-19 são muito maiores do que os dados do oficiais do governo.

Resposta nas urnas

Em meio ao caos sanitário no país e críticas ao governo pelo descontrole na pandemia, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, sofreu uma dura derrota eleitoral no domingo (2).

O Partido Bharatiya Janata (BJP), de Modi, não conseguiu conquistar o estado de Bengala Ocidental. O primeiro-ministro tem sua base eleitoral no norte e oeste do país e tentava ampliar seu poder para o leste.

O BJP continuou a fazer comícios e a levar multidões às ruas na reta final da campanha mesmo com os recordes diários de casos e mortes. O partido conseguiu manter o poder no estado de Assam, no nordeste do país, mas perdeu em dois estados no sul.

Modi tem sido criticado por se recusar a adotar um lockdown nacional, ao contrário do que foi feito em 2020, e por ter liberado comícios eleitorais, festivais religiosos e até partidas de críquete com torcida.

Foto de 24 de fevereiro de 2021 mostra fãs de críquete na porta do Estádio Narendra Modi antes da partida entre a Índia e a Inglaterra em Ahmedabad — Foto: Amit Dave/Reuters

Foto de 24 de fevereiro de 2021 mostra fãs de críquete na porta do Estádio Narendra Modi antes da partida entre a Índia e a Inglaterra em Ahmedabad — Foto: Amit Dave/Reuters

Falhas do governo

Em janeiro, Modi afirmou no Fórum Econômico Mundial de Davos que “a Índia foi bem-sucedida em salvar tantas vidas, nós salvamos a humanidade toda de uma grande tragédia”. Em março, o ministro da Saúde indiano, Harsh Vardhan, declarou que o país estava na “fase final” da pandemia.

O otimismo de Modi e Vardhan era baseado em uma queda acentuada no número de infectados e mortos.

O número de casos confirmados despencou de um pico de 93 mil em setembro para 11 mil em fevereiro, e os óbitos foram de mais de 1,1 mil para menos de 100 em março. Com a explosão da segunda onda, o país registra atualmente uma média de 370 mil novos casos e 3,4 mil mortes por dia.

O governo indiano culpa o desrespeito ao distanciamento social e o não uso de máscaras pela população como causas para o surto.

Especialistas responsabilizam também o governo, que além de se recusar a adotar um lockdown nacional tenta responsabilizar autoridades estaduais pela situação fora de controle.

O primeiro-ministro indiano Narendra Modi, ao lado do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, durante cerimônia de comemoração do Dia da República da Índia — Foto: Alan Santos/PR

O primeiro-ministro indiano Narendra Modi, ao lado do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, durante cerimônia de comemoração do Dia da República da Índia — Foto: Alan Santos/PR

Diante da inação do governo federal, ao menos 11 estados e territórios impuseram algum tipo de restrição para tentar conter as infecções.

“As lideranças em todo o país não transmitiram adequadamente que se tratava de uma epidemia que não havia desaparecido”, afirmou K Srinath Reddy, presidente da Fundação de Saúde Pública da Índia, ao jornal britânico “The Guardian”.

“A vitória foi declarada prematuramente e esse clima foi espalhado por todo o país, especialmente por políticos que queriam fazer a economia andar e voltar à campanha”, disse o especialista há algumas semanas. “E isso deu ao vírus a chance de crescer novamente”.

Cotidiano
Sputnik: sem o imunizante russo, campanha brasileira terá 9% menos doses

A ausência da vacina russa Sputnik V, contra Covid-19, no programa de vacinação brasileiro neste 2021, reduziria em quase 9% o quantitativo de doses esperado para o ano, de acordo com o cronograma do Ministério da Saúde atualizado ontem, quarta-feira, 28.

Na projeção do governo federal são esperadas, até dezembro, o total de 532,9 milhões de doses de imunizantes que já contam com algum tipo de aprovação junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A Sputnik V tinha, ao menos, 47 milhões de doses prometidas para os estados e o governo federal. Considerando 10 milhões compradas pelo Ministério da Saúde e outras 37 milhões com pedido de importação protocolado junto à Anvisa. Do total, por volta de 29,6 milhões tiveram o pedido de autorização da importação recusado pela Anvisa. Os outros pedidos devem ser analisados em breve, porém, tendem a esbarrar nas mesmas limitações, se não houver complemento de documentos.

Cabe dizer que a decisão não é definitiva, uma vez que as dúvidas levantadas pela Anvisa sejam sanadas — por meio dos documentos solicitados —, é possível que ocorra importação e aprovação do imunizante. Na última segunda-feira, 26, a agência sanitária brasileira negou pedidos de importação da vacina diante de uma série de pareceres técnicos que levantaram questionamentos sobre falhas em etapas de produção e estudo que comprometem a análise da segurança e eficácia do fármaco. 

Nesta quinta-feira, 29, os fabricantes da vacina afirmaram que iriam iniciar um processo judicial contra a agência por declarações incorretas e enganosas. O motivo do embate seria a presença de um adenovírus replicante na composição do fármaco, informação o que os produtores dizem estar incorreta. Um pouco mais tarde, a Anvisa reafirmou sua posição e exibiu áudios de reuniões em que a questão foi discutida entre as partes.

Confira o avanço da vacinação no Brasil:

Destaque do Dia
Nota pública sobre a detecção de variantes do coronavírus no Acre

A Secretaria de Estado da Saúde do Acre (Sesacre) recebeu, no dia 14 de abril de 2021, resultados de exames de amostras de Covid-19 que foram enviadas ao laboratório Instituto Evandro Chagas (IEC) no dia 20 de março de 2021, por meio do Laboratório Central de Saúde Pública do Acre (Lacen-AC), com o objetivo de análise de sequenciamento genético para pesquisa da nova variante, seguindo critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde, conforme Nota Técnica Nº 52/2020 – CGPNI/DEIDT/SVS/MS, sendo detectadas 2 amostras positivas para a Variante de Atenção (VOC) P.1 e 1 amostra para a variante P.2.

A escolha das amostras para o sequenciamento foi baseada na representatividade de todas as regiões geográficas do Estado do Acre e foram provenientes de indivíduos com sintomas clínicos característicos, como dificuldade de respirar, muito cansaço, SRAG e/ou pneumonia. Assim, foi identificada a cocirculação de duas linhagens diferentes do SARS-CoV-2 no Acre (P.1 e P.2) ao longo do tempo, provavelmente vinculadas a múltiplos eventos de importações concomitantes com um alto número de infecções registradas no estado.

Seguem perfis dos casos:

Variante P.1

Indivíduo A:  pessoa do sexo masculino, residente em Rodrigues Alves, 38 anos, com a data do início de sintomas em 27/01/2021, procurou a unidade de saúde relatando dispneia e tosse. O paciente recebeu alta.

Indivíduo B: pessoa do sexo masculino, residente na zona rural do município de Santa Rosa do Purus, 61 anos, com a data do início dos sintomas em 13/01/2021, relatando febre, tosse e dispneia. Foi internado no Hospital Regional do Juruá no dia 14/01/2021 e evoluiu para óbito no dia 25/01/2021.

Variante P.2

Indivíduo do sexo masculino, residente em Cruzeiro do Sul, 51 anos, com a data do início dos sintomas 08/12/2020, procurou a unidade hospitalar em 21/12, passou uma semana internado na UTI e foi acompanhado na enfermaria, vindo a óbito por complicações em decorrência da Covid-19 no dia 26/01/2021.

Ainda são aguardados resultados de 45 amostras que foram enviadas para sequenciamento genético no Instituto Evandro Chagas (IEC).

Para tanto, as recomendações são as mesmas já divulgadas para casos de Covid-19, que devem ser intensificadas, são elas:

– Uso de máscara;
– Higienização das mãos;
– Evitar aglomerações;
– Procurar serviços de saúde em caso de suspeita de Covid-19;
– Vacinação dos grupos prioritários, conforme plano de vacinação;
– Distanciamento físico.

Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde – CIEVS/Acre

Secom/Acre

Cotidiano
Índia registra recorde de 200 mil novos casos de Covid e passa de 14 milhões de infectados

País de 1,3 bilhão de habitantes sofre uma grande 2ª onda de infecções e enfrenta hospitais lotados em meio a celebrações religiosas. Capital Nova Délhi anunciou toque de recolher no fim de semana.

Índia registrou um recorde de 200 mil novos casos de Covid-19 nas últimas 24 horas e passou de 14 milhões de infectados, apontam dados oficiais divulgados nesta quinta-feira (15).

O país de 1,3 bilhão de habitantes sofre uma grande segunda onda de infecções e se tornou o segundo do mundo a confirmar mais de 200 mil casos em um único dia em meio ao a festivais religiosos, desrespeito às medidas para combater a pandemia e hospitais lotados.

O recorde absoluto ainda é dos Estados Unidos, que teve mais de 300 mil novos casos em 2 de janeiro. O recorde de infectados do Brasil é de 97,5 mil novos casos em 24 horas, que foram registrados em 25 de março.

O país registrou mais de 1,15 milhão de infectados nos últimos sete dias, passou o Brasil em casos confirmados na segunda-feira (12) e agora está atrás apenas dos EUA (31,4 milhões).

A Índia teve também 1.038 mortes em 24 horas, o maior patamar desde outubro, e é o quarto em número de vítimas do coronavírus (175 mil), atrás de EUA (564 mil), Brasil (361 mil) e México (210 mil).

Medidas de restrição

Em meio à escalada de casos, a capital Nova Délhi impôs um toque de recolher no fim de semana. Shopping, academias, restaurantes e alguns mercados fecharão e apenas serviços essenciais poderão funcionar.

Pessoas caminham em mercado lotado em meio à pandemia do novo coronavírus (Covid-19) nos bairros antigos de Delhi, na Índia, em 6 de abril de 2021 — Foto: Anushree Fadnavis/Reuters

Pessoas caminham em mercado lotado em meio à pandemia do novo coronavírus (Covid-19) nos bairros antigos de Delhi, na Índia, em 6 de abril de 2021 — Foto: Anushree Fadnavis/Reuters

Mumbai, capital financeira do país, já tem adotado diversas medidas de restrição. A cidade fica no maior estado do país, Maharashtra, que é o epicentro da segunda onda e iniciou um lockdown à meia-noite.

No final de janeiro e começo de fevereiro, a Índia estava registrando menos de 10 mil infectados por dia. O governo indiano culpa o desrespeito ao distanciamento social e o não uso de máscaras como causas para o surto. Médicos e especialistas apontam também a complacência do governo e novas variantes do coronavírus pela escalada de casos.

O governo do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, tem se recusado a adotar um lockdown nacional, depois que o primeiro, adotado no ano passado, teve um forte impacto econômico.

Apesar da situação, centenas de milhares de hindus têm se reunido para se banhar no Rio Ganges devido ao festival Kumbh Mela, que dura semanas, e celebrações religiosas têm contribuído para piorar a pandemia.

Naga Sadhus, ou homens sagrados hindus, mergulham no rio Ganges em 12 de abril durante festival religioso em Haridwar, na Índia,  em meio à pandemia do novo coronavírus — Foto: Anushree Fadnavis/Reuters

Naga Sadhus, ou homens sagrados hindus, mergulham no rio Ganges em 12 de abril durante festival religioso em Haridwar, na Índia, em meio à pandemia do novo coronavírus — Foto: Anushree Fadnavis/Reuters

Hospitais lotados

Hospitais em todo o país estão ficando lotados de pacientes. Há escassez de oxigênio, essencial para combater as dificuldades respiratórias causadas pela Covid-19, em lugares como Gujarat, o estado natal do primeiro-ministro indiano.

“Se essas condições persistirem, o número de mortos aumentará”, escreveu o chefe de um corpo médico na cidade industrial de Ahmedabad em uma carta a Narendra Modi.

O governo indiano disse que aumentou aumentou a produção de oxigênio hospitalar. “Com o aumento da produção e os estoques excedentes disponíveis, a disponibilidade atual é suficiente”, disse o Ministério da Saúde em um comunicado.

“A situação é horrível”, diz Avinash Gawande, funcionário de um hospital na cidade industrial de Nagpur enquanto tenta lidar com uma enxurrada de pacientes. “Somos um hospital com 900 leitos, mas há cerca de 60 pacientes esperando e não temos espaço para eles”.

“Este vírus é mais infeccioso e virulento”, afirma a médica Dhiren Gupta, do Hospital Sir Ganga Ram. “Temos pacientes de 35 anos com pneumonia em tratamento intensivo, o que não acontecia no ano passado. A situação é caótica”.

Indianos vão às ruas durante as celebrações do Lathmar Holi na cidade de Barsana, no estado de Uttar Pradesh, durante a pandemia do novo coronavírus na Índia em 23 de março — Foto: Adnan Abidi/Reuters

Indianos vão às ruas durante as celebrações do Lathmar Holi na cidade de Barsana, no estado de Uttar Pradesh, durante a pandemia do novo coronavírus na Índia em 23 de março — Foto: Adnan Abidi/Reuters

Vacinação contra Covid

O recorde de casos ocorre em meio à aceleração da vacinação no país. A Índia é o maior produtor mundial de vacinas e iniciou em janeiro sua campanha de imunização, que demorou a engrenar.

Mas o país passou a restringir a exportação de vacinas contra a Covid-19 para aumentar a sua velocidade de vacinação, o que tem mostrado resultado.

Índia é o terceiro país que mais aplicou doses até o momento (111 milhões), atrás apenas de EUA (192 milhões) e China (175 milhões), segundo o Our World in Data, projeto ligado à Universidade de Oxford.

Índia é o segundo em vacinas aplicadas por dia (média de 3,44 milhões na última semana), atrás de China (4,24 milhões) e à frente dos EUA (3,38 milhões). Até fevereiro, a média diária era inferior a 500 mil por dia.

Mas há relatos de falta de doses em vários estados, incluindo Maharashtra, e centros de vacinação têm fechado mais cedo e recusam pessoas à medida que os imunizantes acabam.

E o país ainda tem uma vacinação proporcional à população ainda pequena (8,06 doses a cada 100 habitantes), número muito inferior ao dos EUA (57,49) e menor que o da média mundial (10,59) e até da China (12,20), país mais populoso do mundo.

Aviso sobre falta de vacinas contra a Covid-19 em centro de vacinação em Mumbai, na Índia, em 8 de abril — Foto: Francis Mascarenhas/Reuters

Aviso sobre falta de vacinas contra a Covid-19 em centro de vacinação em Mumbai, na Índia, em 8 de abril — Foto: Francis Mascarenhas/Reuters