O clima de medo e violência tomou conta de Assis Brasil, cidade da tríplice fronteira, a 330 quilômetros de Rio Branco. No último final de semana, um grupo armado tentou invadir a Unidade Mista de Saúde do município com o objetivo de executar um líder de facção rival que estava internado.
A ação criminosa foi frustrada pela rápida intervenção da Polícia Militar, evitando o que poderia ter sido uma tragédia dentro do hospital.
Segundo informações locais, Assis Brasil vive uma onda de violência provocada pela disputa entre as facções Comando Vermelho (CV) e Bonde dos 13 (B13), que brigam pelo controle da região, considerada estratégica para o tráfico de drogas, armas, cigarros e até pessoas para o Acre e outros estados da Amazônia.
A situação é agravada pelo baixo efetivo policial. O município conta com apenas 15 policiais militares, e o patrulhamento se encerra à meia-noite.
Já a Polícia Civil possui somente 10 servidores, entre investigadores, escrivães e pessoal administrativo — um número insuficiente para conter o avanço das facções.
Em menos de uma semana, Assis Brasil, que tem menos de 10 mil habitantes, registrou duas execuções: a de um preso monitorado e de uma mulher assassinada em via pública.
A tentativa de invasão à unidade de saúde escancara a vulnerabilidade da cidade, onde a população vive sob constante ameaça.
A Polícia Militar informou que os suspeitos conseguiram fugir e que as investigações estão sob responsabilidade da Polícia Civil, que busca identificar e prender os envolvidos no atentado.







