Quando “Euphoria” estreou em 2019, seus jovens protagonistas deram um salto ousado para o mundo fragmentado de adolescentes problemáticos do ensino médio. Nos anos seguintes, por decisões às vezes calculadas, outras por sorte, Zendaya (29 anos), Sydney Sweeney (28) e Jacob Elordi (28) se tornaram arquétipos da celebridade moderna, usando a série da HBO como trampolim para a onipresença no mundo pop e o prestígio em Hollywood:
- Zendaya, a magnata moderna do cinema, passou de uma mera figurante adolescente a uma artista multifacetada e distinta ao interpretar a viciada em drogas Rue.
- Sydney Sweeney, o alvo de controvérsias, assim como sua personagem Cassie, usou os debates sobre objetificação para se tornar um campo de batalha cultural por si só.
- E Jacob Elordi, o galã intelectual, evitou se tornar um ídolo genérico da Netflix ao conquistar uma indicação ao Oscar com seu charme irresistível, entre as temporadas em que interpretou o atleta rebelde Nate.
Com a estreia da terceira (e possivelmente última) temporada da série neste domingo, relembre como o trio se tornou um dos maiores astros de Hollywood com menos de 30 anos.
Os primeiros anos
Sydney Sweeney chega ao horário nobre (em papéis pequenos)
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Em 2009, aos 12 anos, Sweeney aparece como “Menina” em um episódio da 4ª temporada de “Heroes”, da NBC. Depois, vieram participações menores em “Criminal Minds”, “Grey’s Anatomy” e “Pretty Little Liars”.
Zendaya se torna uma rainha adolescente.
De longe, quem se destacou mais rápido foi Zendaya. A adolescente obcecada por arte foi modelo para a Old Navy, cantou a versão infantil de “Hot N Cold”, de Katy Perry e, aos 14 anos, se tornou a aspirante a dançarina Rocky Blue na série da Disney “Shake It Up”, que estreou em 2010.
Com sua colega de elenco Bella Thorne, lançou o single “Watch Me”, participou de algumas batalhas de dança e alcançou a 86ª posição na Billboard Hot 100. Como artista solo, também lançou “Swag It Out”, sucesso no início dos anos 2010.
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Adolescência
Zendaya investe na moda
De olho na vida além da fama precoce, Zendaya, aos 14 anos, desfila no tapete vermelho na estreia de “Never say never” (2011), filme-concerto de Justin Bieber, usando uma saia Alexander Wang e um blazer metálico. É sua primeira colaboração com o estilista novato Law Roach, que se torna seu parceiro mais duradouro e, sem dúvida, mais importante.
Ainda em 2011, Zendaya cria sua conta no Instagram, com uma das primeiras postagens mostrando revistas Vogue emolduradas na parede de seu camarim.
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Ela participa da 16ª temporada de “Dancing With the Stars”, terminando em segundo lugar; lança um álbum de estreia pela Hollywood Records e estrela uma segunda série da Disney, “K.C. Undercover”, como uma espiã especializada em matemática e caratê, conquistando também seu primeiro crédito como produtora.
Sweeney tenta a sorte em Hollywood
Ao se mudar de sua cidade natal no interior de Idaho para Los Angeles ainda adolescente, Sweeney aparece em seus primeiros filmes, embora você talvez não tenha visto nenhum deles: “Angels in Stardust” (2014), “The Martial Arts Kid” (2015) e “Dead Ant” (2017), no qual uma banda luta contra insetos gigantes a caminho do Coachella.
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Jacob Elordi atua em peça da escola
“Assim que comecei a cantar e dançar com o chapéu enorme”, ele relembra mais tarde sobre sua atuação como o Gato de Chapéu, “eu soube que era isso que eu queria fazer”.
Antes de ‘Euphoria’
A persistência de Zendaya rende frutos
Após receber seu primeiro convite para o Met Gala, Zendaya, agora com 20 anos, aparece na capa da Vogue pela primeira vez em julho de 2017, fotografada por Mario Testino em um vestido Calvin Klein.
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Segundo Roach, por anos os principais estilistas optaram por não vestir a estrela da Disney. Sua estratégia, então, foi vesti-la com roupas já usadas por outras celebridades, na esperança de que ela acabasse na seção “Quem Vestiu Melhor” da revista Us Weekly.
O salto para as telonas veio com dois filmes em sequência: “Homem-Aranha: De Volta ao Lar”, como uma versão da ruiva M.J., ao lado de seu futuro marido, Tom Holland, e “O Rei do Show”, interpretando uma acrobata.
“Muitas oportunidades surgiram que não teriam sido a escolha certa — as mais fáceis, fazer coisas só porque sim”, disse ela na época. “Dizer não é tão importante quanto dizer sim.”
Sweeney supera a vergonha alheia
Os primeiros papeis mais substanciais de Sweeney surgem em projetos lançados em 2018, aos 21 anos: uma série da Netflix no estilo “Freaks and Geeks” (“Everything Sucks!”); uma minissérie assustadora da HBO (“Objetos cortantes”); e um filme neo-noir (“O mistério de Silver Lake”). Ela interpreta ainda uma noiva mirim de 15 anos no pesadelo distópico de “The Handmaid’s Tale”, enquanto se prepara para a histeria inesquecível de Cassie.
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Mais tarde, Sweeney diria que, como atriz, “qualquer coisa anterior a ‘Everything Sucks!’ e ‘Sharp Objects’” a fazia estremecer: “Finjo que era uma pessoa completamente diferente — bloqueei grande parte daquela época.”
Elordi desponta (da Austrália)
Em sua primeira versão, o australiano Elordi — que anteriormente havia aparecido apenas como um salva-vidas chamado Rooster em “Swinging Safari”, uma produção local — faz sucesso na comédia romântica juvenil “A barraca do beijo” (2018), da Netflix. Interpretando o bad boy motoqueiro Noah, ele seduz a melhor amiga de seu irmão mais novo, um triângulo amoroso que se estenderia por duas sequências.
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Embora o papel permita que Elordi se mude para Los Angeles na adolescência, ele rapidamente se distancia da frivolidade da cidade, posicionando-se como um ator que admira Marlon Brando e James Dean e que trabalha em seu sotaque americano e discurso no Oscar desde a infância.
“Eu não queria fazer esses filmes antes de fazê-los”, disse ele mais tarde à GQ. “Esses filmes são ridículos. Não são universais. São uma fuga.”
2019
‘Euphoria’ causa impacto
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Quando a primeira temporada de “Euphoria” estreou, em 16 de junho de 2019, Zendaya estava a apenas duas semanas da estreia da sequência de Homem-Aranha, “Longe de Casa”, que ultrapassaria uma bilheteria mundial de US$ 1 bilhão.
Naquele mesmo mês, Sweeney fez uma breve aparição em “Era Uma Vez em… Hollywood”, de Quentin Tarantino, filme que serviu como primeiro teste para outras It Girls, incluindo Mikey Madison, Margaret Qualley, Maya Hawke e Victoria Pedretti.
“Euphoria” imediatamente expõe as facetas mais cruas de suas estrelas, com Rue (Zendaya) tendo uma recaída imediata no uso de drogas, Nate (Elordi) ameaçando uma colega trans e agredindo um rival, e Cassie (Sweeney) tentando provar seu valor com uma sexualidade explícita.
2020
Sweeney se torna produtora.
A Fifty-Fifty, produtora de Sweeney focada em mulheres, anuncia seu primeiro projeto. “Por mais que as pessoas na indústria digam que apoiam as vozes femininas jovens, eu ainda tenho que lutar”, explica ela.
Zendaya se torna a vencedora mais jovem do Emmy de melhor atriz em série dramática
Aos 24 anos, Zendaya recebe a maior honraria da TV por seu papel em “Euphoria”. “Obrigada por criarem um espaço tão seguro para fazermos essa série tão difícil”, diz ela em um discurso de agradecimento isolado, em plena era da COVID.
Elordi é estereotipado
O caminho para a legitimidade é mais árduo para Elordi, cuja sequência de projetos fora do cinema — terror, comédias românticas, a comédia australiana “O Muito Excelente Sr. Dundee” — pouco contribui para mostrar sua versatilidade. “Ele é como o cara mais legal e babaca da fraternidade”, escreve um crítico sobre sua atuação no pouco visto “2 Hearts”.
2021
Zendaya experimenta um visual maduro
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Recém-premiada, a ascensão de Zendaya ao estrelato acelera ainda mais após a pandemia. “Malcolm & Marie”, filme que ela estrela e produz em colaboração com Sam Levinson, criador de “Euphoria”, é uma trama intensa sobre um casal tempestuoso que tenta se firmar em Hollywood.
Zendaya credita o filme por revitalizar sua criatividade durante a COVID, além de permitir que ela demonstrasse seu talento para os negócios: o filme foi vendido para a Netflix por US$ 30 milhões, beneficiando também a equipe por trás das câmeras.
“Criamos uma estrutura financeira em que todos os membros da nossa equipe também receberam uma porcentagem, então, quando o filme foi vendido, eles também ganharam dinheiro”, disse ela.
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Embora “Malcolm & Marie” seja “um filme indie ao extremo”, segundo Zendaya, e tenha recebido críticas mistas, ela seguiu com “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” (bilheteria: quase US$ 2 bilhões) e “Duna”.
2022
Sweeney é indicada ao Emmy duas vezes
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Sweeney expande seus horizontes com um papel na primeira temporada de “The White Lotus”, que se torna um grande sucesso de crítica e público para a HBO. Interpretando uma universitária em férias com a família, inspirada em parte, segundo ela, pelo podcast Red Scare (uma “garota do Twitter antenada, típica da Geração Z”), ela conquista duas indicações ao Emmy no mesmo ano, por “Euphoria” e “The White Lotus”.
“É uma honra saber que tanto Olivia quanto Cassie se conectaram com tantas pessoas”, escreveu ela no Instagram.
Elordi segue discreto
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Elordi aparece, ao lado de Ben Affleck e Ana de Armas, em “Deep Water”, um thriller erótico dirigido por Adrian Lyne (“Atração Fatal”) e coescrito por Levinson. Ele interpreta um “pianista brega” que conquista de Armas com uma versão de “The Lady Is a Tramp”.
“Ícone cultural em formação…”
Na capa da revista Time, Zendaya é considerada uma das pessoas mais influentes de 2022 e chamada de “uma força criativa autônoma” e “um ícone cultural em formação” pelo diretor de “Duna”, Denis Villeneuve. Mais tarde naquele ano, ela ganha seu segundo Emmy por interpretar Rue, tornando-se a primeira atriz negra a ganhar o prêmio de melhor atriz em série dramática duas vezes.
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2023
Sweeney orquestra um sucesso
Na tela e como produtora, Sweeney se inclina para o típico papel de ingênua de Hollywood em ascensão. Nos bastidores, defende mais histórias de mulheres nos filmes. Nas telas, busca um um papel mais convencional no filme “Reality”, produção independente experimental que rendeu elogios a sua atuação “tão convincente que é difícil se lembrar dela como a adolescente sarcástica e mimada de ‘The White Lotus’ ou a garota boazinha que se torna má em ‘Euphoria'”.
Mas a busca por legitimidade e seriedade sai prejudicada por ruídos extracurriculares que também aumentam sua visibilidade. Há uma longa controvérsia sobre bonés no estilo MAGA na festa de 60 anos de sua mãe. (Ela esclarece que os bonés vermelhos na verdade diziam “Make Sixty Great Again”.) Em setembro daquele ano, aparece num videoclipe dos Rolling Stones se contorcendo em cima de um conversível vermelho, vestida de couro, reforçando sua reputação de símbolo sexual.
Após alguns fracassos de bilheteria, Sweeney aparece ao lado de Glen Powell na comédia romântica , “Todo menos você”. Impulsionado em grande parte por especulações da imprensa sensacionalista sobre um romance entre os protagonistas, o filme arrecada US$ 220 milhões em bilheteria.
Elordi aprende o jogo
Elordi também experimenta a filosofia do “um para eles, um para mim”, embora faça um alerta sobre o velho ditado de Hollywood: “Essa também é uma armadilha. Porque pode se tornar 15 para eles, nenhum para você.”
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Seus fracassos (alguém se lembra de “He went that way”?) dão lugar a um sucesso underground que lhe garante credibilidade (“The sweet east”). Ele tem ainda uma atuação de prestígio como Elvis em “Priscilla”, de Sofia Coppola; e um verdadeiro sucesso da cultura pop com “Saltburn”, de Emerald Fennell.
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Seu 1,95 m de altura também ajuda. Coppola lembra de tê-lo escalado para o papel depois de observar mulheres se encantarem por ele no primeiro jantar: “Ele simplesmente tem um carisma, um efeito sobre as mulheres que imagino ser semelhante ao de Elvis.”
2024
Sweeney, garota-propaganda
Mesmo após uma grande vitória em Hollywood, Sweeney luta para se firmar, oscilando entre tentativas de filmes pipoca (“Madame Web”, “Immaculate”) ou de ganhar prêmios (“Christy”, interpretando uma boxeadora que esconde sua sexualidade e é vítima de violência doméstica), nenhuma das quais realmente decola.
Mais bem-sucedida? Uma campanha nas redes sociais com a Ford que explora sua imagem de garota de olhos azuis.
Zendaya complica as coisas
“Duna: Parte 2”, onde a personagem de Zendaya, Chani, floresce como o interesse amoroso de Paul Atreides, interpretado por Timothée Chalamet, arrecada US$ 715 milhões no mundo todo.
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Em “Rivais” (com Mike Faist e Josh O’Connor), dirigida por outro autor moderno, Luca Guadagnino, ela explora lados menos conhecidos de si mesma. Interpretando um símbolo sexual manipulador, ela prova ser uma protagonista capaz de garantir o sucesso de um filme de grande estúdio, sem propriedade intelectual, para o público adulto.
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Pelo papel de Tashi Duncan, uma tenista prodígio decadente, ela recebe uma indicação ao Globo de Ouro de melhor atriz.
Elordi exala bom gosto
Embora suas tentativas iniciais de amadurecer possam ter sido atrasadas pela pandemia e pelas grandes transformações da indústria cinematográfica de Hollywood, o trabalho de Elordi para tornar sua imagem de galã mais complexa começa a dar resultados.
Ao combinar bolsas de grife em fotos de paparazzi com um livro de bolso sempre presente — “A Leste do Éden”, de John Steinbeck, “A Arte do Cinema”, de Jean Cocteau, “A História Secreta”, de Donna Tartt — para contrabalançar sua masculinidade exuberante, Elordi se torna um namorado virtual com alma, ao libertar seu cinéfilo interior.
2025
Sweeney se entrega à guerra cultural
Depois de se esquivar cuidadosamente dos ventos anti-politicamente corretos, Sweeney aceita participar, ainda que timidamente, em um anúncio de jeans que sugere o trocadilho “genes incríveis”. Alguns gritam “sinal subliminar de eugenia!”, enquanto o vice-presidente JD Vance intervém para defendê-la de críticas (provavelmente exageradas) na internet, minimizando a situação como sendo apenas “uma garota bonita fazendo um anúncio de jeans”. (O presidente Donald Trump acrescenta, no Truth Social: “Arrasa, Sydney!”)
Embora continue a evitar perguntas sobre suas afiliações políticas — “Não estou aqui para dizer às pessoas o que pensar. Estou aqui apenas para abrir seus olhos para ideias diferentes” — Sweeney parece gostar do papel de bombshell travessa, escalando o letreiro de Hollywood para promover sua linha de lingerie em uma metáfora quase perfeita demais.
Elordi se lança como um galã erudito
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Os esforços de Elordi parecem ter conquistado a atenção dos diretores com quem ele tanto almejava trabalhar. O roteirista e diretor Paul Schrader (“Taxi Driver”, “American Gigolo”), que trabalha com ele em “Oh, Canada”, compara Elordi a Richard Gere: “Ele é, de certa forma, um retorno às estrelas de cinema da velha guarda”.
Em outubro, Elordi despertar o desejo do público pela Criatura do Dr. Frankenstein na adaptação para a Netflix dirigida por Guillermo Del Toro, um esforço que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de melhor ator coadjuvante.
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“Estou nessa jornada desde os 15 anos, sério — 365 dias por ano, não importa quantas horas eu esteja acordado, meu cérebro está consumido por atuação, filmes, atores, narrativa e drama”, disse ele à CBS. “Estou completamente imerso na arte de atuar e no negócio do cinema, e esse fascínio ainda não diminuiu.”
Uma segunda colaboração com Fennell, como Heathcliff em “O Morro dos Ventos Uivantes”, ao lado de Margot Robbie, inclui um pouco de todos os seus estilos e rende um grande momento na cultura pop, incluindo uma bilheteria superior a US$ 200 milhões.
Sweeney lucra
Antes da estreia em dezembro de “A Criada”, estrelado por Sweeney como uma empregada doméstica que mora com um belo casal com segredos, ela resolve algumas problemas nos bastidores. Termina o noivado com seu namorado de longa data e sócio na Fifty-Fifty, dissolvendo essa versão da empresa.
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Sweeney começa a namorar o controverso magnata da música Scooter Braun e gera uma infinidade de memes com uma entrevista em vídeo para a GQ na qual se recusa a ser definida, chamando o alvoroço sobre seus genes de “surreal”.
“A Criada”, que credita Sweeney como produtora executiva, arrecada US$ 400 milhões com um orçamento de US$ 35 milhões. Sim, ela está fazendo uma sequência.
2026
Zendaya, magnata moderna
Zendaya paira acima de tudo, mantendo uma excelente reputação ao longo da vida adulta, tornando-se uma das figuras mais reconhecidas e menos controversas de sua geração.
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Extremamente reservada, mesmo com fãs e tabloides ávidos por informações sobre seu relacionamento com o Homem-Aranha, ela aparece apenas para desmentir fotos de casamento geradas por IA — embora seu estilista, Roach, confirme a notícia — ou para promover seus projetos.
E são muitos. Zendaya, que agora ostenta mais de 175 milhões de seguidores no Instagram, tem cinco grandes projetos programados para este ano: além de “Euphoria” e “O Drama”, da A24, há “A Odisseia”, de Christopher Nolan, além de “Homem-Aranha: Um Novo Dia” e “Duna: Parte 3”.
“Só espero que vocês não enjoem de mim este ano”, diz ela.














