Fantasiar com outro durante o sexo é normal? Sexóloga tira dúvidas

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É comum que, no auge da intimidade com o parceiro, a mente divague para cenários com desconhecidos, celebridades ou até pessoas do convívio social. Segundo a psicóloga e sexóloga Alessandra Araújo, essa é uma das questões mais cercadas de tabus, mas a resposta é clara: fantasiar com outras pessoas durante o sexo é absolutamente comum e considerado um mecanismo saudável de excitação.

O “Boost” na excitação

Para a sexologia, a fantasia funciona como uma ferramenta de segurança e amplificação do prazer. “O cérebro precisa de novidade e imagens vívidas para atingir o pico de excitação”, explica Alessandra. O cenário imaginário libera inibições e intensifica o foco, funcionando como um laboratório mental onde é possível explorar desejos sem riscos de julgamento ou consequências sociais.

Isso indica insatisfação com o parceiro?

Na maioria dos casos, não. A especialista afirma que a fantasia foca na novidade e no “gatilho” rápido da excitação, algo que a rotina de um relacionamento estável nem sempre oferece. “É possível amar e desejar profundamente o parceiro e usar a fantasia para dar um boost na excitação”, diz a sexóloga. O sinal de alerta só acende se a fantasia for usada exclusivamente como fuga ou se for a única forma de sentir desejo.

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Fantasia vs. desejo de ação

De acordo com a sexóloga, há uma diferença ética fundamental entre imaginar e querer realizar. “A fantasia é um ato de autoestimulação cerebral, sem intenção real de quebrar a exclusividade sexual. Já o desejo de ação envolve a busca real pelo indivíduo fantasiado, o que move a questão para a esfera da fidelidade e ética do casal”, esclarece.

Devo contar para o meu parceiro?

O diálogo é descrito como uma “faca de dois gumes”. Se o casal tem maturidade e segurança, revelar desejos pode fortalecer a intimidade e ser usado no dirty talk ou role playing. No entanto, Alessandra recomenda cautela:

Evite: revelar fantasias com ex-parceiros, amigos próximos ou familiares, o que pode gerar conflitos e quebrar a confiança.
Prefira: focar em cenários ou atos abstratos (como “fantasiar com um dominador”) em vez de pessoas específicas.

Quando buscar ajuda?

A fantasia torna-se um problema quando substitui a realidade. Segundo a especialista, se ela for a única fonte de prazer, se tornar compulsiva ou gerar angústia e culpa, o acompanhamento terapêutico é recomendado para entender a lacuna entre o desejo e a realidade.

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