A equipe de jornalismo do Amazônia Agora acompanhou, nos últimos dias, de perto a atuação da Prefeitura de Rio Branco no atendimento às famílias atingidas pela cheia do Rio Acre. Mesmo sem o apoio financeiro do governo federal, a gestão municipal segue intensificando os esforços para garantir assistência às vítimas da enchente que já afetou mais de 12 mil pessoas, tanto na zona urbana quanto em comunidades rurais.
Sob coordenação da Defesa Civil Municipal, equipes de diferentes secretarias trabalham de forma contínua para assegurar abrigo, alimentação, atendimento médico e suporte social às famílias desalojadas.
Parque de Exposições vira principal ponto de acolhimento
O Parque de Exposições Wildy Viana, no Segundo Distrito da capital, se tornou o principal abrigo para as famílias atingidas pelas enxurradas provocadas pelas fortes chuvas e pelo transbordamento do Rio Acre, que inundou diversas áreas de Rio Branco.
De acordo com a Defesa Civil, a cheia impactou diretamente 30 bairros e 23 comunidades rurais, atingindo principalmente regiões mais vulneráveis. O nível do rio já ultrapassou 15,40 metros, permanecendo acima da cota de transbordamento e exigindo operações constantes de resgate e suporte às famílias.
Suporte integral e trabalho diuturno
O coordenador da Defesa Civil Municipal, tenente-coronel Cláudio Falcão, afirmou que a Prefeitura não tem medido esforços para garantir suporte completo às vítimas.
“Estamos trabalhando diuturnamente, com todos os órgãos da Prefeitura envolvidos, para montar uma estrutura de acolhimento que atenda de forma eficiente a todas as pessoas que precisaram ser retiradas de suas casas. Este é o terceiro transbordamento do Rio Acre, e a Prefeitura tem demonstrado uma atuação firme, com equipes de resgate e apoio médico sempre à disposição”, destacou.
Além do abrigo, as famílias recebem alimentação, cuidados médicos e acompanhamento social, com foco no acolhimento humanizado, algo que tem sido reconhecido por quem está vivendo o drama da enchente.
Vítimas elogiam atendimento no abrigo
Entre os abrigados no parque está Ângela Souza, moradora do bairro Cadeia Velha, que precisou deixar sua residência com a família.

“O atendimento tem sido maravilhoso. Desde o momento do resgate até o acompanhamento médico, tudo foi muito rápido e bem-feito. Aqui no abrigo temos café da manhã, almoço e janta, e a equipe médica está sempre disponível. Não tenho do que reclamar”, relatou.
Atendimento humanizado e apoio social
O diretor de Assistência Social e Direitos Humanos, Ivan Ferreira, ressaltou que o acolhimento humanizado tem sido uma prioridade da gestão municipal.
“Nosso compromisso é garantir que cada pessoa aqui seja tratada com dignidade e respeito. A nossa Secretaria tem trabalhado de perto com a Defesa Civil e outras secretarias para prestar toda a assistência necessária. O atendimento inclui triagem, apoio psicológico, auxílio para acesso a benefícios e a entrega de kits de higiene”, explicou.
Segundo ele, o trabalho da assistência social vai além do atendimento imediato, buscando também oferecer apoio emocional para reduzir os impactos causados pela tragédia.
“A solidariedade é essencial neste momento, e nossa missão é estender a mão para cada pessoa que precisa de ajuda”, completou.
Recursos federais ainda não chegaram
Apesar da gravidade da situação, a Defesa Civil informou que os recursos do governo federal ainda não foram liberados, o que dificulta o avanço das ações com maior agilidade.

“O decreto de situação de emergência foi assinado pelo prefeito Tião Bocalom no dia 29 de dezembro e publicado no mesmo dia. No entanto, o apoio financeiro do governo federal ainda não chegou”, lamentou Cláudio Falcão.
Mesmo diante das dificuldades, a Prefeitura segue mobilizada para manter o atendimento às famílias e garantir que nenhuma vítima da cheia fique sem assistência.













