Ação retira 383kg de moedas jogadas nas Cataratas do Iguaçu

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Uma tradição popular que configura um crime ambiental. No Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná, turistas têm o hábito de jogarem moedas nas Cataratas do Iguaçu, como uma fonte dos desejos, prática que gera o acúmulo de metais e impacta na qualidade da água. Ação feita na última quinta-feira (23/4) pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), pelo Corpo de Bombeiros, pela concessionária Urbia+Cataratas e com apoio de voluntários retirou 383kg de moedas do local.

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Além das moedas, foram encontrados objetos pessoais como bonés, óculos e garrafas. A limpeza é feita periodicamente, já que a prática continua recorrente mesmo com os alertas.

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As moedas que foram retiradas devem passar por uma triagem, mas a expectativa é que a maioria tenha sofrido um processo de corrosão pelo contato com a água e precise ser descartada. Já as que ainda estão utilizáveis são destinadas a ações ambientais no Parque.

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“Jogar moedas nas Cataratas do Iguaçu, por mais que seja uma crença para muitas pessoas ao fazer um pedido, é proibido no parque e representa um risco para o meio ambiente”, alerta o gerente de sustentabilidade da Urbia+Cataratas, André Franzini. “Os metais contidos nas moedas podem contaminar a água e afetar a fauna aquática”.

O perigo está no acúmulo desses materiais ao longo do tempo. Quando em contato com a água, as ligas metálicas presentes nas moedas iniciam um processo de corrosão que libera substâncias potencialmente tóxicas. “Esse processo pode degradar micro-habitats aquáticos, especialmente aqueles associados ao substrato rochoso, além de representar riscos diretos à fauna, seja pela ingestão desses materiais, seja pela contaminação e possível redução da disponibilidade de alimento”, explica Carlos Vinícius Rodrigues, analista ambiental do Parque Nacional do Iguaçu.

Embora seja feita com certa frequência, a retirada dos resíduos depende das condições ideais no Rio Iguaçu e envolve riscos às equipes. A ação é feita por técnicos especializados e com o devido treinamento. Além de crime ambiental, jogar moedas no rio pode ser entendido como deterioração de patrimônio público.

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