Acre projeta R$ 9,33 bilhões em receitas próprias para 2026; FPE deve garantir mais de R$ 8 bilhões

publicidade

O governo do Acre vai trabalhar, em 2026, com uma previsão de R$ 9,33 bilhões em receitas próprias do Tesouro Estadual. O maior volume de recursos virá do Fundo de Participação dos Estados (FPE), que sozinho deve garantir mais de R$ 8 bilhões aos cofres públicos ao longo do ano.

Os números constam no Decreto nº 11.833, publicado no Diário Oficial do Estado do Acre (DOE) desta terça-feira (24), que estabelece as regras para execução orçamentária, financeira e contábil do Poder Executivo.

FPE lidera arrecadação

O principal destaque da previsão orçamentária é o FPE, com estimativa de R$ 8,008 bilhões ao longo do ano — a maior parte da receita estadual.

Entre as receitas vinculadas à atividade econômica local, o ICMS aparece com previsão de R$ 2,228 bilhões. Já o IRRF soma R$ 792,3 milhões, enquanto o IPVA deve gerar R$ 145,3 milhões em 2026.

Outras receitas têm participação menor na arrecadação, como:

  • ITCMD: R$ 10,5 milhões

  • IPI: R$ 1,7 milhão

  • Taxas diversas

Leia Também:  Uma pessoa morre após desabamento de teto de restaurante em SP

Após as deduções obrigatórias, estimadas em R$ 1,95 bilhão, o total líquido projetado fecha em R$ 9,33 bilhões.

Arrecadação por bimestre

A meta de arrecadação foi dividida em seis bimestres:

  • 1º bimestre: R$ 1,64 bilhão

  • 2º bimestre: R$ 1,37 bilhão

  • 3º bimestre: R$ 1,74 bilhão

  • 4º bimestre: R$ 1,39 bilhão

  • 5º bimestre: R$ 1,32 bilhão

  • 6º bimestre: R$ 1,84 bilhão

O maior volume está previsto para o último bimestre do ano, período em que tradicionalmente há incremento de receitas, especialmente do ICMS.

Distribuição dos recursos

O decreto também fixa R$ 2,219 bilhões em cotas orçamentárias trimestrais de custeio para órgãos da administração direta e indireta, divididos igualmente entre os quatro trimestres.

Na administração direta, os maiores orçamentos de custeio são:

  • Secretaria de Estado da Fazenda: R$ 949,6 milhões

  • Secretaria de Educação: R$ 93,1 milhões

  • Secretaria de Agricultura: R$ 64 milhões

  • Secretaria de Obras Públicas: R$ 33,9 milhões

Na administração indireta, os maiores volumes são:

  • Fundo Estadual de Saúde (Fundes): R$ 364 milhões

  • Deracre: R$ 114 milhões

  • Iapen: R$ 98 milhões

  • Fundhacre: R$ 49,5 milhões

Leia Também:  Sine abre 668 vagas de emprego em Rio Branco; tem oportunidade para todos!

Prioridades de pagamento

O decreto estabelece uma ordem obrigatória de pagamento. Antes de qualquer despesa discricionária, o Estado deverá priorizar:

  • Salários e encargos sociais;

  • Dívida pública;

  • Precatórios e decisões judiciais;

  • Obrigações tributárias;

  • Contratos continuados.

Somente após essas etapas os demais gastos poderão ser executados.

#Acre, orçamento 2026, FPE, ICMS, finanças públicas, governo do Acre, arrecadação

Compartilhe essa Notícia

publicidade