Bastidores do Poder: reta final nas urnas, Câmara em articulação e contas sob cobrança

A reta final de Mailza e Alan, as articulações na Câmara, as cobranças do TCE e os desafios fiscais: a análise de Fabio Azevedo sobre a semana política.
Acre prevê impacto anual de R$ 35 milhões com mudança na isenção do IR

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Por Fabio Azevedo | Amazônia Agora

Análise política — fatos publicados pelo portal entre 19 e 22 de outubro de 2026.

A semana política acreana reuniu três disputas que continuarão produzindo efeitos depois de domingo: a corrida pelo Palácio Rio Branco, a articulação pelo comando da Câmara da capital e a cobrança por explicações sobre o dinheiro público. Enquanto as campanhas tentam conquistar os últimos votos, a próxima gestão já encontra uma pauta de fiscalização e limites orçamentários. Esta coluna faz uma leitura dos acontecimentos registrados pelo Amazônia Agora.

Mailza tem vantagem na pesquisa; a urna continua aberta

A pesquisa Real Time Big Data publicada pelo portal na terça-feira, 20, apresentou Mailza Assis com 59% e Alan Rick com 41% dos votos válidos. Nos votos totais, os percentuais foram de 50% e 35%, respectivamente; brancos e nulos somaram 11%, e 4% não souberam ou não responderam.

O levantamento ouviu 1.600 eleitores entre 15 e 19 de outubro, com margem de erro de dois pontos percentuais e confiança de 95%. O registro informado é AC-09297/2026. Na avaliação da coluna, os números dão a Mailza um argumento de força na mobilização final. Para Alan, mostram o tamanho do desafio. Pesquisa retrata um período de coleta; a eleição será decidida pelos votos de domingo.

Interior e televisão: escolhas para os últimos dias

A agenda divulgada para esta quinta-feira colocou Mailza em mobilizações em Epitaciolândia e Brasiléia, enquanto Alan reservou o dia para reuniões e preparação para a participação na Rede Amazônica. Com a ausência anunciada de Mailza, o encontro foi previsto como sabatina com Alan.

A leitura política é direta: uma agenda aposta no contato com eleitores no interior; a outra oferece exposição televisiva ao adversário. A ausência de um candidato abre espaço para que o outro apresente suas propostas sem confronto presencial. O alcance eleitoral dessas escolhas, porém, não pode ser medido apenas pelo anúncio dos compromissos.

A Câmara já olha para janeiro

O segundo turno ainda não terminou, mas o comando da Câmara de Rio Branco para 2027 e 2028 já entrou nas conversas do PP. Elzinha Mendonça defendeu maior participação feminina na Mesa; José Aiache destacou a relação institucional com o Executivo e a autonomia do Legislativo; Bruno Moraes colocou o nome à disposição.

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A notícia não trouxe uma composição fechada. Na avaliação desta coluna, as manifestações demarcam posições antes da intensificação das negociações. O ponto a acompanhar será a capacidade de reunir votos entre os vereadores. Relação próxima com a prefeitura pode facilitar diálogo, mas a presidência da Casa também terá de garantir espaço para fiscalização e divergência.

Asfalto também precisa de prestação de contas

O TCE citou Tião Bocalom e Antônio Cid Rodrigues Ferreira para apresentar justificativas sobre conclusões de um relatório complementar relacionado ao Asfalta Rio Branco. O prazo informado é de 15 dias úteis, no processo nº 146.801-TCE/AC.

A cobrança merece acompanhamento porque pavimentação é um dos serviços mais sentidos pelo morador. Entrega de obra e regularidade contratual precisam caminhar juntas. A citação, contudo, não equivale a condenação: os responsáveis têm direito de apresentar documentos e defesa, que deverão ser analisados pelo tribunal.

Fiscalização alcança as contas da PM

Outra frente do TCE envolve as contas da Polícia Militar referentes a 2022. O portal registrou notificações sobre questões contábeis, fiscalização contratual e controles internos, com prazo para esclarecimentos. A atual comandante também foi chamada a fornecer informações complementares.

São processos distintos, mas com uma exigência comum: documentação capaz de explicar a aplicação dos recursos. Cabe acompanhar as respostas e o julgamento, sem transformar apontamento preliminar em culpa estabelecida.

O orçamento também estará na mesa do vencedor

A Sefaz estima impacto anual de R$ 35 milhões na arrecadação estadual decorrente da mudança na isenção do Imposto de Renda. Segundo a matéria publicada nesta semana, esse efeito já está incorporado às projeções de 2026 e 2027. O documento também aponta risco adicional de frustração de receita, sem autorizar uma soma automática entre as estimativas.

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Politicamente, o tema exige que as promessas de campanha venham acompanhadas de explicação sobre financiamento. O eleitor pode cobrar de ambos os candidatos quais despesas terão prioridade e como preservar serviços se a arrecadação ficar aquém do previsto.

Proposta de saúde pede plano de execução

Alan apresentou um mutirão para mais de 30 mil pessoas nos primeiros cem dias de uma eventual gestão, com organização das filas e central de regulação. Mailza, em encontro com jovens noticiado na segunda-feira, apresentou propostas de qualificação, primeiro emprego e tecnologia.

São compromissos de campanha. A cobrança útil, desde agora, é por metas, equipes, custos e prazos. Depois da eleição, esses elementos permitirão avaliar a execução do que foi anunciado.

Brasília transforma sigilos em pauta eleitoral

No cenário nacional, Lula e Flávio Bolsonaro levaram à reta final a disputa sobre abertura de sigilos. O noticiário do portal registrou autorizações, condições e anúncios das campanhas.

Na leitura da coluna, transparência deve ser cobrada com o mesmo critério dos dois lados. Anunciar disposição para abrir dados e efetivamente disponibilizá-los são etapas diferentes. O acompanhamento precisa verificar documentos e providências, além das declarações de campanha.

O recado da semana

As urnas de 25 de outubro definirão o governo, mas não encerrarão a cobrança pública. Câmara, órgãos de controle e orçamento continuarão na agenda. A tarefa de quem vencer será apresentar resultados e explicar decisões; a do jornalismo será acompanhar os compromissos, conferir documentos e cobrar respostas.

Coluna elaborada a partir da cobertura do Amazônia Agora no período indicado. As avaliações expressam análise editorial; agendas, propostas e procedimentos são descritos conforme o estágio informado nas publicações consultadas.

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Fabio Azevedo — Amazônia Agora

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