Ciência do Acre avança: Ufac e cooperativa testam produção industrial de nibs de cupuaçu

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Pesquisadores da Universidade Federal do Acre e técnicos da Cooperativa Reca realizaram, no fim de fevereiro, uma série de testes e avaliações para a produção industrial de nibs de cupuaçu. As atividades aconteceram na Unidade de Tecnologia de Alimentos (Utal) e no Laboratório de Sementes, no campus-sede da universidade.

Os nibs são as amêndoas de cupuaçu ou cacau sem casca, obtidas após os processos de fermentação e torrefação. O produto possui alto valor agregado e pode ser consumido diretamente ou utilizado como matéria-prima na produção de chocolates e derivados.

Segundo o professor da UFAC, Eduardo Mattar, a iniciativa faz parte de um termo de cooperação entre a universidade e a cooperativa. Ele explicou que um estudo anterior já resultou no desenvolvimento e registro de uma patente relacionada ao processo de produção de nibs de cupuaçu.

“Dando continuidade a esse trabalho e a partir dessa inovação tecnológica, técnicos das duas instituições estão atuando juntos para reproduzir o processo em escala industrial, com o objetivo de atender à agroindústria da cooperativa formada por agricultores familiares”, afirmou.

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🌱 Tecnologia para fortalecer a produção amazônica

Durante os testes, a equipe também elaborou um fluxograma detalhado com todas as etapas da produção, além de definir quais equipamentos serão necessários para implantar a tecnologia em maior escala.

Para o engenheiro de alimentos Gabriel Pinheiro, a iniciativa representa uma grande oportunidade de valorizar um produto típico da Amazônia e ampliar a produção de cupulate, conhecido como o chocolate de cupuaçu.

“Nossa cooperativa possui uma das maiores produções de cupuaçu do mundo e, com a tecnologia desenvolvida, teremos condições de diversificar ainda mais os produtos derivados dessa espécie”, destacou.

A parceria entre universidade e cooperativa busca fortalecer a agroindústria regional, gerar mais renda para agricultores familiares e ampliar o aproveitamento econômico de espécies tradicionais da floresta.

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