FBI diz ter imagens do atirador que matou Charlie Kirk: “universitário”

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O atirador ainda não foi detido, mas as autoridades começaram a revelar alguns detalhes, como, por exemplo, o facto de terem um vídeo e fotografias do suspeito de matar Charlie Kirk

Charlie Kirk, aliado de Donald Trump, foi assassinado a tiro durante um evento na Utah Valley University, nos Estados Unidos. A morte do ativista ultraconservador de 31 anos foi confirmada, posteriormente, pelo presidente norte-americano. Mas, o que se sabe acerca do suspeito, que ainda não foi detido?

De acordo com a Sky News, que cita o comissário do Departamento de Segurança Pública do Utah, o suspeito “parece ter idade universitária” e é do sexo masculino.

“Estamos confiantes da nossa capacidade para localizar este indivíduo. Se não o conseguirmos identificar imediatamente, procuraremos a ajuda da população e dos meios de comunicação para divulgar fotos”, disse. 

O comissário salientou que, apesar de estarem fazendo de tudo para o encontrarem, não sabem “quão longe estará”.

Por sua vez, Robert Bohls, agente do FBI, voltou a afirmar que as autoridades não sabem do paradeiro do suspeito. No entanto, o FBI tem “um bom vídeo” do indivíduo, assim como imagens do seu rosto, notando que as fotografias poderão ser divulgadas em breve

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Foi também revelado que as autoridades encontraram uma arma – uma espingarda – que acreditam ser “a arma usada no tiroteio” e que será avaliada pelo laboratório.

O FBI terá também conseguido perceber quais foram os movimentos do suspeito, tanto quando entrou no campus universitário, assim como a sua saída do local. 

Na quarta-feira (10), foram detidas duas pessoas. Ambas foram libertadas, já que a polícia não teria encontrado ligações com o crime. O FBI disse que as duas pessoas tem recebido “ameaças”, mas que, até então, são inocentes.

Quem era Charlie Kirk?

Charles James Kirk, conhecido como Charlie Kirk, nasceu a 14 de outubro de 1993, filho de um arquiteto e de uma conselheira de saúde mental. Cresceu nos subúrbios de Chicago e, aos 31 anos, era um influente ativista político conservador, tendo feito parte das campanhas eleitorais de Donald Trump. 

O ativista deu os primeiros passos na política ainda na escola e, em 2012, quando tinha 18 anos, fundou a Turning Point USA (TPUSA), uma organização ultraconservadora que tem como objetivo promover políticas nos campus de escolas de ensino médio e universidades. 

A organização ganhou fama, sobretudo, pelo seu site Professor Watchlist, que pretende denunciar professores que “discriminam estudantes conservadores e promovem propaganda esquerdista nas salas de aula”. Porém, era acusada de perseguir profissionais sem base, fatos ou registros.

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A Turning Point USA está presente em mais de 3.500 escolas e universidades dos 50 estados norte-americanos. Atualmente, conta ainda com várias organizações irmãs, como Turning Point Action, Turning Point Faith e Turning Point Academy.

Além disso, Kirk afirmou-se como uma personalidade da mídia norte-americana, sendo apresentador do ‘The Charlie Kirk Show’, um programa no canal Real America’s Voice. Escreveu também livros, incluindo o bestseller ‘The MAGA Docrine: The Only Ideas That Will Win The Future’ [‘A Doutrina MAGA: As Únicas Ideias Que Vencerão o Futuro’, na tradução livre], escreve a BBC.

A sua popularidade aproximou-o do republicano Donald Trump e, em 2020, liderou a ‘Students for Trump’ e promoveu uma campanha para recrutar um milhão de estudantes para a sua reeleição.

Kirk destacou-se também pelas suas opiniões controversas em relação a temas como o aborto, religião e educação. Estas opiniões, destaca o Le Figaro, fizeram com que fosse adorado por uns e odiado por outros. O homem era conhecido por propagação de discurso de ódio, principalmente contra a comunidade LGBTQIA+, e defendia constantemente o uso de armas.

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