
Vídeo mostra, segundo agências iranianas, comandante da Marinha da Guarda Revolucionária do Irã, Alireza Tangsiri, dá a ordem para fechar o Estreito de Ormuz.
Divulgação/Guarda Revolucionária do Irã
A Guarda Revolucionária do Irã divulgou nesta segunda-feira (30) um vídeo que, segundo as mídias estatais iranianas, mostra o momento em que o chefe da Marinha da guarda dá a ordem para fechar o Estreito de Ormuz.
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PERFIL: Tangsiri fazia ameaças a EUA e usava redes para expor ações no Golfo
“O momento histórico em que o bravo comandante da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica, o mártir Alireza Tangsiri, deu o código ‘O Fatima Al-Zahra’, em que o Estreito de Ormuz foi fechado para os Estados Unidos para sempre e jamais será reaberto!”, afirmou o vídeo, compartilhado por agências estatais iranianas.
Israel afirma que matou comandante da Marinha iraniana
O vídeo foi divulgado horas após o regime do Irã ter confirmado a morte de Tangsiri. Segundo a Guarda Revolucionária iraniana, ele não resistiu a ferimentos graves “após agressão dos EUA e de Israel”.
O Estreito de Ormuz foi fechado pelo Irã em 28 de fevereiro logo após os bombardeios em larga escala dos EUA e de Israel em território iraniano que deram início à guerra no Oriente Médio. Desde então, o trânsito de navios comerciais pelo estreito caiu 97%, segundo o jornal “Financial Times”. O Irã chegou a negociar a passagem de alguns poucos navios de países que não são aliados de nenhum dos dois rivais.
Mais recentemente, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que Teerã permitiu a passagem de alguns navios como “sinal de boa-fé” em meio às negociações indiretas por um cessar-fogo entre os dois países. No domingo, Trump disse que o número de embarcações que poderão navegar pelo estreito subiu para 20.
Israel mata comandante iraniano
Comandante da Marinha da Guarda Revolucionária do Irã, Alireza Tangsiri.
Divulgação/Alireza Tangsiri no X
A morte de Tangsiri foi reivindicada por Israel em 26 de março. O comandante foi morto em um bombardeio noturno em Bandar Abbas, no sul do Irã, junto com outras lideranças da Marinha da Guarda iraniana, segundo o governo israelense.
“Na noite passada, em uma operação precisa e letal, as Forças de Defesa de Israel eliminaram o comandante da Marinha da Guarda Revolucionária, Tangsiri, juntamente com oficiais de alto escalão do comando naval”, disse o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, em uma declaração em vídeo.
O Exército israelense afirmou em comunicado que Tangsiri era responsável por executar o fechamento do Estreito de Ormuz”, importante via marítima por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, “e supervisionou ações no domínio marítimo contra países do Oriente Médio”. O canal está bloqueado há quase um mês por conta da guerra contra os EUA e Israel.
Em vida, Tangsiri fazia ameaças constantes aos EUA e compartilhava ações no Golfo Pérsico pelas redes sociais. Saiba quem ele era.
“O almirante guardião mártir Alireza Tangsiri, que após duros golpes que levaram à destruição de importantes instalações e infraestruturas do inimigo e à queda de uma aeronave americana, enquanto organizava e reforçava as forças e fortalecia o escudo defensivo das ilhas e costas utilizadas por inimigos agressores, veio a falecer em decorrência da gravidade de seus ferimentos”, afirmou a Guarda Revolucionária em comunicado oficializando sua morte.
O braço militar iraniano disse que sua luta contra EUA e Israel continuará “com golpes contundentes” no Estreito de Ormuz mesmo com a morte de Tangsiri, que chamou de “comandante corajoso”.
Além de Tangsiri, o Exército israelense disse que também matou no ataque o chefe de Inteligência da Marinha da Guarda iraniana, Behnam Rezaei. A mídia estatal iraniana, no entanto, não confirmou sua morte até a última atualização desta reportagem.
A morte de Tangsiri seguiu uma tendência de assassinatos de autoridades de alto escalão do regime iraniano realizada por Israel e EUA desde o início da guerra. Entre as autoridades de Teerã mortas no conflito, as de maior destaque até o momento são o então líder supremo Ali Khamenei e o então chefe do Conselho Supremo de Segurança Ali Larijani.










