O Projeto de Integração da Cadeia do Açaí entrou em fase de execução no Pará e já registra a adesão dos primeiros produtores. Lançado recentemente pela Polpanorte, líder brasileira na produção e comercialização de sorbet do fruto, o programa de fomento que prevê a estruturação da produção com base em assistência técnica contínua, acesso a crédito e previsibilidade na comercialização, passa agora a operar com atuação direta em campo e início da implementação do modelo junto aos agricultores.
Marcando o início da operacionalização, o primeiro contrato foi formalizado com o produtor rural Anderson Scaramuça, que passa a integrar a ação neste estágio inicial. “É um projeto que eu acreditei e confio. Com esse apoio, a gente consegue melhorar a produção, ter mais assistência e trabalhar com mais segurança”, afirma.
O avanço da iniciativa acompanha a relevância econômica do açaí para a região. Considerado o “ouro roxo” amazônico, o fruto é uma das principais fontes de renda para milhares de famílias no Pará e tem papel central na dinâmica econômica regional e nacional. Dados da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) indicam que o Estado concentra 93,8% do valor total da produção da cultura no Brasil.
Assim, o modelo proposto pela Polpanorte busca dar mais previsibilidade à base produtiva, reduzindo gargalos históricos da cadeia, como a volatilidade de preços e a ausência de assistência técnica estruturada.
Na prática, os produtores participantes passam a ter acesso facilitado a linhas de financiamento voltadas a custeio, investimento e manutenção, associadas a acompanhamento técnico no campo e a contratos de comercialização com garantia de compra da produção.
“Só o fato de produzir e saber que tem para quem vender já muda tudo. Isso é o sonho para todos nós que somos produtores”, completa Scaramuça.
O programa integra diferentes agentes da cadeia produtiva e conta com o Banco do Brasil como agente financeiro, além da atuação de instituições como Embrapa, FAEPA e SENAR/ATEG, responsáveis pelo suporte técnico e científico.
Segundo a empresa, a proposta é aumentar a eficiência produtiva, melhorar a qualidade da matéria-prima e fortalecer a organização da cadeia no estado, acompanhando a crescente demanda do mercado.
“O projeto estrutura a base da cadeia produtiva, trazendo mais segurança para o produtor e maior estabilidade para toda a operação. Isso permite avançar em qualidade e planejamento”, afirma João Zeppone, CEO da Polpanorte.
A expectativa é ampliar a adesão nos próximos meses, com expansão do programa para outros municípios paraenses e fortalecimento da base produtiva em linha com o crescimento do consumo, que segue em alta no Brasil e no exterior.














