Metade dos municípios do Acre relatam falta de vacinas em seus estoques, de acordo com um recente estudo da Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Embora não haja detalhes sobre quais vacinas estão em falta, alguns municípios indicam escassez de determinados imunizantes há mais de 30 dias, enquanto outros enfrentam desabastecimento por mais de 90 dias.
A análise por estado mostra que 83,7% dos municípios de Santa Catarina enfrentam falta de vacinas, seguidos por Pernambuco com 80,6% e Paraná com 78,7%. A vacina contra a varicela, que é administrada a crianças de 4 anos como reforço contra a catapora, está em falta em 1.210 municípios, com uma média de desabastecimento superior a 90 dias.
A vacina contra a Covid-19 para crianças também está escassa, afetando 770 municípios que relataram uma média de 30 dias sem o imunizante. Além disso, a vacina Meningocócica C, que protege contra infecções graves como a meningite, está indisponível em 546 municípios, com um período médio de falta de 90 dias. Outras vacinas também estão em falta: a Tetraviral (contra sarampo, caxumba e rubéola) em 447 municípios; a Hepatite A em 307 municípios; e a DTP (contra difteria, tétano e coqueluche) em 288 municípios.
O Ministério da Saúde é responsável pela aquisição e distribuição das vacinas do Calendário Nacional de Vacinação para os municípios, enquanto os Estados devem fornecer seringas e agulhas para a vacinação.
A pesquisa também revelou a falta de vacinas contra a Covid-19 para adultos em 269 municípios. Dados da Fiocruz mostram um aumento de 66% nos casos da doença entre julho e agosto deste ano, indicando que o vírus continua a circular e causar infecções graves e mortes.
Além disso, a saúde pública municipal enfrenta um surto de coqueluche, com duas mortes de crianças confirmadas este ano, sendo o último óbito registrado em 2021. A coqueluche, que já causou milhares de mortes de crianças nos anos 90, está novamente preocupando as autoridades.