Abandono e revolta: Alunos de Medicina Veterinária clamam por dignidade no ramal que liga com a Ufac

O chamado “caminho da veterinária” foi criado entre 2021 e 2022 a pedido da coordenação do curso, com o objetivo de facilitar o deslocamento dos alunos ao bloco ou de lá para outros pontos do campus. Durante a campanha de reeleição, foi prometida a pavimentação do trajeto, mas desde sua abertura nenhuma melhoria foi realizada. Isso tem se tornado um problema para os estudantes que não dispõem de transporte próprio. Essa é a realidade enfrentada pelos estudantes do curso de Bacharelado em Medicina Veterinária da Universidade Federal do Acre (Ufac).

“Como se não bastasse a lama ou o sol, o caminho é mal iluminado, causando insegurança nos alunos que, por vezes, possuem aula até as 17h50 ou encerram o dia de estágio na Unidade de Ensino e Pesquisa em Medicina Veterinária (UEPMV/Ufac) após as 18h.”, relatou um aluno, através de uma página no Instagram.

Aqueles sem transporte enfrentam uma escolha difícil: percorrer 4,2 km (ida e volta) pelo trajeto mais longo até o RU, ou encarar as condições adversas do caminho de lama e calor intenso. Quem opta pelo percurso mais longo também se depara com o risco de assaltos, enquanto quem escolhe o caminho enfrenta a lama, a escuridão e perigos como acidentes envolvendo animais silvestres, além de situações graves, como o caso de estupro ocorrido em 2018.

Enquanto isso, a gestão da universidade direciona recursos para outras obras, como a reforma prolongada do prédio da reitoria, a construção de um depósito patrimonial, novos blocos e passarelas para diferentes setores. A pavimentação do caminho da veterinária, no entanto, segue sendo deixada de lado, como se estivesse à espera de um incidente mais grave para ser priorizada.

 

Vídeo: arquivo pessoal.

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