Fabiano Azevedo do Site Amazônia Agora
Na última sessão da Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac), o deputado Edvaldo Magalhães, representante do PCdoB, trouxe à tona uma preocupante realidade que assola os posseiros que há décadas habitam os seringais do estado.
O ponto central de sua intervenção foram os chamados projetos de crédito de carbono, os quais Magalhães classifica como uma nova forma de pressão e ocupação dessas terras históricas. Segundo suas palavras, esses projetos são negociados entre os “antigos proprietários” dos seringais, que estão ocupados há décadas por posseiros, e empresas que oferecem uma atraente compensação financeira. No entanto, o deputado alerta que essa suposta oportunidade de lucro fácil é uma ilusão que abre uma nova frente de conflito pela posse da terra no Acre.
Magalhães destacou que a tensão é particularmente aguda na região de Tarauacá/Envira, com especial incidência em Feijó, onde os conflitos têm se intensificado. Também mencionou Tarauacá, onde exemplificou a situação na área pertencente ao apresentador Ratinho, que abriga cerca de 600 famílias. A falta de regularização fundiária, segundo o parlamentar, é o cerne do problema, pois a construção de projetos como esse sem a devida regularização ignora uma questão básica: é impossível certificar um projeto de crédito de carbono para certificação sem a regularização fundiária e sem garantir a regularização dos moradores.
Antecipando medidas para lidar com essa preocupante situação, o deputado anunciou uma agenda para o mês de abril, na qual a Defensoria Pública estará presente em Tarauacá. O objetivo é ouvir os posseiros afetados por esses projetos e encaminhar soluções que garantam seu direito legítimo à posse da terra.
A fala de Edvaldo Magalhães ecoa como um alerta sobre os perigos iminentes que os posseiros enfrentam diante dessas novas formas de pressão e ocupação, reforçando a neces