Dólar abre em alta atento à inflação americana e aos próximos passos do Fed


Entenda a megaoperação que mira esquema bilionário do PCC
O dólar iniciou a sessão desta sexta-feira (29) em alta. Por volta das 9h05, a moeda americana subia 0,34%, cotada a R$ 5,424. Já o Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, abre às 10h.
Os mercados seguem atentos aos novos desdobramentos do impasse no Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Isso porque um juiz federal vai analisar hoje se deve impedir temporariamente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de demitir a diretora Lisa Cook.
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▶️ Ainda com os juros americanos no radar, nos EUA também será divulgado do índice de preços de despesas de consumo pessoal (PCE), indicador inflacionário que o Fed acompanha de perto para ajustar a política monetária. O dado de julho deve mostrar se a atividade econômica do país está perdendo força ou se os cortes de juros devem ser adiados.
A expectativa dos analistas consultados pela Reuters é de que o indicador tenha um avanço mensal de 0,2% e, na base anual, em 2,6%.
▶️ No Brasil, seguem acompanhando os desdobramentos da megaoperação da Polícia Federal contra um esquema bilionário do PCC no setor de combustíveis, e que envolveu uma série de fundos de investimentos e fintechs.
▶️ Na agenda política, o governo federal iniciou ontem o processo que pode levar à aplicação da Lei de Reciprocidade Econômica contra os EUA pela aplicação de um tarifaço contra produtos brasileiros exportados para os americanos.
▶️ O Banco Central divulgou hoje que a dívida bruta do país subiu para 77,6% do PIB em julho, ante 76,6% em junho. Já a dívida líquida passou de 62,9% para 63,7%. As projeções da Reuters apontavam 77% para a dívida bruta e 63,4% para a líquida.
Veja a seguir como esses fatores influenciam o mercado.
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
💲Dólar

a
Acumulado da semana: -0,36%;
Acumulado do mês: -3,47%;
Acumulado do ano: -12,52%.
📈Ibovespa

Acumulado da semana: +2,23%;
Acumulado do mês: +6,00%;
Acumulado do ano: +17,26%.
Juíza analisa demissão de Lisa Cook por Trump
Uma juíza federal vai analisar nesta sexta se deve impedir temporariamente o presidente dos EUA, Donald Trump, de demitir a diretora do Federal Reserve, Lisa Cook.
A audiência está marcada para as 10h em Washington (11h em Brasília), e será conduzida pela juíza Jia Cobb, do Tribunal Distrital dos EUA.
Ela analisará o pedido de emergência de Lisa Cook para suspender sua demissão enquanto o processo contra Trump prossegue.
Será a primeira audiência do caso envolvendo o presidente americano e a economista, que entrou com um processo na quinta-feira (28) para contestar a tentativa de Trump de removê-la do cargo.
No processo, Cook acusa o presidente dos EUA de violar a Lei do Federal Reserve, de 1913, que permite a demissão de um governador apenas por “justa causa”, e não por “alegações infundadas sobre pedidos de hipoteca privada apresentados por Cook antes de sua confirmação no Senado”.
Lei da Reciprocidade contra os EUA
O governo federal iniciou na noite de ontem (28) o processo que pode levar à aplicação da Lei de Reciprocidade Econômica contra os EUA pela aplicação de um tarifaço contra produtos brasileiros exportados para os americanos.
O Ministério das Relações Exteriores (MRE) enviou à Câmara de Comércio Exterior (Camex) um comunicado informando que o Brasil iniciou as consultas e medidas para aplicar a legislação contra os EUA. A Camex tem 30 dias para avaliar se é possível a aplicação da lei.
O Brasil vai notificar oficialmente o governo americano sobre o início do processo nesta sexta-feira (29).
A TV Globo apurou que os diplomatas acreditam na medida como uma forma de abrir um caminho de diálogo com os americanos, que têm evitado negociações sobre o tema.
Bolsas globais
Os futuros de ações nos EUA recuam nesta sexta-feira, com o mercado atento à divulgação do índice de preços de despesas de consumo pessoal (PCE), referência do Federal Reserve para medir a inflação.
Em Wall Street, os principais índices futuros operam em queda: o Dow Jones recua 0,31%, o S&P 500 perde 0,35% e o Nasdaq cai 0,57%.
Já as bolsas europeias operam em baixa, com o mercado repercutindo preocupações de bancos britânicos sobre possíveis medidas mais rígidas da ministra das Finanças, Rachel Reeves, para fortalecer as contas públicas. Os investidores aguardam os dados de inflação da França, Espanha, Itália e Alemanha, que antecedem a leitura preliminar da zona do euro na próxima terça-feira (3).
O índice pan-europeu STOXX 600 recua 0,51%, enquanto o DAX, da Alemanha, cede 0,44%. No Reino Unido, o FTSE 100 tem baixa de 0,25%, o CAC 40, da França, cai 0,44%, e o FTSE MIB, da Itália, recua 0,53%.
Na Ásia, as bolsas fecharam mistas. Na China, os índices avançaram, impulsionados pela liquidez abundante, apesar dos alertas de empresas de tecnologia após reajustes de preços. O CSI300 teve o maior ganho mensal desde setembro de 2024.
Em Xangai, o SSEC subiu 0,37% e o CSI300 avançou 0,74%. O Hang Seng, de Hong Kong, teve alta de 0,32%, enquanto o Nikkei, em Tóquio, caiu 0,26%. Em Seul, o Kospi recuou 0,32%, o Taiex, em Taiwan, teve leve baixa de 0,01%, e o S&P/ASX 200, em Sydney, caiu 0,08%. Já o Straits Times, em Cingapura, avançou 0,37%.
Dólar
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*Com informações da agência de notícias Reuters

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