Polícia Federal erradica 8 mil pés de maconha na Operação Alvorada Verde no Amazonas

Manaus (AM) – A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Alvorada Verde, uma ação estratégica para combater o cultivo ilegal de maconha em áreas remotas do interior do Amazonas. Iniciada em 26 de agosto, a operação resultou na erradicação de aproximadamente 8 mil pés de maconha em plantações clandestinas localizadas nas regiões do rio Abacaxis, em Nova Olinda do Norte, e do rio Curuçá, em Maués.

A ação, que contou com a participação de 15 policiais federais, foi desencadeada a partir de denúncias anônimas e dados de inteligência que apontaram a existência de cultivos ilícitos em áreas de mata fechada. As plantações, algumas em regiões desmatadas, foram localizadas com o auxílio de um novo helicóptero da Coordenação de Aviação Operacional da PF e apoio da recém-inaugurada base de aviação da PF no Amazonas. Esta foi a primeira operação de erradicação na região em anos, marcada por sua relevância simbólica e estratégica em uma área historicamente sensível, palco de conflitos, como o Massacre do Rio Abacaxis em 2020.

Segundo a PF, o cultivo ilegal de maconha representa uma ameaça às comunidades ribeirinhas, indígenas e outros grupos vulneráveis, que ficam expostos à violência, coação e degradação ambiental causadas pelo tráfico de drogas. A operação teve caráter preventivo e repressivo, visando desarticular as estruturas de cultivo e fornecimento de entorpecentes na região.

A Operação Alvorada Verde contou com o apoio de instituições como o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM), Fundação Nacional do Índio (FUNAI), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e Força Nacional. Essa integração reforça a proteção ambiental e o respeito aos direitos dos povos indígenas, além de intensificar o combate a crimes em áreas sensíveis da Amazônia.

Os crimes investigados incluem tráfico de drogas, com pena de até 15 anos de prisão, e desmatamento em terras públicas ou devolutas, que pode resultar em até 4 anos de reclusão.

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